- Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:
Cada vez mais se assiste ao isolamento dos mais idosos e à redução das relações intergeracionais, perdendo-se o conhecimento das gerações mais velhas e não se estabelecendo pontes de ligação entre o passado e do futuro. O presente terá um carácter experimental com a prespectiva de se testar uma metodologia de estímulo do desenvolvimento pessoal e intergeracional.
- Objetivos visados:
Contribuir para a participação comunitária e para a promoção do desenvolvimento pessoal, através da animação sócio-cultural, estabelecendo de uma rede de parcerias formais ou informais, com vista à realização de actividades conjuntas.
- Sumário do plano de ação:
O projecto assentará em 6 eixos, cada um constituído por actividades.
Eixo económico – no qual se pretende valorizar os recursos endógenos e estimular o empreendedorismo.
Actividade 1 - “Encontro das comunidades” – Feiras/eventos onde as populações e grupos das freguesias são convidados a participar através da venda de produtos agrícolas ou tradicionais, de actuações musicais, teatrais ou dança, valorizando o trabalho de pessoas e grupos, dando-lhes também mais visibilidade – 9 (1/município)
Actividade 2 – “Empreendedorismo para mulheres” - Oficinas para mulheres em zonas rurais com vista à criação de pequenos negócios de cariz local, que irão inspirar as mulheres que vivem em áreas remotas, marginalizadas ou rurais, com acesso restrito ao mercado de trabalho e que lidam com produtos/serviços relacionados com cultura/ambiente/turismo, enquanto exploram os seus interesses e talentos (produtos artesanais, turismo rural…) - 9 (1/município) Esta actividade terá por base o projecto Erasmus+ KA2 ACACT4WOMEN Activando a mentalidade empreendedora e social das mulheres - mudança através da criatividade e cultura na era da covid-19, através do qual foi criado um toolkit, isto é, um quadro de competências empresariais e digitais, com conceitos empresariais, com o foco em como estimar o custo de transformar uma ideia numa actividade criadora de valor, planear, pôr em prática e avaliar as decisões financeiras ao longo do tempo; com conceitos digitais de criação de conteúdos, comunicação e Internet (marketing digital, meios de comunicação social e design gráfico) que será testado em Abril no Chipre por todos os parceiros do projeto e que ficará disponível gratuitamente, podendo ser apropriado por este projeto (https://act4women.eu/).
Eixo ambiental – no qual se pretende estimular a fruição da natureza, retirando as pessoas do sofá e estimular o contacto entre elas, assim como, sensibilizá-las para a preservação do meio ambiente.
Actividade 3 – “Caminhada ambiental” - Caminhadas que permitirão dar a conhecer pontos de interesse natural, desfrutar do ar-livre e promover o exercício físico – 9 (1/município)
Actividade 4 - “Caminhada inclusiva” – Caminhadas para pessoas com mobilidade reduzida, permitindo também a estes conhecer o território, estimulando o bem-estar físico e combatendo o isolamento – 9 (1/município)
Actividade 5 - “Descobrir a natureza” – Concurso de fotografia com o objetivo de estimular a identificação da flora e da fauna autóctone – 4 (2/parceiro) (primavera/verão e outono/inverno)
Actividade 6 - “Conhecedores da natureza” – Oficinas para promover o conhecimento das espécies autóctones como o castanheiro, o azevinho, o loureiro através da identificação de frutos e folhas – 40 (4-5/município)
Actividade 7 - “Pintores da natureza” – Oficinas que visam recolher elementos da natureza e fazer tintas e pinceis que serão usados para realizar pinturas naturais - 40 (4-5/município)
Actividade 8 - “5 Rs” - Sessões de sensibilização sobre reciclagem - 40 (4-5/município)
Eixo cultural – no qual se pretende estimular a fruição do património edificado, retirando as pessoas do sofá e estimular o contacto entre elas.
