Inovação para a Agricultura

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OMeGA – OtiMização da Gestão de Albufeiras

Entidade líder do projeto: IST - Instituto Superior Técnico
Responsável pelo projeto: Ramiro Neves
Área do plano de ação: Cerealicultura (excepto arroz)
Parceiros:

ACTION MODULERS - CONSULTING & TECHNOLOGY, LDA; AQUALOGUS - ENGENHARIA E AMBIENTE LDA.; ASSOCIACAO DE REGANTES E BENEFICIARIOS DO VALE DO SORRAIA; FENAREG - FEDERAÇÃO NACIONAL DE REGANTES DE PORTUGAL; SOCIEDADE AGRICOLA BICO DA VELA II


Prioridade do FEADER: P5B) melhoria da eficiência na utilização da energia no setor agrícola e na indústria alimentar;
Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:

As necessidades de água para a agricultura continuam a crescer à escala mundial, como consequência da industrialização do sector impulsionada pela globalização e pelo crescimento populacional, correspondendo, em Portugal, a cerca de 80% dos consumos de água. O aumento do uso da água de rega mantendo as estratégias de gestão atuais cria dois problemas: (1) situações de escassez face à procura e (2) risco de poluição dos recursos hídricos. A situação de escassez cria a necessidades de conciliar o uso na agricultura com as necessidades das populações, dos ecossistemas e de outras atividades económicas. Acresce ainda que, num cenário de alterações climáticas, existe muita incerteza quanto às reais disponibilidades futuras deste recurso. A experiência de mais de 6 décadas que as associações de regantes detêm precisa de ser complementada com ferramentas de apoio ao uso da água em situação de carência, a qual requer o conhecimento detalhado das disponibilidades hídricas, ferramentas de apoio à sua gestão, de forma a maximizar os benefícios da rega, minimizando o impacte sobre a qualidade da água. A estratégia de gestão deve ser feita à escala da bacia hidrográfica pois é a esse nível que mais se faz sentir o efeito evolutivo das pressões, como consequência das alterações da estrutura social e das práticas agrícolas. Esta gestão tem de ser feita também tendo em consideração a procura, o armazenamento efetivo e potencial nas albufeiras, a capacidade dos aquíferos, a qualidade da água e os processos físicos que influenciam diretamente a dinâmica da água à escala da bacia, fazendo o "upscaling" das atividades levadas a cabo à escala da parcela. Este projeto propõe-se desenvolver uma ferramenta de apoio à gestão de água armazenada nas albufeiras para fins de regadio, através da previsão das afluências e dos consumos, aumentando o conhecimento e a capacidade de previsão dos gestores de água e, simultaneamente, a otimização da relação custo/benefício relacionada com a monitorização dos recursos hídricos.


Objetivos visados:

Com esta iniciativa, pretende-se desenvolver uma ferramenta operacional inovadora capaz de auxiliar a gestão dos aproveitamentos hidroagrícolas em função dos múltiplos usos da água. Pretende-se uma ferramenta que otimize turbinagem/tempos de descarga das barragens de modo a reduzir os volumes descarregados através das descargas de emergência e a garantir volumes que assegurem os diferentes usos, em particular a rega, considerando simultaneamente as necessidades ecológicas a jusante. Sendo esta uma ferramenta facilmente replicável, espera-se melhorar a capacidade dos gestores de aproveitamentos hidroagrícolas em prever, de forma rigorosa, operacional e em tempo real, os volumes armazenados nas albufeiras e as diferentes necessidades de água na bacia e, assim, assegurar uma gestão sustentável deste recurso. Simultaneamente, a ferramenta vai permitir também avaliar a qualidade de água nas albufeiras, assim como conseguir alertar o gestor das áreas afetadas por eventuais cheias provocadas pelas descargas das barragens.


Sumário do plano de ação:

Este GO pretende desenvolver uma ferramenta operacional inovadora capaz de auxiliar a gestão dos aproveitamentos hidroagrícolas em função dos múltiplos usos da água.

Os objectivos específicos são:

- Desenvolver uma ferramenta operacional de gestão dos aproveitamentos hidroagrícolas em função dos múltiplos usos da água, através da otimização dos tempos de descarga das barragens e dos volumes perdidos;

- Melhorar a capacidade dos gestores de aproveitamentos hidroagrícolas em prever, de forma rigorosa, operacional e em tempo real, os volumes armazenados nas albufeiras e as necessidades de água na bacia e, assim, manter uma gestão sustentável deste recurso;

- Avaliar a qualidade de água nas albufeiras, assim como alertar o gestor das áreas afetadas por eventuais cheias provocadas pelas descargas.

O GO é constituído por uma instituições de investigação (IST), 2 empresas tecnológicas (Aqualogus e Action Modulers), 2 associações de agricultores (FENAREG, ARBVS) e uma empresa agrícola (Bico da Vela).


Pontos de situação / Resultados:

Em início de atividade.