- Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:
Os territórios de altitude do Minho (NUTIII Alto Minho, Cávado e Ave) apresentam uma matriz humana com fragilidades sociais e económicas, despovoamento, envelhecimento e um forte declínio da agricultura familiar. Estas tendências comprometem vários aspetos do desenvolvimento sustentável e resiliência, incluindo:
- (1) a qualidade ambiental, ao nível do património natural e serviços de ecossistema de interesse público (por incêndios e outros processos de degradação dos ecossistemas ligados ao abandono)
- (2) o bem-estar social e económico das comunidades locais e a sua identidade cultural
Nestes espaços as atividades agropecuárias estruturam os sistemas socio-ecológicos e como tal é:
- i) fundamental torná-las mais atrativas e dinâmicas valorizando a multifuncionalidade e ampliando o valor acrescentado retido pelos produtores e territórios locais;
- ii) e igualmente critico tornar as aldeias mais atrativas para agricultores e para famílias e negócios não agrícolas, alcançando matrizes sociais diversificadas, ativas e resilientes.
Os baldios constituem um património importante nestes territórios, pelos seus recursos naturais múltiplos e pela especificidade da sua gestão comunitária, pelos compartes. Há um grande desconhecimento quanto às dinâmicas recentes na gestão comunitária dos baldios no noroeste de Portugal, mas é já visível a existência de territórios que se reinventam em torno das práticas comunitárias tradicionais, adaptando-as aos desafios atuais. Interessa, portanto, dar visibilidade a essas trajetórias de revitalização e apoiar dinâmicas de inovação nos baldios.
- Objetivos visados:
- 1) Dinamizar processos de inovação social para revitalizar os territórios rurais, aproximando e articulando uma rede de parceiros multidisciplinar e multissectorial (agricultura, florestas, turismo, indústrias criativas, associações para o desenvolvimento, administração local e sistema de I&D).
- 2) Criar e dinamizar um Geoportal dos Baldios do Minho (NUTS III do Alto Minho, Cávado e Ave), para suporte à decisão e promoção de boas práticas dos baldios e comunidades locais. 3) Promover ações de cocriação de inovação em territórios de montanha com baldios.
- Sumário do plano de ação:
O plano de ação do projeto contempla as seguintes atividades:
- (a) caracterização e avaliação dos sistemas e práticas de gestão dos baldios pelas comunidades locais, através de questionários aos gestores e aos compartes;
- (b) ações para potenciar e demonstrar resultados em serviços de ecossistema gerados pelos baldios e assegurados pela atividade agro-silvo-pastoril;
- (c) cocriação de soluções comunitárias de bioeconomia circular, para valorizar a biomassa do baldio para fertilização dos solos e produção energética
- (d) avaliação dos impactos sociais, económicos e ambientais do turismo nos baldios e promoção de um ecoturismo colaborativo, equitativo e sustentável envolvendo empresas e comunidades locais;
- (e) promoção, junto dos jovens do ensino secundário e jovens adultos, de atividades educativas que contribuam para dar a conhecer os baldios, as atividades de montanha e a sua importância atual e futura;
- (f) dinamizar o empreendedorismo feminino através da cooperação internacional com o projeto Ganaderas en Red;
- (g) estudar, identificar e promover boas práticas ao nível da atração e integração local de empreendedores qualificados e nómadas digitais.
- Pontos de situação / Resultados:
O Projeto Bem Comum, através da ação colaborativa dos 12 parceiros e de um efetivo envolvimento das comunidades locais, constitiu um verdadeiro movimento de dinamização socio-territorial e de investigação-ação.
Produziu-se novo conhecimento, criaram-se novas ferramentas, deu-se visibilidade e reconhecimento a um significativo número de boas práticas de gestão e animação comunitária em torno dos baldios.Para consolidar e disseminar as boas práticas identificadas e as propostas de inovação cocriadas realizaram-se eventos e foram produzidos vários guias, cadernos e vídeos.
