Inovação para a Agricultura

FacebookTwitterGoogle BookmarksRSS Feed
PT EN
  • S6
  • S3
  • S11
  • Inovação na Agricultura
  • S14
  • S13
  • S12
  • S7
  • S8
  • S2
  • S5

Nature Bioative Food - Desenvolvimento de produtos e ingredientes alimentares bioativos através de recursos agrícolas endógenos portugueses para uma alimentação saudável

Entidade líder do projeto: I & TEC-CAPS - INNOVATION & TECHNOLOGY ENCAPSULATION SOLUTIONS, LDA
Responsável pelo projeto: João Nunes
Área do plano de ação: Frutas e produtos hortícolas transformados
Parceiros:

AGRITÁBUA-COOPERATIVA AGRÍCOLA DO CONCELHO DE TÁBUA, C.R.L; ASSOCIAÇÃO BLC3 - CAMPUS DE TECNOLOGIA E INOVAÇÃO; COOPERATIVA AGRÍCOLA DE ALFÂNDEGA DA FÉ CRL; FREDERICO MANUEL DE OLIVEIRA CARVALHAO; INSTITUTO DE BIOLOGIA EXPERIMENTAL E TECNOLÓGICA-IBET; UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA; VOZ DA NATUREZA LDA


Prioridade do FEADER: P3A) aumento da competitividade dos produtores primários mediante a sua melhor integração na cadeia agroalimentar através de regimes de qualidade, do acrescento de valor aos produtos agrícolas, da promoção em mercados locais e circuitos de abastecimento curtos, dos agrupamentos e organizações de produtores e das organizações interprofissionais;
Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:

Os consumidores procuram cada vez mais alimentos saudáveis e naturais. Nos dias de hoje, o grau de exigência é tão elevado, que além de produtos saudáveis e clean label (sem aditivos), os consumidores solicitam produtos naturais em que consigam identificar os ingredientes e/ou reconhecer a sua origem. Outro requisito é que os produtos alimentares se adaptem às suas necessidades e/ou exigências e que confiram benefícios adicionais em termos nutricionais e para a saúde (antioxidante, antihipertensivo, etc.). Em resposta às necessidades dos consumidores produtos com ingredientes naturais à base de plantas e seus extratos têm surgido cada vez mais no mercado, principalmente em snacks e bebidas. A elevada aceitabilidade destes produtos tem gerado uma crescente investigação e inovação na área de ingredientes vegetais. Contudo, os ingredientes à base de plantas e dos seus extratos têm sido principalmente obtidos a partir de espécies não endógenas (ex.: ginseng e hibisco), não sendo exploradas fontes vegetais endógenas portuguesas como as frutas tradicionais (ex.: refugos ou fruta com calibre de maçã bravo de Esmolfe, cereja e o marmelo) e plantas aromáticas (ex.: rosmaninho e hortelã-menta). As espécies vegetais endógenas portuguesas apresentam uma composição nutricional e rica em compostos bioativos que tem vindo a ser explorada e comprovada cientificamente, mas que não tem sido devidamente valorizada no contexto do mercado alimentar A oportunidade identificada prende-se com a falta de valorização dos recursos agroflorestais endógenos portugueses, que são recursos importantes de propriedades bioativas e com perfis sensoriais novos e não existentes nos mercados atuais. Nesse sentido, na presente iniciativa pretende-se a identificação e conhecimento de compostos da flora endógena portuguesa para a produção de complementos bioativos e sensoriais para aplicação em contexto alimentar de base natural.


Objetivos visados:

O principal objetivo da presente iniciativa consiste no desenvolvimento de concentrados naturais para padrões de consumo saudável à base de extratos, ricos em propriedades bioativas e em novos perfis sensoriais, através da valorização de recursos agroflorestais à base de fruta de refugo ou de baixo calibre (1) maçã bravo de Esmolfe, (2) marmelo, (3) cereja Saco e plantas aromáticas como (4) hortelã-menta e (5) rosmaninho. Um dos principais propósitos da presente iniciativa é garantir a aceitabilidade sensorial dos produtos desenvolvidos a partir dos extratos, porque o consumidor atual procura alimentos saudáveis e naturais, mas que também lhe proporcionem satisfação e prazer sensorial, permitindo assim garantir o desenvolvimento de novas utilizações com capacidade de diferenciação no mercado. Além disso, para o presente grupo operacional é essencial garantir a bioatividade dos produtos desenvolvidos, de modo a assegurar os benefícios e alegações nutricionais asseverados aos consumidores.

