Inovação para a Agricultura

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  • Inovação na Agricultura

MaisSolo

Entidade líder do projeto: CENTRO OPERATIVO E TECNOLÓGICO HORTOFRUTÍCOLA NACIONAL
Responsável pelo projeto: Ana Paula Nunes (ana.paula@cothn.pt)
Site do projeto: https://maissolo.webnode.pt/
Área do plano de ação: Cultura de produtos hortícolas, raízes e tubérculos
Parceiros:

AGROMAIS-ENTREPOSTO COMERCIAL AGRICOLA CRL; FED. NACIONAL DAS ORG. DE PROD. DE FRUTAS E HORTICOLAS - FNOP; FERTIPRADO SEMENTES E NUTRIENTES, LDA.; INSTITUTO NACIONAL DE INVESTIGAÇÃO AGRÁRIA E VETERINÁRIA IP; INSTITUTO POLITÉCNICO DE SANTARÉM; SOCIEDADE AGRICOLA DE S JOAO DE BRITO, S.A; SOCIEDADE AGRICOLA HERDADE MALHADINHAS LDA; TORRIBA - ORGANIZACAO DE PRODUTORES DE HORTOFRUTICOLAS S.A.;


Prioridade do FEADER: P5E) promoção da conservação e do sequestro de carbono na agricultura e na silvicultura;
Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:

Os sistemas de culturas hortoindustriais que predominam no Ribatejo assentam em culturas com elevada intervenção fitotécnica, com vários ciclos culturais por ano, em muitas situações com a mesma espécie (monocultura). As atuais tecnologias de produção implicam utilização de elevados inputs de energia e factores de produção, em grande parte na mobilização do solo, aplicação de pesticidas, como o metamesódio e fertilizantes. Esta monocultura e intensificação cultural conduzem a problemas fitossanitários de difícil resolução. No momento presente, a produção enfrenta alguns inimigos das culturas, em particular organismos presentes no solo como insetos, fungos e nemátodes com manifesta incapacidade de os controlar, e com recurso exclusivo de pesticidas. De entre estes inimigos referem-se os fungos polífagos dos géneros Rhizoctonia, Fusarium, Verticillium em solanáceas (batata, pimento e tomate), bactérias dos géneros Ralstonia, Pseudomonas, Xantomonas em solanáceas e nemátodes de diferentes espécies do grupo tropical de Meloidogyne sp. capazes de atacar batata, cenoura e tomate, entre muitas outras culturas. Para além das poucas alternativas químicas, algumas destas espécies apresentam elevados níveis de resistência às substâncias activas usadas. Esta realidade fitossanitária não é acompanhada por conhecimento, soluções e capacitação técnica dos operadores, tornando-se, muitas vezes, inviável em termos económicos. Acresce que a dependência de substâncias ativas que tendem a ser retiradas do mercado ou com restrições de aplicação, como é o caso do metamesódio, vem agravar a situação e acentuar a necessidade de tecnologias alternativas. 

Este projeto apresenta-se como uma oportunidade para testar e melhorar um conjunto de tecnologias, adaptando-as e integrando-as nos itinerários técnicos dos sistemas hortoindustriais e demonstrar as vantagens do seu uso de uma forma generalizada. A sustentabilidade destes sistemas agrícolas com elevadas produtividades e com grande impacto na economia do país passa por aumentar a o número de culturas presente na parcela. A alteração dos atuais sistemas de produção, em que predomina a monocultura, para uma prática que contemple a rotação e/ou a inserção de culturas de cobertura durante o período de outonoinverno, nomeadamente propõe-se biofumigação, sucessão cultural/culturas de cobertura e luta biológica, a integrar de forma combinada, terá que ser alcançada através da quantificação das externalidades positivas ao nível produtivo e económico.