O número de participações no conjunto dos eventos realizados (oficinas, seminários e ações de capacitação) foi superior a 2200, e o alcance público das publicações (newsletters, guias, vídeos, Facebook, website) foi superior a 25000 interações.
As publicações e os vídeos estão disponíveis para visualizar e descarregar através do website do projeto.
Os GUIAS BEM COMUM são publicações para divulgação de melhores práticas e de ferramentas para todos os atores nos territórios e regiões com baldios, focando três temáticas: A Governança e Gestão dos Baldios; O Ecoturismo e os Baldios e Novos Residentes – Habitar o Novo Rural.
Os CADERNOS BEM COMUM são ferramentas destinadas às escolas secundárias e escolas do ensino superior, às comunidades gestoras de baldios e a outras coletividades que considerem a reaproximação dos jovens aos territórios com baldios e às práticas comunitárias de gestão de recursos naturais comuns, pensados de forma lúdico-educativa.
Documentos:
- BEM COMUM NEWSLETTER 1
- BEM COMUM NEWSLETTER 2
- BEM COMUM NEWSLETTER 3
- BEM COMUM NEWSLETTER 4
- BEM COMUM NEWSLETTER 5
- BEM COMUM NEWSLETTER 6
- BEM COMUM NEWSLETTER 7
- BEM COMUM NEWSLETTER 8
- CAERNO BEM COMUM - Jovens Peddy Papper
- CADERNO BEM COMUM - Jovens Bioblitz WEB v11
- CADERNO BEM COMUM - Jovens Assembleia WEB v14
- GUIA BEM COMUM - Novos Residentes WEB
- GUIA BEM COMUM - Gestao de Baldios WEB
- GUIA BEM COMUM - Ecoturismo e Baldios WEB
- BEM COMUM RELATÓRIO BIOMASSA
Vídeos
- Mulheres ganadeiras do noroeste de Portugal – Vídeo Bem Comum
- Novos Residentes no noroeste de Portugal – Vídeos Bem Comum
- Os baldios e o Bem Comum – Vídeos Bem Comum
- GEOPORTAL DOS BALDIOS DO NOROESTE
- Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:
A resistência aos antimicrobianos (RAM) constitui um dos mais sérios desafios atuais para a saúde pública global, com impacto crescente na morbilidade, mortalidade e sustentabilidade dos sistemas de saúde e de produção animal. Na Europa, os microrganismos resistentes aos antimicrobianos são já responsáveis, anualmente, por mais de 33 mil mortes e cerca de 874 mil DALY (anos de vida ajustados por incapacidade). Acresce que o Banco Mundial estima que, na ausência de medidas eficazes, os efeitos das RAM poderão representar perdas entre 1,1% e 3,8% do Produto Interno Bruto mundial.
A evidência científica demonstra de forma consistente a associação entre o consumo de antimicrobianos (CAM) e o desenvolvimento de resistências antimicrobianas na produção agropecuária. Esta relação encontra-se amplamente documentada em diversos estudos europeus e internacionais. No contexto da monitorização do consumo de medicamentos veterinários, o sistema ESVAC (European Surveillance of Veterinary Antimicrobial Consumption) tem vindo a evidenciar uma redução global do consumo de antimicrobianos na produção animal. Contudo, subsiste ainda um percurso significativo a realizar, particularmente em Portugal, que continua a situar-se entre os cinco Estados-Membros com maior utilização de antimicrobianos na
produção pecuária.Neste enquadramento, o setor suinícola assume particular relevância, dada a necessidade urgente de alcançar reduções substanciais e sustentadas no consumo de antimicrobianos. Este setor representa cerca de 22% da produção padrão nacional de origem animal. Por sua vez, o setor da bovinicultura leiteira, embora apresente um cenário comparativamente menos preocupante do ponto de vista do CAM, contribui com aproximadamente 24% para a produção padrão nacional de origem animal, o que reforça igualmente a importância da implementação de medidas dirigidas e eficazes.
