Inovação para a Agricultura

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Oak®eGeneration - Estratégias e modelos de gestão florestal para a criação de áreas de regeneração natural de sobreiro e azinheira nos montados nacionais

Entidade líder do projeto: INSTITUTO NACIONAL DE INVESTIGAÇÃO AGRÁRIA E VETERINÁRIA IP
Responsável pelo projeto: Augusta Costa (augusta.costa@iniav.pt)
Site do projeto: http://www.oakregeneration.pt/pt/
Área do plano de ação: Cortiça
Parceiros:

ACHAR - ASSOCIAÇÃO DOS AGRICULTORES DE CHARNECA; AFLOSOR- ASSOC. DOS PRODUTORES AGRO-FLORESTAIS DA REGIÃO DE PONTE DE SÔR; ANSUB ASSOC. PRODUTORES FLORESTAIS DO VALE DO SADO; ANTA DE CIMA - SOCIEDADE AGRICOLA, UNIPESSOAL LDA; ASSOCIACAO ESTUDO DEFESA PATRIMONIO NATURAL CULTURAL CONCELHO DE MERTOLA; CARLOS FREDERICO ABECASSIS DO AMARAL NETTO; CESAR SACADURA MEXIA DE ALMEIDA; COMPANHIA DAS LEZÍRIAS S.A.; EDIA - EMPRESA DE DESENVOLVIMENTO E INFRA-ESTRUTURAS DO ALQUEVA S.A.; HERDADE DO PAUL,SOCIEDADE GESTAO RURAL,UNIPESSOAL,LDA; PEDRO SACADURA TEIXEIRA CABRAL DUARTE DA SILVEIRA; SOCIEDADE AGRICOLA DO CASAL DAS POMBAS SA


Prioridade do FEADER: P4) Restaurar, preservar e melhorar os ecossistemas ligados à agricultura e à silvicultura;
Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:

A ausência de áreas de regeneração natural (natural regeneration hotspots) é a principal ameaça à persistência e à sustentabilidade económica e ecológica dos montados de sobro (Q. suber) e de azinho (Q. rotundifolia) no sul de Portugal. Esta ameaça consubstancia-se no contexto da atual gestão dos montados que: a) recorre quase exclusivamente à regeneração artificial (principalmente por plantação), com elevados custos, agravados aquando do insucesso das jovens plantas e; b) inclui uma intensificação de uso do solo (especificamente pelo pastoreio intensivo com gado bovino) e/ou uma extensificação com ausência de gestão florestal e falta de alternativas de uso do solo. Este facto é motivo de preocupação para os proprietários/gestores florestais que necessitam, urgentemente, de implementar práticas de gestão adequadas para: i) aproveitar e gerir as áreas de regeneração natural que ocorrem espontaneamente nos seus montados e, mais importante; ii) sistematizar as condições locais favoráveis ao aparecimento das áreas de regeneração natural e replicá-las em outras áreas potenciais. Este grupo operacional propõe a implementação de esquemas de agricultural set-aside em áreas espontâneas e em áreas potenciais de regeneração natural de sobreiro e de azinheira para a sua promoção. Esta implementação inclui a gestão e a condução destas áreas de regeneração compatíveis e parte integrante dos planos de gestão dos montados. Ao gerir as áreas de regeneração natural de sobreiro e de azinheira que ocorrem espontaneamente no seus montados e ao ampliar estas áreas de ocorrência de regeneração natural com sucesso em áreas potenciais, os proprietários/gestores florestais asseguram a sustentabilidade ecológica e económica de um sistema agroflorestal de alto valor ambiental. A promoção da regeneração natural de sobreiro e de azinheira na condução/gestão dos montados constitui uma das linhas estruturantes de ações de investigação incluída na agenda de investigação e inovação do Centro de Competências do Sobreiro e da Cortiça.


Objetivos visados:

O principal objetivo é contribuir para dotar os proprietários/gestores florestais de modelos e de recomendações de gestão de áreas de agricultural set-aside em montados de sobro e de azinho.