Actividade 9 – “O património local” - Visitas guiadas a monumentos e pontos de interesse do território, com o objectivo de aumentar o conhecimento sobre os mesmos e aumentar o sentimento de pertença - 9 (1/município)
Eixo educativo – no qual se pretende transmitir o conhecimento e as tradições intergeracionais
Actividade 10 - “Contos & pontos” – Convidar os pais e ou os avós dos alunos de escolas a contar uma história para a turma do seu educando. A história será depois “transposta” pela turma para um quadrado de 50 cm2 de tecido. No final do ano lectivo unir-se-ão todos os quadrados para criar uma manta de histórias. As mantas serão depois redistribuídas com o objetivo de se criar uma nova história a partir das mantas - 40 (4-5/município)
Actividade 11 - “Vocações com futuro” – Sessões com encarregados de educação, ou profissionais de diferentes áreas às escolas para falar das suas profissões - 40 (4-5/município)
Actividade 12 - “Jogos tradicionais” - Acções de tempos livres nas pausas de Natal, Páscoa e férias de Verão para crianças entre os 6 e 12 anos - 40 (4-5/município)
Actividade 13 - “Datas relevantes” – Assinalar as datas mais relevantes sobre temáticas relacionadas com épocas do ano ou tradições (S. Martinho, Reis, Carnaval, Páscoa, Pai, Mãe, Afectos, Natal, Bruxos) com crianças do ensino pré-escolar, 1º ciclo e centros de dia – 9 (1/município)
Actividade 14 - “Somos todos Europa” – Sessões de promoção da cidadania participativa e dos valores da União Europeia (Respeito pela dignidade humana; Liberdade; Democracia; Igualdade; Estado de direito; Respeito pelos Direitos Humanos; Pluralismo; Não discriminação; Tolerância; Justiça; Solidariedade) – 9 (1/município)
Eixo capacitação / transferibilidade – no qual se pretende assegurar que o projecto será apreendido por outros técnicos
Actividade 15 – “Manual de animação de zonas rurais” - Criação de um manual com a identificação do modus operandi e com identificação de boas práticas. Este manual será construído com a participação dos técnicos/empresa a contratar no âmbito do projecto, assim como dos técnicos dos parceiros - 100 manuais de 50 páginas
Eixo comunicação e gestão – no qual se pretende desenvolver os suportes e acções de comunicação, assim como a gestão de todo o projecto
Actividade 16 – “Comunicação e divulgação das atividades” – Criação de suportes de comunicação: logotipo (1) / folhetos (tríptico A4 – 1000), rool-up (2) / lona (2 x 1,5 m) (2) / lápis (2000) / canetas (2000) / t-shirts (1500), incluindo as sessões de lançamento e encerramento do projecto.
Actividade 17 – Visitas interpares – Esta actividade perspectiva a troca de experiências entre os parceiros e os agentes locais envolvidos com uma visita ao território do outro - 2
Actividade 18 – Sessões de lançamento e encerramento do projecto, sendo a primeira no território da CORANE e a segunda no território da ADER-SOUSA - 2
- Pontos de situação / Resultados:
Forte mobilização comunitária e reforço do espírito de pertença. Mais do que números, deixou um legado duradouro de inclusão, cooperação local e desenvolvimento sustentável.
- 9 concelhos e 40 freguesias envolvidas
+300 atividades socioculturais, ambientais e intergeracionais
Documentos:
- 9 concelhos e 40 freguesias envolvidas
- Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:
Estes territórios conjugam uma base industrial de forte vocação exportadora com um sector agrícola que abrange uma componente mais competitiva, como é o caso do setor vitivinícola e os lacticínios, e, por outro lado, uma cultura de ruralidade, social e económica, assente numa agricultura de subsistência e, em alguns casos, recreativa.
A atividade económica e o emprego nestes espaços territoriais de ruralidade industrializada beneficiam de uma relação de proximidade entre o rural e o urbano, no contexto do sistema urbano do noroeste peninsular que abrange para além da AMP, todo o triângulo delimitado pelos centros urbanos estruturantes de Aveiro, a Sul, de Viana do Castelo a Norte e do eixo Braga/ Guimarães, a leste.Pretende este projeto contribuir para a criação de uma rede que integre empresas industriais, agrícolas, do setor turístico que através da sensibilização e da capacitação seja capaz de estruturar novas ofertas turísticas, designadamente ao nível do turismo industrial em espaço rural, que conjuguem a vocação e a tradição industrial destes territórios com a ruralidade. Estas novas ofertas deverão ser capazes de suscitar o interesse dos Operadores Turísticos e das Empresas de Animação Turística.
- Objetivos visados:
Os objetivos do projeto que agora se apresenta são cinco, a saber:
1. Qualificar a experiência de visita turística no desenvolvimento dos territórios rurais, através do aprofundamento da relação entre os valores e os recursos da ruralidade e as diversas tipologias de indústrias transformadoras e os seus produtos / marcas presentes nos territórios de intervenção da parceria.
2. Promover a associação entre o turismo em espaço rural e novas modalidades ou ofertas turísticas como o Turismo de Negócios, o Turismo Industrial, o Turismo de Compras, a Enogastronomia, o Turismo Criativo / Experiencial, o Slow Tourism, Turismo Educativo etc. como forma de estruturação de novas ofertas de experiências.