As principais organizações internacionais têm vindo a recomendar a redução do consumo de antimicrobianos na produção animal, bem como a restrição ou proibição da utilização de determinadas classes de moléculas. Neste âmbito, o grupo ad hoc AMEG da Agência Europeia de Medicamentos propôs a categorização dos antimicrobianos em quatro grupos, recomendando restrições ao uso, em produção animal, de três dessas categorias. Entre os compostos sob maior escrutínio regulatório destacam-se os antimicrobianos criticamente importantes, como as fluoroquinolonas e as cefalosporinas de terceira e quarta gerações, bem como a colistina e, mais recentemente, o óxido de zinco, cuja utilização tem vindo a ser progressivamente limitada.
Paralelamente, a Comissão Europeia estabeleceu como meta a redução em 50% das vendas de antimicrobianos destinados à produção animal, incluindo a aquacultura, até 2030. Esta meta encontra-se enquadrada no pacote legislativo relativo aos medicamentos veterinários e aos alimentos medicamentosos. Em particular, o Regulamento (UE) 2019/6 veio definir orientações mais exigentes para a prescrição e utilização de medicamentos veterinários. Em Portugal, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária implementou, em 2022, a prescrição eletrónica médico-veterinária (PEMV) e prepara novas medidas no âmbito dos Eco-Regimes, com vista à redução do consumo total ou seletivo de antimicrobianos, incidindo sobre moléculas e formas terapêuticas específicas.
Não obstante estes avanços, mantém-se a necessidade de recolher e integrar dados mais granulares, harmonizados e obtidos ao nível da exploração pecuária, incluindo informação associada às patologias e aos contextos de utilização dos antimicrobianos. Esta necessidade é essencial para aprofundar o conhecimento sobre a relação entre consumo e resistência, melhorar a monitorização e apoiar a definição de estratégias de intervenção mais eficazes. Embora existam metodologias descritas para a recolha e análise de dados de consumo a nível nacional e ao nível das explorações, continua a ser necessário operacionalizar sistemas que transformem esses dados em instrumentos concretos de apoio à decisão.
Importa reconhecer que o recurso a antimicrobianos na produção animal é, em muitas situações, indispensável para assegurar a saúde e o bem-estar animal. Todavia, torna-se igualmente fundamental desenvolver, testar e validar programas eficazes que permitam reduzir o seu uso de forma sustentável, sem comprometer a sanidade animal nem a eficiência produtiva. Existem já exemplos internacionais bem documentados de estratégias de redução bem-sucedidas, sendo a experiência dinamarquesa particularmente relevante como referência para o desenvolvimento de novos modelos de intervenção. Neste contexto, a oportunidade consiste na criação, validação e dinamização de um sistema integrado de apoio à decisão para a utilização de antimicrobianos, assente em métodos 4.0, que permita aos médicos veterinários e aos operadores pecuários reduzir de forma sustentada o consumo de antimicrobianos e demonstrar, com base em evidência objetiva, essa redução. O sistema destina-se, por um lado, aos médicos veterinários, enquanto prescritores e responsáveis pela saúde e bem-estar animal, e, por outro, aos produtores e operadores pecuários dos setores suinícola e da bovinicultura leiteira, enquanto agentes centrais na biossegurança, gestão sanitária e implementação das medidas no terreno.
A solução proposta assenta em três pilares complementares e integrados:
- i) uma plataforma web, articulada com um sistema de informação para recolha e gestão de dados, geração de indicadores, disponibilização de dashboards interativos e incorporação de ferramentas de apoio à decisão e previsão;
- ii) um plano formal de redução do consumo de antimicrobianos, desenvolvido, testado e validado nas explorações pecuárias envolvidas;
- iii) um programa de formação e capacitação, baseado em boas práticas, orientado para a utilização eficaz das ferramentas da plataforma e para a promoção de uma utilização prudente e responsável dos antimicrobianos.