Estes modelos e recomendações de gestão devem proporcionar a adequação das atuais técnicas de:

- gestão do sob-coberto (método, intensidade, periodicidade), de promoção da regeneração natural (regeneração natural assistida) e;

-  de gestão do arvoredo para a manutenção e potenciação de áreas regeneração natural e povoamentos jardinados (natural regeneration hotpspots), durante o período de exclusão de atividade produtiva (agricultural set-aside).

De acordo com este objetivo, é necessário compreender os padrões de ocorrência de regeneração natural de sobreiro e de azinheira nas áreas de agricultural set-aside à escala local para o sobreiro (em condições de clima mais mésico, em que a proximidade do Atlântico proporciona pequenas oscilações térmicas); e para a azinheira (em condições de clima mais xérico, onde a continentalidade proporciona uma maior amplitude térmica e menor humidade relativa).

A compreensão desses padrões, para o sobreiro e para a azinheira, passa por responder a duas questões principais:

i) Qual o período mínimo de agricultural set-aside?; e

ii) Qual é a dinâmica da influência do tipo de vegetação espontânea (sob-coberto) na regeneração natural durante o período de agricultural set-aside?


Sumário do plano de ação:

A ausência de áreas de regeneração natural (natural regeneration hotspots) é a principal ameaça à persistência e à sustentabilidade económica e ecológica dos montados de sobro (Q. suber) e de azinho (Q. rotundifolia) no sul de Portugal. Esta ameaça consubstancia-se no contexto da atual gestão dos montados que:

i) recorre quase exclusivamente à regeneração artificial (principalmente por plantação), com elevados custos, agravados aquando do insucesso das jovens plantas e;

ii) inclui uma intensificação de uso do solo (especificamente pelo pastoreio intensivo com gado bovino) e/ou uma extensificação com ausência de gestão florestal e falta de alternativas de uso do solo.

O Grupo Operacional OakReGeneration assume que as áreas de regeneração natural (natural regeneration hotspots) de sobreiro e de azinheira, que ocorrem espontaneamente nos nossos montados, devem ser aproveitadas, geridas e potenciadas, uma vez que as jovens plantas estão bem adaptadas às condições locais, edafoclimáticas e biofísicas e apresentam (por essa razão) elevadas taxas de sucesso, contribuindo decisivamente na sustentabilidade a longo prazo destes ecossistemas, sem custos elevados para proprietários e gestores florestais. Neste contexto, o Grupo Operacional OakReGeneration propõe aos proprietários/gestores florestais a implementação de esquemas de agricultural set-aside em áreas espontâneas e em áreas potenciais de regeneração natural de sobreiro e de azinheira nos seus montados, para a perpetuação e potenciação de áreas de regeneração natural.

Estes esquemas incluem ações adequadas de:

i) gestão do sob coberto (matos);

ii) promoção específica da regeneração natural e;

iii) gestão do arvoredo.

Ao implementar esquemas de agricultural set-aside perfeitamente enquadrados na gestão agroflorestal do montado, ao gerir as áreas de regeneração natural de sobreiro e de azinheira que ocorrem espontaneamente no seus montados e ao ampliar estas áreas de ocorrência de regeneração natural com sucesso em áreas potenciais, os proprietários/gestores florestais asseguram a sustentabilidade ecológica e económica de um sistema agroflorestal de alto valor ambiental. A promoção da regeneração natural de sobreiro e de azinheira na condução/gestão dos montados constitui uma das linhas estruturantes de ações de investigação incluída na agenda de investigação e inovação do Centro de Competências do Sobreiro e da Cortiça.


Pontos de situação / Resultados:

Em início de atividade.

Este GO foi apresentado no Agri-Innovation Summit 2017. O póster apresentado pode ser visto aqui.

Este GO foi também apresentado na Newsletter edição n. 65 da PEI AGRI.

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