3. Valorizar o património industrial como recurso cultural de valor turístico junto de públicos e de consumidores específicos (eg alunos, consumidores, etc.).
4. Explorar a proximidade aos centros urbanos estruturantes do Noroeste Peninsular através da identificação de mecanismos para a implementação de cadeias curtas de comercialização, nomeadamente pelo estímulo das vendas durante a visita turística, mas também outras hipóteses de oportunidades de comercialização que aproximem o turista e outros consumidores da diversidade de marcas e produtos destes territórios.
5. Inovar na criação de ofertas e soluções mais resilientes que tornem os territórios objeto do projeto mais atrativos para novos residentes, novos investidores e fazer frente aos desafios climáticos e sociais que se adivinham para os tempos próximos.
- Sumário do plano de ação:
A1 – Estruturação do produto
Esta ação é estruturante, uma vez que trata de toda a organização do produto turístico que se pretende implementar. Inclui um conjunto de atividades essenciais para se conseguir dar resposta aos objetivos do projeto, passando pela identificação dos potenciais participantes na rede de uma forma mais consolidada, visitando os espaços, analisando as condições de acolhimento de turistas, de venda de produtos. Daqui parte-se para a montagem das ofertas turísticas, terminando com a estruturação de roteiros de visita e de programas, já dispondo de um conjunto muito alargado de conteúdos. As atividades incluídas nesta ação são as seguintes:
• Levantamento do tecido empresarial: levantamento, identificação e seleção do conjunto de empresas suscetíveis de integrarem e participarem ativamente no projeto.
• Criação de guia técnico com definição das condições de acesso à rede: produção de guia técnico com definição dos critérios de boas práticas que serão uma check-list para integrar a rede do projeto.
• Visita técnica para avaliação das condições locais e produção de relatório de recomendações ou aprovação: realização de visitas técnicas aos espaços aderentes, estimando-se um total de 45 a 60 visitas.
• Desenho dos programas de visita turística e empresarial: depois de definida a rede, desenhar propostas de itinerários para visita aos territórios.
• Criação de histórias das marcas e/ou produtos: investigar e criar uma história para cada marca e produtos associados ao projeto.
• Novos modelos de negócio e canais de comercialização: foco na melhoria das condições de visita e comercialização e no digital como meio de escoamento. Também se trabalhará o posicionamento no mercado; a garantia da distribuição; a criação de preço; a garantia de qualidade do produto.
A2 – Capacitar a experimentar
Esta ação visa o desenvolvimento de atividades na área da capacitação da rede e dos seus aderentes. Passa pela organização de encontros entre os parceiros, os aderentes, outros agentes públicos e privados, e de ações já focadas para que se trabalhe a harmonização dos conhecimentos e procedimentos futuros. É fundamental para se conseguir níveis de qualidade suficientes para responder com qualidade aos anseios da procura. Incluem-se nesta ação as seguintes atividades:
• Organização de ações de capacitação da parceria: com a presença de especialistas/consultores de diversas áreas que fazem parte da cadeia do negócio turístico, para discussão dos conceitos e propostas do trabalho desenvolvido - 1 evento em cada uma das ADL’s, com duração de meio dia, tendo sempre o mesmo figurino. Os temas a abordar serão: turismo industrial e de compras; cadeias curtas e o online; educar e capacitar para a sustentabilidade.
• Capacitação das empresas / ações de sensibilização: ações de sensibilização: junto das empresas aderentes relacionadas com a visita turística, a venda em fábrica, o atendimento, línguas estrangeiras - 3 ações em cada território com uma duração estimada de 10 horas por ação.
