Inovação para a Agricultura

FacebookTwitterGoogle BookmarksRSS Feed
PT EN
  • S14
  • S8
  • S11
  • S3
  • S2
  • S6
  • S7
  • S12
  • Inovação na Agricultura
  • S5
  • S13

ProEnergy - Novos produtos alimentares e bioenergia a partir de frutos de baixo valor comercial e resíduos agroindustriais

Entidade líder do projeto: INSTITUTO SUPERIOR DE AGRONOMIA
Responsável pelo projeto: Margarida Moldão (mmoldao@isa.ulisboa.pt)
Site do projeto: https://go-proenergy.webnode.pt/
Área do plano de ação: Frutas e produtos hortícolas transformados
Parceiros:

ASSOCIAÇÃO DOS PRODUTORES DE MACA DE ALCOBAÇA; CAMPOTEC IN - CONS. E TRANSFORMAÇÃO DE HORTOFRUTÍCOLAS, SA; COOPERFRUTAS - COOP PRODUTORES FRUTA E PROD HORTICOLAS DE ALCOBACA CRL;  FACULDADE DE CIENCIAS DA UNIVERSIDADE DE LISBOA; FRUBAÇA - COOPERATIVA DE HORTOFRUTICULTORES CRL; GRANFER - PRODUTORES DE FRUTAS, CRL; INSTITUTO NACIONAL DE INVESTIGAÇÃO AGRÁRIA E VETERINÁRIA IP


Prioridade do FEADER: P5B) melhoria da eficiência na utilização da energia no setor agrícola e na indústria alimentar;
Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:

Nas centrais fruteiras, a quantidade de fruta não valorizada para o mercado em fresco, devido a tamanho não conforme e outras características físicas não apreciadas pelo consumidor, é elevada (c.a.10 %). Este tipo de fruta pode ser valorizada através da produção de polpas ou outros produtos transformados, que possibilitam a incorporação de alguns subprodutos da indústria da IV gama, com benefícios tecnológicos e/ou funcionais. Por outro lado, as centrais de hortofrutícolas e indústrias da IV gama ou de sumos de fruta produzem elevados volumes de resíduos (c.a. 40 % do volume de matéria-prima laborada no caso da IV gama). Este material vegetal descartado nas operações de escolha, descasque e corte, é muito perecível devido aos elevados teores em matéria orgânica e humidade (70-90%) e à elevada contaminação microbiológica. Esta última questão coloca problemas adicionais na ótica da segurança alimentar, uma vez que a sua presença na proximidade das linhas de produção representa um foco de contaminação. A rápida eliminação destes materiais da fábrica faz parte integrante dos sistemas de gestão da qualidade alimentar, sendo que as condições impostas para o armazenamento de materiais de elevada perecibilidade até à sua expedição da unidade fabril envolvem custos elevados. O aproveitamento destes materiais através de abordagens tradicionais (alimentação animal, incineração e compostagem) não é eficaz e acarreta custos. Nos últimos anos têm sido estudadas vias alternativas para transformar estes produtos, acrescentando-lhes valor e tornando possível reduzir os custos associados ao respetivo tratamento, armazenamento e transporte.

Assim, impõe-se a implementação de alternativas que, mais do que contornar o problema, constituam uma forma de valorização. A produção de bioenergia a partir destes resíduos é uma alternativa anteriormente testada com sucesso pela equipa do ISA, cuja unidade de produção pode vir a ser implementada nas próprias indústrias geradoras de resíduos. Pretende-se pois valorizar frutos com baixo ou nulo valor comercial, bem como subprodutos e resíduos da indústria de IV gama ou de sumos que, para além de não serem valorizados, constituem um problema ambiental.

A valorização é baseada nas seguintes linhas:

1. Desenvolvimento de produtos hortofrutícolas de conveniência (polpas) diversificando a oferta de produtos com características de gosto e aroma próximas do fresco, de elevado valor nutricional e funcional. Extração de compostos bioativos a partir subprodutos e frutos não conformes e estabilização dos mesmos. Pretende-se pois aprofundar a valorização de subprodutos para a concepção de novos produtos à base de maçã.

2. Produção de biogás a partir dos resíduos orgânicos não valorizados no ponto anterior, a ser usado como fonte de energia nas próprias indústrias geradoras desses resíduos.


Objetivos visados:

O objetivo geral consiste em promover a mudança de uma visão tradicional da gestão de resíduos orgânicos, para uma abordagem que tenha em consideração o Nexus "resíduos-energia-alimentos", contribuindo para a sustentabilidade da agroindústria e para uma economia hipocarbónica. Pretende-se elaborar roteiros que permitam planear estratégias de promoção da sustentabilidade em torno da valorização de subprodutos e resíduos agro-alimentares, através da produção de novos produtos de valor acrescentado e da conversão bioenergética.

Tendo em conta esta abordagem, o projeto tem como objectivos específicos:

• Implementar novas tecnologias para a obtenção de novos produtos (e.g. polpas de frutos) e aditivos (extratos bioativos estabilizados por microencapsulamento) para fortificação de alimentos processados ou para a indústria da cosmética, farmacêutica ou outras, acrescentando assim valor a subprodutos sem valor comercial não utilizados pelos parceiros industriais (e.g. frutos não conformes).

• Estabelecer critérios de otimização do processo de co-digestão com vista à maximização da produção descentralizada de biogás, como fonte de energia primária a ser integrada na indústria, e usada designadamente nos novos processos tecnológicos a implementar.


Sumário do plano de ação:

Nas centrais fruteiras a quantidade de fruta não valorizada para o mercado em fresco é elevada (c.a.10 %), a que acrescem elevados volumes de resíduos (c.a. 40 % do volume de matéria-prima laborada no caso da IV gama). Este tipo de material vegetal é muito perecível devido aos elevados teores em matéria orgânica e humidade (70-90%) e à elevada contaminação microbiológica. Esta última questão coloca problemas adicionais na ótica da segurança alimentar, uma vez que a sua presença na proximidade das linhas de produção representa um foco de contaminação. O aproveitamento destes materiais através de abordagens tradicionais (alimentação animal, incineração e compostagem) não é eficaz e acarreta custos.

Assim, impõe-se a implementação de alternativas que, mais do que contornar o problema, constituam uma forma de valorização. A produção de polpas ou outros produtos transformados ou para extração de compostos com interesse tecnológico e/ou funcional é uma das vias. A produção de bioenergia é outra alternativa já anteriormente testada com sucesso pela equipa do ISA, cuja unidade de produção pode vir a ser implementada nas próprias indústrias geradoras de resíduos. Pretende-se assim valorizar frutos com baixo ou nulo valor comercial, bem como subprodutos e resíduos da indústria de hortofrutícolas que, para além de não serem valorizados, constituem hoje um problema ambiental.


Pontos de situação / Resultados:

Apresentação do GO ProEnergy no Colóquio sobre Inovação Hortofrutícola, iniciativa promovida pelo COTHN, no dia 16 de novembro de 2018.

Este GO foi apresentado no Agri-Innovation Summit 2017. O póster apresentado pode ser visto aqui.