Inovação para a Agricultura

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IEPE - Instalação eficiente de povoamentos de eucalipto

Entidade líder do projeto: ORGANIZAÇÃO FLORESTAL ATLANTIS - ASSOCIAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO FLORESTAL
Responsável pelo projeto: António Oliveira
Área do plano de ação: Material Lenhoso
Parceiros:

ORGANIZAÇÃO FLORESTAL ATLANTIS - ASSOCIAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO FLORESTAL; ANEFA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE EMPRESAS FLORESTAIS AGRICOLAS E DO AMBIENTE; FORESTFIN - FLORESTAS E AFINS, LDA; GREENCLON, LDA; INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA; JJM ESPERANÇA LDA; LEITÃO & CAVALEIRO SILVICULTURA E EXPLORAÇÃO FLORESTAL LDA; RAIZ - INSTITUTO DE INVESTIGAÇÃO DA FLORESTA E PAPEL


Prioridade do FEADER: P5E) promoção da conservação e do sequestro de carbono na agricultura e na silvicultura;
Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:

A elasticidade edafoclimática apresentada pelo eucalipto, o seu rápido crescimento, a possibilidade de condução em talhadia e a existência de um mercado identificado e estruturado, apresentam-se como os principais motivos para a sua preferência pelos proprietários. Mas, tal como para qualquer outra espécie florestal ou agrícola, o seu cultivo deve ser dirigido por práticas silvícolas ajustadas aos diferentes ambientes e que promovam a sustentabilidade da capacidade produtiva do solo e das plantações florestais. Um dos problemas comuns que sobressai na gestão dos eucaliptais, principalmente no minifúndio, é o uso indiscriminado de técnicas de preparação do terreno apenas com o intuito de plantar, não atendendo às diferenças entre ambientes e à sua sustentabilidade. De entre as práticas silvícolas consideradas na gestão dos eucaliptais, esta é uma das mais impactantes no solo quando realizada inadequadamente. São exemplos disso a aceleração da decomposição da matéria orgânica e a erosão nas camadas superficiais do solo. Enquanto a agricultura há muito que tem evoluído para reduzir as práticas de mobilização do solo, estando disponíveis em pouco por todo o mundo estudos sobre os impactes desta ação no solo e do desenvolvimento de técnicas especificas a cada cultura agrícola (por exemplo sementeira direta), no meio florestal português tal não acontece. Se, por um lado, parte do desajuste das práticas está associado à indisponibilidade de mecanismos de apoio à tomada de decisão que permitam a adoção das técnicas adequadas (disponibilização de conhecimento e ferramentas), por outro lado, está inerente ao tipo de produtor florestal, com baixa aceitação de mudanças de gestão. Neste sentido, emerge a oportunidade promover a melhoria da gestão florestal de minifúndio, através da criação de uma ferramenta de suporte à decisão na instalação dos povoamentos, procurando também promover a sustentabilidade dos recursos e das plantações florestais.


Objetivos visados:

Esta iniciativa pretende desenvolver uma ferramenta de suporte à tomada de decisão para a instalação dos povoamentos de eucalipto, baseada em técnicas silvícolas sustentáveis ao nível do recurso solo e adequadas aos diferentes ambientes florestais. Pretende-se uma instrumentação de fácil utilização (user friendly), baseada em variáveis ambientais facilmente mensuráveis pelo proprietário florestal comum e que permita, não só identificar a as práticas adequadas à instalação dos povoamentos, mas também possibilite uma análise económica de custos, tendo por base uma estimativa das expetativas de produção florestal para o ambiente em causa.

Os objetivos específicos da iniciativa são:

1. Desenvolver e implementar uma ferramenta de apoio à tomada de decisão para a eficiente instalação dos povoamentos de eucalipto.

2. Potenciar a aprendizagem coletiva sobre as práticas de mobilização do solo, promovendo o cultivo mínimo, e a sustentabilidade das práticas testadas no cultivo do eucalipto.

3. Identificar constrangimentos e barreiras no acesso ao conhecimento e informação necessária para a introdução de inovações no domínio da sustentabilidade dos processos de instalação e gestão dos povoamentos de eucalipto, desenvolvendo soluções para as ultrapassar.

4. Promover a disseminação e demonstração dos resultados junto dos utilizadores do conhecimento, nomeadamente associações de produtores florestais, gestores e proprietários privados e públicos.

5. Promover a cooperação técnica entre as entidades que atuam nos domínios das plantações florestais e na mobilização de solos e fomentar o reforço da capacidade para a rápida recolha de informações sobre o solo e monitorização ao nível regional, dando o seu contributo para uma visão global.

Os objetivos desta Iniciativa visam contribuir na sua generalidade para a melhoria dos povoamentos de eucalipto em Portugal e, consequentemente, na sustentabilidade da capacidade produtiva dos solos florestais e dos ecossistemas florestais.


Sumário do plano de ação:

Criação de ferramenta de gestão para instalação de povoamentos de eucalipto em minifúndio que determine a expectativa de produção, as melhores práticas silvícolas mediante diferentes ambientes e permita a redução de custos e de impactes sobre o solo.


Pontos de situação / Resultados:

Sessão de apresentação/divulgação do projeto GO-IEPE no Seminário "Juntos fazemos Floresta" , 3 de agosto de 2022, Cantanhede. Programa

Seminário de apresentação do projeto GO-IEPE, 28 de maio de 2022. Programa

Seminário final de apresentação de resultados, 28 de fevereiro de 2022. Programa

Workshop "Técnicas de preparação do terreno", Cantanhede, 25 de fevereiro de 2022. Cartaz

Workshop "Técnicas de preparação do terreno", Mortágua, 24 de fevereiro de 2022. Cartaz

Ponto de situação (janeiro 2021)
A equipa do Projeto encontra-se de momento a ultimar os conteúdos do Site e dos Dossiers Temáticos a associar à Ferramenta de Decisão.