Inovação para a Agricultura

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OLEOCOLZA - Validar a capacidade produtiva da colza (Brassica napus L.)

Entidade líder do projeto: ANPOC - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PRODUTORES DE CEREAIS
Responsável pelo projeto: ANPOC
Site do projeto: https://www.oleocolza.com
Área do plano de ação: Outras culturas temporárias
Parceiros:

AGRO-VALE LONGO, LDA; CERSUL - AGRUPAMENTO DE PRODUTORES DE CEREAIS DO SUL S.A.; CONSULAI - CONSULTORIA AGRO-INDUSTRIAL, LDA; INSTITUTO NACIONAL DE INVESTIGAÇÃO AGRÁRIA E VETERINÁRIA IP; SOCIEDADE AGRICOLA DA ALORNA SA; SOCIEDADE AGRICOLA DA QUINTA DA LAGOALVA DE CIMA S A; SOVENA OLEOSEEDS, SA; TORRE DAS FIGUEIRAS-SOCIEDADE AGRICOLA LDA


Prioridade do FEADER: P2A) melhoria do desempenho económico de todas as explorações agrícolas e facilitação da restruturação e modernização das explorações agrícolas, tendo em vista nomeadamente aumentar a participação no mercado e a orientação para esse mesmo mercado, assim como a diversificação agrícola;
Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:

As oleaginosas, caso da Colza, são plantas que contém um alto teor de óleo, podendo ser utilizadas para a produção de óleo vegetal para alimentação humana, produção de rações para animais ou produção de biocombustíveis (biodiesel). Esta cultura é muito pouco desenvolvida no nosso país, sendo o saldo da balança comercial bastante deficitária, quer nas sementes quer nos óleos vegetais; salienta-se que a dependência externa das oleaginosas tem apresentado uma tendência de agravamento, com as importações a aumentarem, em média, 12,0% ao ano (desde o ano de 2006, as importações de sementes de oleaginosas quadruplicaram). Dentro dos fatores que estão na base do fraco desenvolvimento da colza, destacam-se dois aspetos relevantes: variedades produzidas pouco resistentes às condições edafoclimáticas nacionais e, a inexistência de uma fileira suficientemente madura para o desenvolvimento da cultura. O INIAV já testou a colza em ensaios de adaptação de variedades onde se destacavam algumas linhas com resultados agronómicos prometedores e com elevado potencial produtivo. Nesta lógica, mais tolerantes às oscilações climáticas do nosso país.

No entanto, estas variedades careceram de testagem em maior escala, em regime de rotação com outras culturas, nomeadamente cereais, leguminosas, girassol e milho, em diferentes tipologias de terreno e em regiões com condições climatéricas distintas, como é a região do Alentejo e do Ribatejo. Por outro lado, a Sovena Oilseeds tem como estratégia de curto prazo desenvolver a fileira da Colza em Portugal, promovendo a cultura dentro de parâmetros agronómicos definidos, e com características de % impureza, % humidade e teor de gordura que permitam o processamento industrial de extração de óleo vegetal e assim diminuir a necessidade de importações. Assim, consideramos que estamos perante uma oportunidade de inovar com a introdução da Colza como uma importante cultura alternativa de rotação, que possa promover a competitividade e desenvolvimento de uma nova fileira, agregando a produção e a indústria.


Objetivos visados:

Objetivo global da iniciativa: "Obtenção de variedade(s) de Colza com características superiores em termos qualidade, introduzida como cultura de rotação de alto rendimento, com valorização dos solos e com características condizentes com as especificações da indústria".

Objetivos mais específicos que orientam o plano de ação:

1. Identificar e testar variedades de Colza de qualidade atualmente utilizadas em Portugal (4 variedades principais) e outras 4 variedades de alto rendimento utilizadas atualmente na Europa;

2. Identificar as melhores opções agronómicas visando a otimização das produções e do valor de utilização das sementes, mas potenciando, de forma sustentada, o rendimento do produtor ao introduzir a Colza no plano de rotação com outras culturas, retirando também claros benefícios no que respeita à valorização dos solos;

3. Testar as diferentes variedades no que respeita às características e especificações da indústria;

4. Identificar as principais doenças que afetam esta espécie: Phoma lingam (necroses em folhas e caule), Sclerotinia sclerotiorum (podridão branca), Alburgo candida (ferrugem branca), Alternaria brassicae (alternariose), Erysiphe polygoni (oídio); selecionar as variedades mais tolerantes para as nossas condições edafoclimáticas;

5. Criar um itinerário técnico da cultura (preparação do terreno, sementeira, fertilização, proteção fitossanitária, material vegetal e colheita);

6. Medir o impacto de acréscimo de produtividade na rotação de culturas precedentes à colza;

7. Divulgar e promover junto dos agricultores a aposta nas variedades de Colza e no itinerário técnico mais adequados à obtenção de um produto final de excelente qualidade.