Objetivos visados:

Os objetivos deste projeto incidem na melhoria da proteção das culturas e na diminuição da dependência e uso exclusivo de pesticidas, face aos problemas fitossanitários que resultam do ataque de organismos presentes no solo. Para tal, reúnem-se esforços e competências na equipa, para desenvolver e aplicar uma mistura de sementes e tecnologias alternativas à luta química. Assim, pretende-se desenvolver um novo produto, que será utilizado nas culturas de cobertura ou em sucessão, constituído por misturas biodiversas de leguminosas e gramíneas, inoculadas com microorganismos benéficos (bactérias previamente selecionadas), mais adequadas à ecologia dos sistemas agrícolas hortoindustriais do Ribatejo. Por outro lado, serão adaptadas tecnologias como a biofumigação, plantas developer e proceder-se-á à aplicação de luta biológica com recurso a nemátodes entomopatogénicos, aos sistemas hortoindustriais de modo a garantir a sustentabilidade e viabilidade económica dos mesmos.Pretende-se atingir uma melhoria da eficiência do uso dos recursos na produção agrícola contribuindo para a manutenção da biodiversidade e conservação do solo e da água.

Como objetivo geral pretende-se diminuir o uso de certos fatores de produção, em particular daqueles que dizem respeito a desinfecções químicas do solo, e substituir pela aplicação de tecnologias alternativas que demonstrem fácil execução e viabilidade técnica e económica, de fácil integração no itinerário técnico das culturas tradicionais dos sistemas agrícolas no Ribatejo, de onde resultará uma melhor proteção das culturas e uma consequente melhoria da produção. Pretende-se dotar os beneficiários de uma maior capacitação para a tomada de decisão. Será indispensável reunir e estruturar informação, disponibilizar ferramentas de fácil utilização e demonstrar as tecnologias alternativas aos pesticidas e seus resultados, elegendo-as em conformidade para que resultem numa gestão económica eficiente dos sistemas de produção hortoindustriais em consonância com a manutenção da biodiversidade e com a conservação do solo e da água


Sumário do plano de ação:

Os sistemas agrícolas que assentam em monocultura para fins industriais apresentam elevadas produtividades e têm grande expressão na economia do país. Em termos técnicos, estes sistemas têm difíceis problemas fitossanitários quer pela grande importância dos inimigos quer pela falta de soluções no seu combate. Acresce que a possível retirada de s. a. do mercado como é o caso do metame-sódio deverá agravar a situação. Face a estes problemas, pretende-se desenvolver e aplicar tecnologias alternativas à luta química, nomeadamente, desenvolver um novo produto, que será utilizado nas culturas de cobertura ou em sucessão, constituído por misturas de sementes inoculadas com microorganismos benéficos e associado a tecnologias a desenvolver como a biofumigação, plantas developer e luta biológica.

Estas técnicas permitirão retirar tratamentos muito tóxicos com consequente estabelecimento de espécies de microrganismos que quando presentes no ambiente rizosférico protegem as plantas do ataque dos agentes patogénicos.

Fase 1 - Reconhecimento dos binómios cultura/inimigo com maior impacto económico no setor hortoindustrial e definição dos campos e tecnologias a aplicar. 

Fase 2 - Caracterização do itinerário técnico adotado e integração das novas tecnologias para combate dos inimigos e melhoria da proteção da cultura de forma mais sustentável. 

Fase 3 - Aplicação de novas tecnologias em campos piloto que contribuem para a “supressividade” do solo escolhidos nas fases 1 e 2 de acordo com o histórico de problemas fitossanitários binómios cultura/inimigo e itinerário técnico. 

Fase 4 – Avaliação das externalidades positivas nos sistemas hortoindustriais e a utilização de indicadores de sustentabilidade (como biodiversidade, características microbiológicas, químicas e físicas do solo e qualidade da água) e quantificação dos impactos económicos ao nível da parcela para o agricultor.

Fase 5 – Recolha de imagem (fotografia e vídeo) e elaboração de conteúdos. 

Fase 6 – Demonstração, divulgação e disseminação.


Pontos de situação / Resultados:

1.ª ação de demonstração do GO_MaisSolo decorreu no dia 20/02 na Golegã.

Irá decorrer no próximo dia 26 de fevereiro na Golegã uma Ação de demonstração/ Dia aberto do Grupo Operacional MaiSolo. Consulte o programa aqui.