- Objetivos visados:
O projeto USAM SuLei – Utilização Segura de Antimicrobianos na Produção de Suínos e Leite de Bovino teve como objetivo global contribuir para a redução sustentada do consumo de antimicrobianos e para o controlo da resistência antimicrobiana na produção animal, através do desenvolvimento e implementação de soluções integradas, tecnológicas e organizacionais, em alinhamento com a abordagem Uma Só Saúde. No plano operacional, o projeto visou, em primeiro lugar, reduzir a incidência das principais patologias consumidoras de antimicrobianos em explorações de bovinicultura leiteira e suinicultura, promovendo uma melhoria efetiva da saúde animal, do bem-estar dos efetivos e, de forma indireta, da proteção da saúde humana e do ambiente.
Em paralelo, pretendeu-se acompanhar e reduzir o risco associado à resistência antimicrobiana, nomeadamente através da monitorização da proporção de fenótipos multirresistentes de E. coli isolados nas explorações. Um segundo eixo estratégico centrou-se em impulsionar a adaptação da produção animal a ameaças emergentes, mediante o desenvolvimento da plataforma USAM SuLei em pleno funcionamento, a integração progressiva de utilizadores e a criação de uma arquitetura robusta de interoperabilidade entre sistemas, capaz de captar, harmonizar e disponibilizar informação proveniente de múltiplas fontes relevantes para a gestão sanitária, produtiva e ambiental das explorações.
O projeto visou igualmente promover a educação e capacitação no contexto Uma Só Saúde, através da implementação de Planos de Ação para a redução do consumo de antimicrobianos nas explorações participantes, da elaboração de um Guia Integrado de Boas Práticas em matéria de resistência antimicrobiana, bem-estar animal e biossegurança, e da realização de ações de educação e formação dirigidas a médicos veterinários, produtores e outros intervenientes do setor.
Por fim, o projeto teve como objetivo específico reduzir a emergência da resistência aos antimicrobianos, através da monitorização de indicadores padronizados de utilização, designadamente as Doses Diárias Definidas Veterinárias (DDDvet) e os Tratamentos Padronizados Definidos (DCDvet), de acordo com as orientações da Agência Europeia de Medicamentos.
Desta forma, pretendeu-se assegurar uma base objetiva, harmonizada e comparável para avaliar padrões de consumo, apoiar a decisão clínica e sanitária e sustentar estratégias de redução baseadas em evidência. Em conjunto, estes objetivos procuraram não apenas responder ao desafio imediato do uso prudente de antimicrobianos na produção pecuária, mas também criar condições estruturais para uma transformação mais sustentável, digital, monitorizável e cientificamente sustentada do setor.
- Sumário do plano de ação:
O Plano de Ação do projeto USAM SuLei – Utilização Segura de Antimicrobianos na Produção de Suínos e Leite de Bovino estruturou a implementação do projeto em torno de uma abordagem integrada e multidisciplinar, orientada para a redução sustentada do consumo de antimicrobianos e para a mitigação da resistência antimicrobiana na produção animal, em alinhamento com o conceito Uma Só Saúde.
O plano assentou na articulação entre vigilância, desenvolvimento tecnológico, integração de sistemas, avaliação de indicadores, capacitação dos utilizadores e disseminação de resultados, envolvendo um consórcio alargado de entidades académicas, institucionais, setoriais e tecnológicas.
A operacionalização do projeto foi organizada em seis grandes áreas de trabalho:
- gestão e coordenação;
- desenvolvimento da plataforma web e do sistema de informação;
- boas práticas e capacitação;
- grupos focais;
- sistemas de monitorização;
- comunicação alargada.
Esta estrutura permitiu conceber, desenvolver, validar e implementar um ecossistema digital interoperável, capaz de integrar dados provenientes de sistemas oficiais, registos clínicos, sistemas de gestão das explorações, monitorização ambiental e outras fontes relevantes, transformando-os em indicadores, dashboards interativos e ferramentas de apoio à decisão para médicos veterinários, produtores e decisores.
O plano previu, em paralelo, a conceção e implementação de um sistema integrado de boas práticas, apoiado em Planos de Ação personalizados para as explorações participantes, com acompanhamento regular através de visitas bimestrais e momentos periódicos de revisão. Esta componente foi complementada por ações de formação, workshops e atividades de capacitação técnica, dirigidas a médicos veterinários, produtores e outros intervenientes, com o objetivo de promover a adoção de práticas de utilização prudente de antimicrobianos, reforço da biossegurança, melhoria do bem-estar animal e prevenção da doença.
