Inovação para a Agricultura

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PoliMax - Promoção e aumento da eficiência da Polinização entomófila em macieiras, pereiras e cerejeiras

Entidade líder do projeto: CENTRO OPERATIVO E TECNOLÓGICO HORTOFRUTÍCOLA NACIONAL"
Responsável pelo projeto: Maria do Carmo Martins
Site do projeto: https://poli-max.webnode.pt/
Área do plano de ação: Cultura de pomóideas e prunóideas
Parceiros:

CAMPOTEC IN - CONS. E TRANSFORMAÇÃO DE HORTOFRUTÍCOLAS, SA; CERFUNDÃO EMBALAMENTO E COMERCIALIZAÇÃO DE CEREJA DA COVA DA BEIRA, LDA; COOPERFRUTAS - COOP PRODUTORES FRUTA E PROD HORTICOLAS DE ALCOBACA CRL; FEDERACAO NACIONAL DOS APICULTORES DE PORTUGL (FNAP); INSTITUTO NACIONAL DE INVESTIGAÇÃO AGRÁRIA E VETERINÁRIA IP; PINUS VERDE ASSOCIAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO INTEGRADO DA FLORESTA


Prioridade do FEADER: P5E) promoção da conservação e do sequestro de carbono na agricultura e na silvicultura;
Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:

A polinização entomófila assume uma relevância importante, devido à presença de sementes nos frutos, na garantia dos parâmetros de qualidade, quantidade e segurança alimentar, nomeadamente das maçãs, pera ‘rocha’ e cereja, permitindo que estas cheguem ao consumidor em melhores condições nutricionais originando um produto com reconhecido valor acrescentado. Na polinização entomófila que se deseja perfeita, o desempenho dos seus agentes (insetos) deve ser também o mais preciso e rigoroso possível. Para tal, as relações ecológicas intra e inter-específicas (relações entre indivíduos de espécies diferentes e entre indivíduos da mesma espécie, respetivamente) da sua comunidade devem ser garantidas promovendo uma funcionalidade em rede que a permita (polinização). Portanto, é fundamental que exista habitats que reúnam as condições necessárias (alimentação e proteção), não só no pomar mas também nas zonas contiguas, há viabilidade das populações de insetos polinizadores, e complementares (insetos que não intervêm diretamente na polinização mas que permitem que os polinizadores atuem devido às suas funções de predação e/ou competição), de forma a poderem desempenhar a sua função de auxiliares da produção agrícola correctamente.

O problema foca-se na necessidade de promover a polinização para se conseguir melhorar a produção/ha, a qualidade e a conservação dos frutos, minimizando a aplicação de produtos de síntese que reduzem a sua qualidade e adulteram a forma natural dos frutos, tal como hormonas exógenas, que para além de poderem apresentar limitações no seu uso, tenderão a desaparecer do mercado. A redução da importância atribuída à polinização entomófila nos últimos anos, tem conduzido a alterações graves na forma, sabor, composição mineral e capacidade de conservação, factores com implicações graves nas escolhas do consumidor e na sustentabilidade destas fileiras. Paralelamente a oportunidade de valorizar a nossa biodiversidade, associada a uma produção de qualidade.


Objetivos visados:

De forma mais concreta e face ao enunciado pretende-se:

- Analisar o efeito da colocação de diferentes densidades de insectos polinizadores;

- Analisar em que condição se pode intensificar a sua atividade;

- Analisar compatibilidade do pólen de variedades polinizadoras mais recentes de forma a construir uma matriz de recomendação de quantidades e distribuição de variedades polinizadoras;

- Analisar efeito da colocação de agentes polinizadores na produtividade;

- Analisar efeito da colocação de agentes polinizadores na forma do fruto (maçãs e pêras);

- Analisar efeito da colocação de agentes polinizadores na extensão do período de conservação e resistência a problemas fisiológicos;

- Analisar efeito da colocação de agentes polinizadores na redução da aplicação de produtos hormonais para vigamento;

- Analisar a possibilidade de aumentar a biodiversidade pela colocação de polinizadores entomófilos naturais;

De uma forma mais geral em termos da produção frutícola, pretende-se com a promoção da polinização entomófila aumentar a riqueza nutricional e de sabor da fruta, maior resistência a doenças fúngicas e pragas e maior tempo de conservação natural (capacidade intrínseca ao fruto) durante o armazenamento. Como resultado, criar um fruto diferenciado pelo seu modo de produção sustentável económica e ambientalmente e, de valor acrescentado reconhecido pelos consumidores.


Sumário do plano de ação:

Promover o processo de Polinização entomófila como forma de aumentar o rendimento da produção agrícola, obtendo-se frutos, com sementes, de valor acrescentado devido à sua qualidade nutricional, capacidade de conservação e resistência a inimigos.


Pontos de situação / Resultados:

Ponto de situação (janeiro 2021)

O GO PoliMax tem como objectivo específico incrementar o valor nutricional e comercial dos frutos (pêra ‘Rocha’, maçãs ‘Fuji’ e ‘Reineta’ e cerejas ‘Folfer’) através de uma polinização entomófila eficiente, originando produtos agrícolas diferenciados que promovam a Fruticultura, nacional e internacionalmente. O GO PoliMax tem como objectivo específico incrementar o valor nutricional e comercial dos frutos (pêra ‘Rocha’, maçãs ‘Fuji’ e ‘Reineta’ e cerejas ‘Folfer’) através de uma polinização entomófila eficiente, originando produtos agrícolas diferenciados que promovam a Fruticultura, nacional e internacionalmente. A polinização é indiscutivelmente um factor de produção e de qualidade. Contribui para o bom desenvolvimento e estabilidade física e química dos frutos, capacita-os de melhores propriedades, garantindo um produto de qualidade superior e com maior período de conservação (sem degradação), elementos cruciais ao rendimento económico do sector. Portanto, os polinizadores (insectos domésticos e silvestres) fornecem um serviço vital contribuindo expressivamente para a viabilidade e sustentabilidade agrícola. Foram estudados 42 pomares nas regiões do Fundão e Oeste de Portugal. As flores foram sujeitas a quatro técnicas experimentais de polinização: entomófila, ausente (isolamento das flores), artificial (manual) e suplementação (entomófila complementada com a manual). Destas obtiveram-se os frutos que foram analisados qualitativamente em laboratório, à colheita e após conservação. Posteriormente foram correlacionados com a taxa de interacção entre planta-polinizador.Os resultados referentes à taxa de vingamento e ao número de frutos obtidos à colheita mostram que a produção das cultivares em estudo foi positivamente influenciada pela polinização entomófila, já que nesta modalidade registaram-se os maiores valores. Em termos qualitativos, os frutos mais simétricos, com maior ºBrix, maior número médio de sementes e melhor conservação corresponderam à polinização entomófila. No entanto, os melhores resultados, principalmente, de ºBrix na polinização artificial em pêra ‘Rocha’ expõem alguns défices dos serviços de polinização devido, sobretudo, à menor atractividade do seu néctar/pólen para as abelhas melíferas.Em conclusão, os parâmetros quantitativos e qualitativos avaliados neste trabalho reforçam o importante papel dos polinizadores e do serviço de polinização na rentabilidade da Fruticultura.

  • Divulgação de resultados, no XX Fórum Nacional de Apicultura realizado em Viseu nos dias 22 e 24 de Novembro de 2019.