A3 - Comunicação
Uma das áreas relevantes para os espaços rurais envolvidos e para os seus agentes públicos e privados, é a da comunicação. Hoje, mais do que nunca, urge fazer um trabalho regular e consistente de comunicação. No levantamento de necessidades efetuado para a preparação desta candidatura, uma das áreas onde se registaram maiores lacunas por falta de meios, foi a da comunicação, em sentido lato. Desde a recolha de imagens, montagem e produção de vídeos até às ações de comunicação que contribuam, por um lado, para a afirmação dos territórios rurais enquanto espaços de visita turística, capazes de oferecer produtos, serviços e experiências inovadores e, por outro lado, a comunicação entre os próprios atores envolvidos em processos e dinâmicas de desenvolvimento dos territórios. Como referido anteriormente, aqui existe um enorme foco no trabalho em torno da relação entre as marcas e o projeto, que será relevante no âmbito da comunicação. Existe uma noção clara da sensibilidade dessas tarefas, na medida em que as principais marcas possuem meios próprios de divulgação, com linhas de atuação muito claras e próprias, exigindo um esforço de consensualização de trabalho. O trabalho de comunicação que focar-se-á no desenvolvimento de um conjunto alargado de ferramentas de comunicação, que vão da produção de vídeos e outros materiais promocionais, utilização das redes sociais, recolha fotográfica das marcas e espaços do território, bem como dos seus produtos, ações de relações públicas, Algumas ações são direcionadas aos intermediários do setor turístico e também aos estabelecimentos turísticos, na área do alojamento. Pretende-se, assim, neste âmbito trabalhar as seguintes ferramentas:
• Desenvolvimento de suportes vídeo: desenvolvimento de suportes vídeo como apresentação da rede os quais se destinam à exibição em postos de informação turística, centros de informação associados ao projeto, redes sociais, feiras de turismo, outras ações de comunicação. 8 minutos, com 6 vídeos de 1 minuto e 10 de 20 segundos (spots).
• Levantamento fotográfico de todos os espaços aderentes à rede para assegurar uma coerência da imagem, criando-se uma base de dados que alimentará os diversos suportes de informação e comunicação a produzir.
• Produção de catálogo / álbum da rede: Impressão de brochura promocional do projeto, com imagens e textos sobre o projeto, seus territórios, aderentes, propostas de circuitos informações úteis. Para distribuição institucional no âmbito de ações de prospecção e participação em feiras.
• Plano de comunicação de marketing digital: contratação de serviços especializados de concepção e execução de plano de comunicação de marketing digital, incluindo a produção de textos e organização de conteúdos.
• Promoção junto dos operadores e empresas de animação: organização de dossier de produto; apresentação aos operadores e empresas de animação e realização de visitas guiadas acompanhadas de operadores / empresas de animação.
• Mapa digital: conteúdo digital, integrado na plataforma dos aderentes, que divulga o projeto e permite a descarga para dispositivo pessoal, podendo também ser integrado nos sites dos aderentes.
A4 – Ações de benchmarking de boas práticas e intercâmbio da rede
Prevê-se a realização de ações de benchmarking em 2 países da União Europeia (Itália e Alemanha). Foram selecionadas regiões com as quais se identificaram interesses comuns e casos de boas práticas que importa analisar e, eventualmente, importa replicar com as devidas adaptações à realidade portuguesa. O objetivo destas visitas é identificar esses casos, caracterizá-los através de realização de estudos de casos e produzir informação que será útil para os parceiros da rede e também para os agentes que atuam nos diferentes territórios de intervenção.
A5 – Consultoria e assistência técnica
A parceria tem claro para si que existe a necessidade de recorrer à contratação de serviços especializados de consultoria para apoio na coordenação e desenvolvimento deste vasto conjunto de ações. Toda a logística de organização da rede, estruturação de programas, desenvolvimento de conteúdos técnicos, interação com os agentes locais e os destinos internacionais apoio na estruturação de programas de viagem, carece de um elevado número de horas de dedicação. Tendo os parceiros todo o interesse em desenvolver a parceria e focar-se muito na implementação dos seus resultados, a sua capacidade interna ao nível dos recursos humanos é limitada e por isso necessitam de recorrer aos serviços externos para que o projeto seja executado na íntegra. Não se justifica a realização de uma contratação de recursos humanos para o desenvolvimento deste projeto por via dos encargos associados, tendo-se optado pelo recurso a um acompanhamento permanente do projeto por uma empresa dedicada a esta área.
- Pontos de situação / Resultados:
A1 - Estruturação do produto
Concretizada com sucesso e sem alterações relativamente ao previsto. Incluiu o levantamento do tecido empresarial, a definição dos critérios de adesão à rede, visitas técnicas a 41 empresas (17 ADER-SOUSA; 11 GAL Aveiro Norte e GAL Aveiro Sul; 13 Sol do Ave) e respetivos conteúdos para promoção turística. Foi igualmente efetuado o desenvolvimento de 6 itinerários turísticos.A2 - Capacitação e Experimentação
Executada parcialmente. Apesar de não se terem realizado ações específicas de capacitação da parceria e sensibilização das empresas aderentes, essencialmente por incompatibilidade com os prazos de execução do projeto, podemos considerar que foi de alguma forma realizada uma sensibilização individual aquando das visitas técnicas (ação A1). Adicionalmente, foram organizadas três ações de disseminação da rede e dos resultados do projeto que complementaram o objetivo de partilha de conhecimento. A execução desta ação não teve custos associados, pois os espaços foram cedidos a título gracioso, tal como as pausas para café.A3 - Comunicação
Cumprida com elevado grau de execução. Foi realizado um levantamento fotográfico e vídeo das empresas aderentes, editaram-se vídeos promocionais (incluindo 33 vídeos específicos, um por empresa aderente) um catálogo bilingue (físico e digital), um mapa digital e um microsite também bilíngue.