Em termos de resultados operacionais, o Plano de Ação definiu metas mensuráveis associadas à redução da incidência das principais patologias consumidoras de antimicrobianos, à diminuição da proporção de fenótipos multirresistentes, à entrada em funcionamento pleno da plataforma USAM SuLei, à integração e interoperabilidade entre sistemas, à execução dos Planos de Ação, à produção de um Guia Integrado de Boas Práticas e à realização de ações de educação para Uma Só Saúde.
Foram ainda previstos indicadores padronizados de monitorização do consumo de antimicrobianos, nomeadamente DDDvet e DCDvet, de acordo com as orientações da Agência Europeia de Medicamentos.
No seu conjunto, o Plano de Ação constituiu o instrumento estruturante para assegurar a execução coerente do projeto, a monitorização do progresso, a validação das soluções desenvolvidas em contexto real e a produção de resultados com aplicabilidade prática, relevância setorial e potencial de apoio à definição de políticas públicas.
- Pontos de situação / Resultados:
Documentos:
Resultados finais USAM SULEI Metas CR 26
- Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:
As plantas infestantes causam prejuízos significativos à produção agrícola e limitam a aplicação de práticas sustentáveis no ecossistema agrícola. O seu controlo é geralmente realizado com recurso a herbicidas, o que causa problemas ambientais, acarreta custos operacionais e consumo de água. Neste projeto, pretende-se substituir estas práticas por abordagens de precisão recorrendo à degradação térmica controlada de infestantes potenciadas pela robótica autónoma e pela inteligência artificial.
- Objetivos visados:
A Agricultura 4.0 vem oferecer os sistemas e o controlo adequado para agregar tecnologias e métodos disruptivos no domínio da agricultura, permitindo maior velocidade e precisão. A sua aplicação ao controlo das infestantes permitirá ultrapassar um dos principais entraves para a conversão da produção agrícola tradicional em Agricultura Biológica e, assim, contribuir para a sustentabilidade ambiental e económica.
Os objetivos desta alternativa são:
- (i) eliminar o consumo de água
- (ii) eliminar a utilização de herbicidas
- (iii) substituir os combustíveis fósseis por energias renováveis
- (iv) introduzir procedimentos de monda inovadores
- (v) permitir soluções autónomas, libertando as pessoas para tarefas mais nobres/diferenciadas
- Sumário do plano de ação:
O projeto Robotics4Farmers está organizado em 6 atividades, abrangendo 4 linhas de ação.
- Na LA8.1 desenvolve-se a integração dos sistemas de monda térmica controlada.
- Na LA8.3 desenvolve-se a integração da plataforma móvel e de manipulação colaborativo e a integração dos sistemas de aprendizagem.
- Na LA8.4 desenvolve-se a integração da estação central e de comunicações e do sistema de digitalização.
- Na LA8.5 implementam-se as ações de demonstração e capacitação.
- Pontos de situação / Resultados:
LA 8.1 Agricultura de Precisão
Metodologias para a degradação térmica de infestantes:
1 - Energia solar concentrada;
2 - Laser CO2;
3 - Laser azul;
4 - LED azul concentrado;
5 – Infravermelho e azul combinado.LA 8.3 Tecnologias
1 – EVAbot – EnVironmental Agricultural Robot
2 – Algoritmos de IA para classificação e localização de infestantes
3 – Algoritmos de IA para predições sazonaisLA 8.4 Dados
1 – Sistema de digitalização solo e planta, integrado no EVAbot e também em sensores fixos no terreno;
2 – Sistema de comunicação 5G e rede WiFi em malha.LA 8.5 Conhecimento
1 – Ações de demonstração e capacitação a nível nacional e internacional;
2 – Cursos de formação em parceria com o Instituto Superior de Agronomia.
- Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:
O uso de fertilizantes e a gestão dos solos agrícolas em PT foram responsáveis pela emissão de 2.77MtCO2eq. (APA, 2021). A este valor acresce uma emissão de 0.91Mt resultante da gestão de estrumes e efluentes pecuários.
Estes valores podem ser substancialmente reduzidos através de práticas alternativas que reduzem emissões de gases de efeito de estufa (CO2, CH4 e N2O) associadas aos fertilizantes sintéticos, estrumes e corretivos de solo e/ou que promovem o sequestro de carbono no solo. A Política Agrícola Comum (PAC) tem vindo a apoiar os agricultores na adoção de algumas dessas práticas alternativas, nomeadamente através das Medidas Agroambientais do PDR 2020. Apesar deste esforço financeiro do País e dos agricultores, não é atualmente possível quantificar os impactos dessas práticas em termos de redução de emissões de GEE e/ou de aumento de sequestro de carbono no solo. Sem esse conhecimento não é possível avaliar o esforço feito, nem refinar os compromissos das agroambientais ou avaliar quais as medidas mais custo-eficazes na redução de emissões ou aumento de sequestro.
A Comissão Europeia, numa avaliação recente (SWD(2021) 115 final), reconhece estas dificuldades à escala Europeia, ao referir “a dificuldade de estabelecer até que ponto as medidas da CAP apoiam as ações de mitigação, devido à falta de uma situação contrafactual, o nível de detalhe em alguns dados da adesão da medida, a ampla gama de potenciais emissões biogénicas, e as dificuldades de agregação das emissões de GEE relatadas no nível do projeto”.
- Objetivos visados:
O uso de fertilizantes e a gestão dos solos agrícolas em PT foram responsáveis pela emissão de 2.77MtCO2eq. (APA, 2021). A este valor acresce uma emissão de 0.91Mt resultante da gestão de estrumes e efluentes pecuários. Estes valores podem ser substancialmente reduzidos através de práticas alternativas que reduzem emissões de gases de efeito de estufa (CO2, CH4 e N2O) associadas aos fertilizantes sintéticos, estrumes e corretivos de solo e/ou que promovem o sequestro de carbono no solo. A Política Agrícola Comum (PAC) tem vindo a apoiar os agricultores na adoção de algumas dessas práticas alternativas, nomeadamente através das Medidas Agroambientais do PDR 2020. Apesar deste esforço financeiro do País e dos agricultores, não é atualmente possível quantificar os impactos dessas práticas em termos de redução de emissões de GEE e/ou de aumento de sequestro de carbono no solo.
Sem esse conhecimento não é possível avaliar o esforço feito, nem refinar os compromissos das agroambientais ou avaliar quais as medidas mais custo-eficazes na redução de emissões ou aumento de sequestro. A Comissão Europeia, numa avaliação recente (SWD(2021) 115 final), reconhece estas dificuldades à escala Europeia, ao referir “a dificuldade de estabelecer até que ponto as medidas da CAP apoiam as ações de mitigação, devido à falta de uma situação contrafactual, o nível de detalhe em alguns dados da adesão da medida, a ampla gama de potenciais emissões biogénicas, e as dificuldades de agregação das emissões de GEE relatadas no nível do projeto”.
Este projeto pretende colmatar esta falha de conhecimento, combinando duas abordagens complementares: (1) criação de uma rede de explorações agrícolas onde as práticas convencionais possam ser comparadas com as suas alternativas e onde sejam acompanhados os teores e as dinâmicas de MO do solo ao longo dos anos e onde ocorram medições de emissões de N2O, CH4 e CO2. (2) comparando pares de agricultores ou parcelas em condições semelhantes, com aplicação da medida agroambiental e sem aplicação (contrafactual), com vista a estimar o impacto real das medidas agroambientais. O projeto irá focar-se nas medidas agroambienais do PDR 2020 com maior expressão em área sob compromisso e identificadas como sendo mais significativas para a mitigação às alterações climáticas: 7.1 Agricultura Biológica; 7.2 Produção Integrada; 7.4 Conservação do Solo; e 7.7.2 Pastoreio Extensivo – Montados.