Objetivos que se pretendem a médio prazo:

- Promover e consolidar a fileira produtiva (agricultores e/ou as suas associações) organizando a concentração da oferta, de modo a fornecer à indústria lotes de Colza homogéneos e de elevada qualidade;

- Promover o aumento de áreas e rentabilidade de produções (substituição de importações por produção nacional).


Sumário do plano de ação:

Avaliação do impacto de diferentes variedades na capacidade produtiva da COLZA no Alentejo e Região do Ribatejo. Testagem como cultura de rotação, com boa rentabilidade, potencial de valorização dos solos e dirigida para a extração de óleo vegetal.


Pontos de situação / Resultados:

DIA DE CAMPO

A parceria do GO OleoColza  - VALIDAR A CAPACIDADE PRODUTIVA DA COLZA (Brassica napus) (www.oleocolza.com), promove dia 19 de março a primeira edição do  Dia de Campo OleoColza. O evento decorre ao longo de todo o  dia e consiste em visitar  as parcelas experimentais e demonstrativas situadas no Ribatejo. Esta iniciativa representa um momento de partilha de conhecimentos técnicos e científicos associados à cultura da Colza e é dirigido a todos os agricultores, associações do setor, cooperativas, agrupamentos e organizações de produtores, indústria e prestadores de serviços. Para mais informações, consulte programa aqui .

VALIDAR A CAPACIDADE PRODUTIVa DA COLZA (Brassica napus)

Todas as actividades estão a ser desenvolvidas tal como previstas, de realçar que houve necessidade de fazer um ajustamento na data de início de projecto, a data de início das actividades do GO foi actualizada para;  abril de 2018.

É de realçar a excelente relação institucional existente entre os parceiros do projeto, existe uma colaboração ativa entre todos, com a realização de reuniões periódicas onde se avalia o trabalho desenvolvido e a desenvolver por cada um, o balanço é portanto, bastante positivo ao nível da cooperação, complementaridade, funcionamento e organização da parceria. 

Atividades / Tarefas em curso:

Fase I - Instalação de ensaios de adaptação, ensaios de fertilização e de parcelas experimentais e demonstrativas (Abril 2018 – Agosto 2020)

Parceiros envolvidos: INIAV, ANPOC, Consulai, Cersul, Torre das Figueiras, Alorna, Lagoalva  e  Agro Vale Longo

  • Acompanhamento, observação e registo das avaliações de ensaios de adaptação. Foram inastalados em 3 locais distintos  Alto Alentejo (Elvas – INIAV e Caia - hde. da Comenda) e Ribatejo (Almeirim - Alorna).
  • Acompanhamento, observação e registo das avaliações do ensaio de adubação (para avaliar a resposta das variedades de colza a diferentes dosagens e datas de adubação de cobertura (azoto, enxofre e boro). Foi instalado um ensaio em Elvas (INIAV) .
  • Acompanhamento, observação e registo das avaliações de parcelas experimentais e demonstrativas para avaliar o comportamento da colza e outras culturas na rotação tradicional da exploração.  Foram instaladas em 5 locais distintos: Elvas (INIAV), Monforte (Torre das Figueiras), Beja(Agro Vale longo), Alpiarça (Lagoalva) e Almeirim (Alorna).

Fase IV – Ações de Divulgação e Demonstração de Resultados – Organizamos diversas ações para fomentar a disseminação do conhecimento adquirido nesta iniciativa (variedades e itinerários técnicos) e incentivar os agricultores à produção de Colza, nomeadamente:

Workshop técnico: 

  • Realizado nas instalações do parceiro; CERSUL (ELVAS) a 29 SETEMBRO 2018.

Divulgação