Esta ação foi alvo de ajustamento, tendo-se avançado com a execução de ações concretas de comunicação e marketing digital em substituição da elaboração do Plano de Comunicação. Não foram realizadas ações concretas de promoção junto dos operadores/ empresas de animação turística pois a parceria considerou que, em virtude de as empresas ainda estarem a assimilar esta nova atividade e a adaptarem-se à mesma, ainda não estavam reunidas as condições para realizar estas ações. No entanto, os operadores/empresas de animação foram convidados a participar nas ações de disseminação dos resultados.A4 - Ações de benchmarking de Boas Práticas e intercâmbio da rede
Concretizada com sucesso e sem alterações relativamente ao previstos. Foram realizadas duas ações de benchmarking, uma a Itália e outra a Alemanha. Os resultados destas ações de intercâmbio foram muito positivos e encontram-se refletidos nos respetivos relatórios.A5 - Consultadoria e assistência técnica
Concretizada com sucesso através da adjudicação e conclusão da prestação de serviços de apoio técnico. No caso da ADER-SOUSA as verbas sobrantes foram canalizadas para despesas com pessoal, permitindo desta forma aplicar todo o valor do investimento aprovado no projeto.Documentos:
- Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:
n/a
- Objetivos visados:
Os objetivos centram-se na transmissão de novos conhecimentos sobre sustentabilidade e desenvolvimento sustentável, na sensibilização para os problemas emergentes no atual modelo de desenvolvimento, na partilha e discussão de medidas políticas ou de propostas emanadas da sociedade civil e de boas práticas resultantes de projetos realizados com um caráter local nos territórios rurais, que contribuam para a prossecução da estratégia que dá corpo ao Plano de Ação da Rede Rural para a Inovação e para a eficácia da Agenda da Inovação para a Agricultura 2020-2030 | Terra Futura.
- Sumário do plano de ação:
Tema prioritário i. Alimentação sustentável e promoção da saúde animal e sanidade vegetal
- Workshop “Alimentação sustentável e promoção da saúde animal e sanidade vegetal”
Tema prioritário iv. Territórios sustentáveis
- Curso online “Um novo cenário rural: ODS, Agenda 2030 e LEADER”, através da plataforma Moodle
- Oficinas sobre “Monitorização e avaliação do valor acrescentado da Abordagem LEADER”
Tema prioritário v. Revitalização das Zonas Rurais
- 2 Sessões de Trabalho: Fórum sobre Revitalização das Zonas Rurais
- Pontos de situação / Resultados:
Transmissão de conhecimentos a participantes dos setores agrícola, agroalimentar e florestal e de associações de desenvolvimento local sobre várias componentes do desenvolvimento sustentável, a revitalização dos territórios rurais e a alimentação sustentável e saudável;
Reforço da interligação e do trabalho conjunto entre atores de diferentes setores com relevância para o desenvolvimento sustentável dos territórios;
Identificação de constrangimentos ao desenvolvimento sustentável dos territórios e de possíveis soluções para os ultrapassar ou minorar, com identificação de exemplos e situações concretas;
Melhor preparação das ADL para elaborar e implementar as estratégias de desenvolvimento local.
Produtos:
Site do projeto: leader.minhaterra.pt
Curso “Um novo cenário rural: ODS, Agenda 2030 e LEADER” (conteúdos disponíveis na plataforma Moodle da Federação Minha Terra)
Guia de apoio à monitorização e avaliação do valor acrescentado do LEADER
Relatório “Revitalizar os Territórios Rurais: Despovoamento, Migrações e Desenvolvimento Local”
Relatório “Revitalizar os territórios rurais, Felicidade nas organizações, comunidades e territórios”
- Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:
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1 - Dificuldade de reconhecimento pelos produtores que existe forma de valorizar a sua produção e que a sua actividade pode ser bem recompensada financeira e socialmente. Incapacidade para organizar a produção em função do mercado e estabelecer a ligação ao mesmo. Mesmo nos territórios em que os circuitos curtos já estão implementados, ainda há muitos produtores que não os conhecem, tendo grandes dificuldades em lidar com os clientes, assim como perceber que com a sua pequena exploração é possível obter um rendimento, ainda que complementar, e valorizar a sua actividade.
