Inovação para a Agricultura

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Tinturaria natural - Utilização dos corantes naturais em fibras naturais

Entidade líder do projeto: ASSOCIACAO ESTUDO DEFESA PATRIMONIO NATURAL CULTURAL CONCELHO DE MERTOLA
Responsável pelo projeto: Jorge Revez
Site do projeto: http://tinturarianatural.pt/
Área do plano de ação: Cultura de especiarias, plantas aromáticas, medicinais
Parceiros:

CENTRO DE BIOTECNOLOGIA AGRÍCOLA E AGRO ALIMENTAR DO ALENTEJO; CEVRM-CENTRO EXCELÊNCIA PARA A VALORIZAÇÃO DE RECURSOS MEDITERRÂNICOS SA; INSTITUTO NACIONAL DE INVESTIGAÇÃO AGRÁRIA E VETERINÁRIA IP; ISABEL MARIA TRINDADE DA SILVA DIAS HORTA; JOÃO RAFAEL AREIA LOSA DE SÁ E MELO; PEDRO MANUEL BITA MESSIAS E MELO FRANCO; UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR


Prioridade do FEADER: P2A) melhoria do desempenho económico de todas as explorações agrícolas e facilitação da restruturação e modernização das explorações agrícolas, tendo em vista nomeadamente aumentar a participação no mercado e a orientação para esse mesmo mercado, assim como a diversificação agrícola;
Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:

O presente grupo operacional pretende desenvolver um trabalho multidisciplinar que tem como objetivo aproveitar a lã da ovelha campaniça para o fabrico de fios com tingimento natural, de forma a poder dar continuidade à utilização deste tipo de lã, permitindo a criação de produtos com características diferenciadoras e o incremento da economia local e nacional. Nas últimas décadas algumas empresas nacionais, como a Ecolã, a Beiroa, a Texwool e a Burel factory e as cooperativas Capuchinhas e Oficina de Tecelagem de Mértola, conseguiram manter a sua atividade, aliando a experiência da manufatura tradicional da lã com tecnologias atuais, o que lhes permitiu exportar 85% da sua produção. O mercado atual disponibiliza fios importados feitos à base de fibras sintéticas e baixas percentagens de lã natural. Hoje em dia está a surgir a procura de fios naturais, tingidos com corantes naturais, que o nosso país não está a produzir, apesar de ser um dos mais antigos criadores de ovelhas da Europa e ter tido no passado uma importante atividade na área da tinturaria natural. O ressurgir da atividade de produção de fio de lã tingido com recurso à tinturaria natural coloca como principal problema a falta de conhecimento das cooperativas/empresas no tingimento natural das fibras têxteis, em que as cores resistam bem à luz solar e às lavagens. O grupo operacional pretende criar uma plataforma que dialogue com todos os intervenientes do setor nas quatro etapas desta atividade – a produção das plantas, a extração dos corantes, o tingimento das fibras e a realização dos testes de controlo/qualidade do tingimento; e a divulgação dos resultados; permitindo uma otimização e migração dos processos industriais de tinturaria de artigos de lã para uma versão mais ecológica, procurando ir de encontro aos requisitos de certificações como o “Global Organic Textile Standard”. A utilização da lã nacional poderá assim adquirir uma nova dinamização através do desenvolvimento de aplicações convencionais e não convencionais promovendo, desta forma, uma alteração da estrutura de futuras coleções e de marcas garantindo o seu ajustamento ao mercado. No que respeita à etapa de produção das plantas tintureiras, pretende-se também, com este projeto, contribuir para uma diversificação agrícola da região, através da incorporação de espécies tintureiras permitindo a exploração de um nicho de mercado diferente, que poderá contribuir positivamente para o crescimento empresarial e económico da região. A criação deste GO é um dos objetivos do Centro de Competências da Lã que tem como missão “promover o desenvolvimento sustentável e competitivo da fileira da Lã, nas vertentes socioeconómicas, formativa, técnica e ambiental, pela via da cooperação institucional com vista ao reforço da investigação, da inovação e da promoção das boas práticas e da transferência e divulgação do conhecimento”. O trabalho desenvolvido por este Grupo Operacional bem como os resultados esperados do mesmo irão, com toda a certeza, contribuir para o cumprimento destes objetivos.


Objetivos visados:

Objectivo geral: Produção de plantas tintureiras para extracção de corantes naturais e posterior aplicação dos mesmos no tingimento da lã da ovelha campaniça, de forma a possibilitar o desenvolvimento de produtos inovadores de valor acrescentado. Objetivos específicos: - Implementação do cultivo de plantas tintureiras e seleção das espécies que apresentem melhores resultados de cultivo e de extração, permitindo a adaptação destas ao cultivo extensivo com vista à sua valorização económica - Promover a diversificação agrícola dos atuais e futuros produtores de PAM’s no país através da incorporação de espécies tintureiras; - Incentivar a redução na carga poluente em função da utilização de corantes naturais e de processos de tingimento em conformidade com “Global Organic Textile Standard”; - Promover a certificação eco-sustentável dos têxteis nacionais, com particular destaque para a lã Portuguesa e, mais especificamente a lã campaniça, e consequentemente a sua incorporação em novos nichos de mercado.


Sumário do plano de ação:

Pretende-se desenvolver a cultura extensiva de plantas tintureiras potenciando o aparecimento de uma indústria eco-sustentável de corantes naturais para tingir a lã da ovelha campaniça, satisfazendo as necessidades empresariais e criando emprego.


Pontos de situação / Resultados:

RESUMO DA ATIVIDADE 2018-2020

Da parte da produção, têm sido realizadas sementeiras anuais acompanhadas pelos testes de germinação em temperatura controlada. Todos os resultados das sementeiras e produção têm sido registados, permitindo a elaboração das fichas técnicas das plantas seleccionadas (em execução), bem como a recolha de dados económicos (custos e produtividade). No laboratório, procede-se à extração de corante (de plantas provenientes dos produtores e outras - maioria - adquiridas externamente). Nesta etapa tem sido registado o rendimento das plantas, bem como o protocolo para optimização da extração e conservação da matéria corante (de forma a garantir uma maior longevidade do produto sem que perca características e mantenha a qualidade na aplicação). Os corantes extraídos, estão a ser utilizados no tingimento de lã de ovelha Campaniça, raça tradicional do Baixo Alentejo, sujeita posteriormente a testes de resistência à lavagem e à luz (persistência da cor é um do principais constrangimentos na utilização dos corantes naturais) . As águas residuais e efluentes resultantes do processo de tingimentos estão a ser recolhidos para caracterização e tratamento. Paralelamente, tem sido realizada a divulgação e comunicação do projecto e actividades. As diferentes etapas têm sido realizadas em simultâneo. De momento todas as tarefas estão em execução.   

  • Encontro de Tinturaria Natural, 11 de Dezembro de 2019, no Auditório 3 da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Beja. Programa / Apresentações