- Sumário do plano de ação:
A Comissão Europeia, numa avaliação recente (SWD(2021) 115 final), reconhece estas dificuldades à escala Europeia, ao referir “a dificuldade de estabelecer até que ponto as medidas da CAP apoiam as ações de mitigação, devido à falta de uma situação contrafactual, o nível de detalhe em alguns dados da adesão da medida, a ampla gama de potenciais emissões biogénicas, e as dificuldades de agregação das emissões de GEE relatadas no nível do projeto”.
Este projeto pretende colmatar esta falha de conhecimento, combinando duas abordagens complementares: (1) criação de uma rede de explorações agrícolas onde as práticas convencionais possam ser comparadas com as suas alternativas e onde sejam acompanhados os teores e as dinâmicas de MO do solo ao longo dos anos e onde ocorram medições de emissões de N2O, CH4 e CO2. (2) comparando pares de agricultores ou parcelas em condições semelhantes, com aplicação da medida agroambiental e sem aplicação (contrafactual), com vista a estimar o impacto real das medidas agroambientais.
O projeto irá focar-se nas medidas agroambienais do PDR 2020 com maior expressão em área sob compromisso e identificadas como sendo mais significativas para a mitigação às alterações climáticas: 7.1 Agricultura Biológica; 7.2 Produção Integrada; 7.4 Conservação do Solo; e 7.7.2 Pastoreio Extensivo – Montados.
- Pontos de situação / Resultados:
O Projeto AgroClima desenvolveu um conjunto integrado de atividades técnicas e científicas destinadas a melhorar o conhecimento sobre o contributo da agricultura portuguesa para as emissões e remoções de gases com efeito de estufa (GEE), com especial enfoque no carbono do solo e no óxido nitroso (N₂O). A combinação de monitorização direta em explorações agrícolas, avaliação empírica de medidas agroambientais e revisão metodológica das estimativas nacionais permitiu produzir resultados consistentes, complementares e diretamente relevantes para o setor agrícola e para o suporte às políticas públicas de mitigação das alterações climáticas.
Em termos de escala e intensidade de trabalho, o projeto envolveu:
- - a monitorização direta de emissões de GEE em cinco explorações agrícolas, com a instalação de 95 câmaras estáticas, a realização de 186 dias de amostragem e a produção de cerca de 28 600 leituras cromatográficas validadas de CO₂, N₂O e CH₄;
- a recolha e análise laboratorial de 1 235 amostras de solo à escala nacional, permitindo a determinação de stocks de carbono orgânico em diferentes contextos edafoclimáticos e sistemas de gestão;
- a compilação, harmonização e análise de dados nacionais de atividade agrícola, fertilização, produtividade, clima e uso do solo, cobrindo o período 2015–2023, para a revisão das estimativas nacionais de emissões de N₂O de solos geridos.
Os resultados obtidos evidenciam que as emissões de GEE em solos agrícolas apresentam elevada variabilidade espacial e temporal, sendo fortemente condicionadas pelo tipo de solo, clima, cultura, regime hídrico e práticas de gestão, em particular pela quantidade e forma de aplicação de azoto. A monitorização em explorações agrícolas confirmou o papel dominante do N₂O enquanto gás de maior relevância climática nos sistemas agrícolas monitorizados, a reduzida importância do CH₄ enquanto fonte líquida de emissões e a forte ligação entre eventos de fertilização, condições de humidade e picos de emissão de N₂O.
No que respeita às medidas agroambientais, os resultados indicam que estas apresentam potencial para promover o sequestro de carbono no solo, embora com efeitos geralmente modestos, dependentes do contexto edafoclimático e de difícil deteção no curto prazo. A análise empírica revelou elevados níveis de variabilidade e stocks de carbono relativamente baixos na maioria dos solos agrícolas portugueses, refletindo limitações estruturais associadas ao clima mediterrânico seco. A modelação estatística permitiu, contudo, identificar efeitos médios positivos e heterogeneidade espacial no desempenho das diferentes medidas, sublinhando a importância de abordagens territorialmente diferenciadas.