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2 - Para se ser conhecido, há necessidade de utilizar as “novas” ferramentas, mas também utilizar o contacto pessoal e estabelecer o compromisso entre consumidor / produtor / parceiros, designadamente aqueles que cedem / facilitam espaços para a entrega dos cabazes, sendo necessário material de divulgação para se passar a mensagem. Cada vez mais os consumidores utilizam a internet para aquisição de produtos/serviços, sendo por isso, para todas as empresas, cada vez mais necessário ter um site interactivo, fácil de usar, que possibilite a divulgação eficiente dos seus produtos/serviços. A produção agrícola não é diferente, pelo que necessita de divulgar os seus produtos junto do consumidor, principalmente se pretende fazer a sua comercialização de forma directa. Por outro lado, o site existente já tem mais de 15 anos, pelo que não responde às actuais necessidades nem utiliza os softwares mais modernos, ficando muito aquém dos resultados que se poderão ter com as ferramentas agora disponíveis. No entanto, quer a produção de material de divulgação, quer a criação de um site, a sua divulgação e manutenção, exigem um grande esforço financeiro, que não está ao alcance individual e não se justifica apenas com um produtor.
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3 - Cerca de 40% dos resíduos que os portugueses depositam nos contentores de lixo indiferenciado corresponde a bio-resíduos, principalmente restos de alimentos, que posteriormente são colocados em aterros, podem ser valorizados para produção de energia, biogás ou composto útil para a agricultura. Feitas as contas, a Zero estima que "sejam desperdiçados 100 milhões de euros por ano em matérias fertilizantes orgânicas" que poderiam ser utilizadas a baixo custo pelos agricultores, numa área em que Portugal compra mais ao estrangeiro do que aquilo que vende. A associação ambientalista concluiu que dos 1,86 milhões de toneladas de bio-resíduos presentes nos resíduos sólidos urbanos nacionais, por ano, mais de 1,3 milhões de toneladas continuam a ser encaminhados para aterros e para incineração, enquanto apenas 500 toneladas são valorizadas. Por outro lado, os produtores, cada vez mais, até porque deixaram de ter animais de porte, compram adubos e fertilizantes que incorporam nos solos de forma a corrigir as respectivas necessidades, pelo que as explorações agrícolas estão sempre a “importar” factores de produção, designadamente em termos de fertilização do solo. Em sentido inverso as explorações “exportam” energia através dos produtos vendidos. Por sua vez, os consumidores desperdiçam muita energia quando deitam fora as partes dos produtos agrícolas que não utilizam (bio-resíduos). As plantas que fazem parte da alimentação humana e animal retiram do solo nutrientes que é necessário repor, de modo a manter o seu equilíbrio e fertilidade, o que pode ser feito devolvendo os bio-resíduos tratados e transformados em composto.
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4 - Há um grande desconhecimento por parte dos produtores sobre o que realmente vendem, existindo apenas uma expectativa da qualidade dos seus produtos, mas sem qualquer base científica, ou seja, não têm conhecimento da qualidade e segurança alimentar (nível de perigos biológicos, químicos e físicos) associados aos produtos que vendem, a qual está ligada principalmente às práticas culturais e aos factores de produção que utilizam. Assim, não podem assegurar junto dos consumidores se os seus produtos contêm alguma característica prejudicial ao seu consumo. Igualmente, em caso de realmente existir alguma contaminação, também desconhecem a sua origem, pelo que não saberiam onde deveriam actuar e que práticas e melhorias deveriam implementar.
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5 - Ao longo dos últimos anos, uma das questões que têm sido apontadas pelos produtores é a necessidade de apoio técnico, pois sentem que há técnicas que não dominam, designadamente em termos de práticas mais amigas do ambiente, designadamente soluções para prevenir ou reduzir a ocorrência de doenças e pragas. Por outro lado, há práticas relativas à utilização do solo e água que têm de ser melhoradas de forma a preservá-los e, no caso da água, a reduzir o seu consumo. De igual forma há práticas recomendadas, tais como o Codex Alimentarius, o Global GAP (Good Agricultural Pratctices) e regulamentos (ex.: Reg(CE) n.º 852/2004, sobre a higiene alimentar), que também são pouco conhecidos.
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6 - Os agricultores portugueses, de forma geral, estão muito voltados para si e para os seus problemas, apenas participando na partilha de experiências se estimulados por agentes externos, mas sempre preocupados com o tempo em virtude dos trabalhos agrícolas. Por outro lado, o espírito associativo é normalmente realizado para “recolher” e não para “dar”, havendo pouca participação efectiva nas instituições. Finalmente a criação de websites obriga a pensar na sua sustentabilidade para que continuem activos, devendo ser aqueles que dele beneficiam, os que devem assumir a sua gestão.
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- Objetivos visados:
Contribuir para o reforço de uma estratégia que potencie a produção local, através do reforço da comercialização de circuito curto de produtos agroalimentares, conciliando-a com práticas mais amigas do ambiente e da alimentação saudável, assim como com práticas inovadoras de economia circular.
- Sumário do plano de ação:
A1 – Estimular os produtores agrícolas para os circuitos curtos;
A2 - Divulgação do comércio de proximidade de produtos agrícolas;
A3 – Experimentação da implementação da economia circular com base no comércio de proximidade;
A4 – Criação de um processo de validação dos produtos comercializados, através de procedimentos de análise da qualidade; A5 – Estímulo à adopção de boas práticas de produção;
A6 – Reforço da rede;
A7 – Gestão e avaliação do projecto.
- Pontos de situação / Resultados:
Projecto concluído.
Quanto a resultados propomos a leitura do relatório mas, em resumo, referimos que houve alguns indicadores que não foram atingidos, no entanto, no caso do "Aumento do n.º de produtores que comercializam em circuito curto" e "Aumento do n.º de consumidores que adquirem produtos locais", consideramos que o ponto de partida não era o real, ou seja, a informação obtida do G-PROVE não refletia a real quantidade de produtores e consumidores, pelo que os aumentos perspetivados não eram possíveis de atingir.
Não foi possível verificar os indicadores "Aumento do lixo orgânico que é transformado em composto" e "Redução da aquisição de fertilizantes pelos agricultores" porque não verificamos o ponto de partida mas, considerando os resultados obtidos no indicador “Aumento das explorações agrícolas que realizam a compostagem”, podemos considerar que ambos foram alcançados.
Finalmente o indicador “N.º de produtores e consumidores nos encontros nacionais” ficou a 13 participantes de ser alcançado, o que consideramos muito pouco significativo.
Os restantes 10 indicadores foram alcançados e ultrapassados. Assim, não só pelos indicadores, mas por todos o trabalho desenvolvido por toda a parceria, consideramos que o projeto 3C – Cooperar em Circuitos Curtos foi um sucesso.
- Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:
O projeto foi definido pela parceria tendo em conta as problemáticas dos territórios que integram esta rede, cujo elo de ligação é o rio Tejo, e que através da cooperação esperam potenciar as complementaridades, a diversidade e heterogeneidade existente entre eles, partilhando e solucionando problemas comuns.
Pelo que foram ponderados os pontos fortes e fracos dos territórios ribeirinhos do Tejo, delineando-se uma estratégia de atuação, assente nas áreas temáticas: a agricultura e o ambiente, o turismo e o património com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento sustentável dos territórios ribeirinhos do Tejo.
- Objetivos visados:
Agricultura e ambiente: Conhecer práticas agrícolas, que contribuam para a preservação dos recursos naturais, dando uma utilização mais eficiente, e da biodiversidade. E sensibilizar os atores locais para uma utilização mais eficientes destes recursos.
Turismo e património: Incentivar a comunidade dos territórios ribeirinhos a viver/usufruir das margens do rio e atrair mais visitantes aos territórios rurais do Tejo, associando a valorização dos recursos endógenos ao rio e o património (cultural, gastronómico, turístico, etc.), juntamente com os agentes do território (agrícolas, turísticos, culturais, ligados à gastronomia, atividades ao ar livre/desporto).
- Sumário do plano de ação:
Atividades: Agricultura e Ambiente:
- 1) Visita para transferência de conhecimentos e boas práticas agrícolas com agricultores locais da parceria, sensibilizando e capacitando para a utilização eficiente dos recursos, de forma a minimizar os impactos negativos sobre o meio ambiente, e promover a melhoria na gestão do uso do solo e da água. Turismo e Património (cultural e natural);
- 2) Benchmarking através de visita para conhecimento de experiências de sucesso de valorização de recursos hídricos, em termos turísticos, patrimoniais e ambientais, que sirvam de inspiração para os territórios do Tejo.