À escala nacional, a revisão metodológica das emissões de N₂O de solos geridos demonstrou que a adoção do Refinamento das Diretrizes do IPCC de 2019, aliada a uma utilização mais consistente dos dados nacionais disponíveis, conduz a estimativas mais robustas, transparentes e representativas da realidade agrícola portuguesa. A aplicação da metodologia revista resultou numa redução significativa das emissões estimadas face à abordagem anterior, com diferenças relevantes por fonte de azoto, cultura e região, reforçando a credibilidade do Inventário Nacional de Gases com Efeito de Estufa.
Em conjunto, os resultados globais do projeto demonstram a importância de integrar dados empíricos de campo, abordagens analíticas avançadas e revisões metodológicas consistentes para apoiar a avaliação do contributo da agricultura para a mitigação das alterações climáticas.
O Projeto AgroClima produziu uma base técnica e científica sólida que suporta decisões informadas em matéria de políticas agroambientais, gestão do azoto, sequestro de carbono no solo e reporte nacional de emissões de GEE.
Documentos:
- - a monitorização direta de emissões de GEE em cinco explorações agrícolas, com a instalação de 95 câmaras estáticas, a realização de 186 dias de amostragem e a produção de cerca de 28 600 leituras cromatográficas validadas de CO₂, N₂O e CH₄;
- Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:
Democratizar a Ag4.0 através de apoio técnico especializado na gestão integrada das culturas, otimizando o uso dos fatores de produção, protegendo os recursos naturais e minimizando o impacto ambiental, e contribuindo assim para a eficiência e intensificação sustentável da produção agrícola.
A Ag4.0, ao incorporar um conjunto de tecnologias e ferramentas como deteção remota, proximal (sensores) e comunicações (IoT), em associação com técnicas de inteligência artificial (IA) irá, tal como aconteceu com a Indústria 4.0, permitir avanços significativos na gestão da atividade agrícola e contribuir indubitavelmente para a sustentabilidade do setor nas suas principais componentes económica, ambiental e social.
- Objetivos visados:
Reforçar a digitalização, de forma abrangente, igualitária e inclusiva;
Promover a utilização de tecnologias como Internet of Things (IoT), big data e de inteligência artificial, entre outras;
Aumentar a rentabilidade, a resiliência e a sustentabilidade dos sistemas de produção através de uma maior utilização das tecnologias de precisão.
- Sumário do plano de ação:
O projeto DigiFarm2All centrou-se no desenvolvimento, demonstração e divulgação de soluções tecnológicas inovadoras para a agricultura, recorrendo a sensores proximais de baixo custo que permitem a monitorização em tempo real através de IoT, complementados por metodologias de Inteligência Artificial e Machine Learning. Em paralelo, foi disponibilizado apoio técnico aos agricultores, promovendo a sua capacitação no uso de tecnologias Ag 4.0 e reforçando a sua literacia digital.
No âmbito do projeto, foram implementados 17 pilotos distribuídos por todo o território nacional, adaptados a diferentes contextos agrícolas e focados nos setores frutícola, vitícola e olivícola. Estes pilotos permitiram demonstrar, na prática, os benefícios ambientais e económicos das soluções desenvolvidas face às práticas agrícolas convencionais, tendo igualmente servido como espaços de formação em contexto real para técnicos agrícolas, produtores e outros agentes do setor.
- Pontos de situação / Resultados:
Concluído.
Documentos:
Mais artigos …
- DigiFarm2all: Sustentabilidade e Democratização da Agricultura 4.0 LA 8.4
- DigiFarm2all: Sustentabilidade e Democratização da Agricultura 4.0 LA 8.3
- DigiFarm2all: Sustentabilidade e Democratização da Agricultura 4.0 LA 8.1
- No. AgroClima – quantificar os efeitos das medidas agroambientais no aumento de sequestro do solo e na redução de emissões de GEE (Linha de Acção 3.3)
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