- 3) Ações de promoção e dinamização territorial, a fim de promover as potencialidades dos territórios rurais do Tejo e de aproximar a população ao rio, relembrando a sua importância histórica e cultural. Cada parceiro irá dinamizar, no seu território, uma ação de valorização em termos turísticos e patrimoniais, que será participada pelos restantes parceiros e agentes locais, permitindo, também, o intercâmbio cultural entre as gentes das margens ribeirinhas, e atraindo visitantes aos territórios do Tejo.
- 4) Encontro “Tejo Vivo” para avaliação, partilha de conhecimentos e reflexão conjunta sobre questões relevantes para o desenvolvimento dos territórios ribeirinhos do Tejo, procurando envolver, além dos parceiros, outros agentes locais do Tejo Ibérico, nomeadamente GALs espanhóis.
- Pontos de situação / Resultados:
Agricultura e Ambiente:
1)Visita para transferência de conhecimentos:
- realizada a 10/OUT.2023 –à Quinta da Cholda: 30 participantes, entre técnicos da parceria e agricultores dos territórios parceiros, adquiriram conhecimentos técnico-científicos sobre boas práticas agrícolas.
Turismo e Património (cultural e natural):
2) Benchmarking:
- realizada de 03 a 06/ABR. 2024, ao The Lonjsko polje Nature Park (maior zona húmida protegida em toda a bacia do Danúbio) e a Zagreb (Croácia): os 14 participantes da parceria ficaram a conhecer o Centro de Visitantes de Krapje, barcos solares no rio Strug – Plesmo, a Čigoč – primeira aldeia europeia de cegonhas, a identidade local das casas Krapje e ainda foram recebidos ma Embaixada de Portugal na Croácia para dar a conhecer o projeto e delinear algumas ações para o futuro)
3) Ações de promoção e dinamização territorial:
- 11/MAI. 2024 realizou-se a do Ribatejo Norte, integrado no Festival da Bioesfera, que consistiu num passeio em E-bike pelo Paúl do Boquilobo e outros locais de património cultural local, 3 Demonstrações Artes e Ofícios: uma Oficina de Pintura, com a tématica “As Cores da Reserva da Biosfera do Paul do Boquilobo”, uma Oficina do Pão em Forno a Lenha e uma Demonstração de Rendas e Bordados, no Museu Agrícola de Riachos, que terminou a Conferência “Reservas da Biosfera - Que Futuro?”.
- 28 e 29/JUN.2024 realizou-se a da Beira Interior Sul – integrado no Festival Sabores do Tejo, que teve lugar na Praça Central de Vila Velha de Rodão com um stand expositivo com produtos e artesanatos dos territórios de toda a parceria e uma demonstração de receitas de peixe do rio.
- 19 a 21/JUL.2024 realizou-se a do Ribatejo Interior, com a dinamização do Mercado Ribeirinho de Abrantes, no Aquapolis Sul de Abrantes, com uma panóplia de atividades culturais e desportivas, em que o artesanato e os produtos estiveram em destaque, com sua exposição e comercialização dos mesmos, convidando os visitantes a usufruir de bons momentos de convívio junto ao Tejo. Este evento fez a ligação de vários agentes da região para dinamizar duas tasquinhas de petiscos e gastronomia regional, uma descida do rio em canoa, um convívio de pesca no Tejo, demonstrações de yoga, karaté e ioga, espetáculos musicais, teatro de rua, etnografia e entre outras atividades, onde se destaca a participação da Confraria Ibérica do Tejo.
- 3/OUT.2024 realizou-se a do Ribatejo, em Valada do Ribatejo, com passeio de barco e conferência para ficar a conhecer a rica cultura dos Avieiros e da sua vida junto ao rio.
- 13/NOV.2024 realizou-se a do Pinhal Interior Sul, nomeadamente do concelho de Mação. Os achados arqueológicos, o património cultural e natural de Mação, as suas ligações ao Tejo, que vão desde as atividades económicas à identidade local e gastronomia, fizeram parte do cardápio desta ação, que terminou com a sensibilização ambiental e a valorização do maior rio ibérico.
4) Encontro “Tejo Vivo:
- 12.DEZ.2024 realizou-se a conferência internacional de conclusão do projeto Conversas por um Tejo Vivo com 64 participantes. Esta sessão, que decorreu no Parque Tejo e na Quinta de Coalhos, em Abrantes, teve como temas a sustentabilidade, o turismo e o património ligados ao maior rio da Península Ibérica, com o olhar sobre o que se faz a nível nacional e internacional, para a definição dos próximos passos a serem tomados pelos territórios ribeirinhos do Tejo. A conferência obteve um balanço muito positivo, tendo a parceria conseguido colocar o Tejo e a sua importância na agenda nacional.