Os objetivos específicos são:

1. Otimização dos processos de extração para as diferentes matérias-primas a explorar tendo em conta a necessidade de valorização e escoamento agrícola;

2.Conceção de extratos vegetais bioativos com diferentes alegações nutricionais tendo em conta os atributos sensoriais para aplicação alimentar;

3. Realização de ensaios de bioatividade (químicos, enzimáticos e celulares) para avaliação do efeito benéfico para a saúde e possíveis alegações de saúde dos concentrados desenvolvidos e após aplicação alimentar;

4. Obtenção de novos produtos na área de ingredientes/aditivos naturais com aplicação em diferentes áreas de processamento alimentar.

Os objetivos apresentados permitirão que numa fase pós-Iniciativa se aplique a tecnologia dos extratos/concentrados desenvolvidos em diferentes produtos alimentares e a partir de diferentes subprodutos agrícolas e florestais, permitindo que diferentes produções agrícolas (e até florestais) e indústrias agroalimentares tenham também a possibilidade de aplicar os resultados da iniciativa e, assim, aumentar a sua competitividade e valorização.


Sumário do plano de ação:

O plano de ação apresenta as seguintes fases:

Fase 1 – Otimização do processo de extração para obtenção de extratos com atividade biológica melhorada a partir de recursos vegetais endógenos para aplicação alimentar.  1.1. Recolha das amostras de recursos vegetais endógenos No decorrer desta tarefa serão recolhidas as matérias-primas, nomeadamente as frutas (1) maçã Bravo de Esmolfe; (2) marmelo; (3) cereja Saco e as plantas aromáticas (4) hortelã-menta e (5) rosmaninho. Posteriormente, será efetuado o armazenamento destas matérias-primas de modo a minimizar as perdas de compostos bioativos das matrizes alimentares. 1.2. Estabelecimento dos recursos vegetais endógenos (hortelã-menta e rosmaninho) para produção das ervas aromáticas. Para a obtenção de material vegetal para a extração de compostos bioativos, a Voz da Natureza será a entidade responsável pela colheita e estabelecimento dos recursos vegetais endógenos (rosmaninho e hortelã). 1.3. Otimização do processo de extração

Fase 2 – Avaliação da bioatividade dos extratos obtidos através de ensaios químicos, enzimáticos e celulares. A presente fase tem como objetivo identificar e caracterizar os compostos que constituem cada extrato. Adicionalmente, será avaliada o potencial bioativo de cada extrato, recorrendo a métodos químicos, enzimáticos e celulares, no sentido de prever que extratos apresentam maior qualidade e possuem as propriedades pretendidas.

Fase 3 – Desenvolvimento dos concentrados funcionais a partir dos extratos obtidos.

Fase 4 – Análise da bioatividade e estabilidade dos concentrados funcionais desenvolvidos para comprovação das alegações nutricionais.

Tarefa 5.1. Análise das propriedades organoléticas conferidas pelos protótipos de concentrados funcionais selecionados Tarefa 5.2. Prova de conceito dos protótipos selecionados com base na sua bioatividade estabilidade e propriedades sensoriais

Fase 6 - Promoção e divulgação da Iniciativa e dos respetivos resultados. Na fase 6 o grupo operacional tenciona promover e divulgar os resultados da Iniciativa, tanto a nível nacional como internacional. Tarefa 6.1. Participação em feiras do setor e congressos/conferências científicas Todo o processo e desenvolvimento será alvo de promoção e divulgação, de modo a que todo o conhecimento adquirido seja partilhado junto da comunidade científica e dos prescritores deste tipo de solução, tanto a nível nacional como internacional. Tarefa 6.2. Disseminação escrita dos resultados através da divulgação online e escrita de artigos para revistas do setor e científicas

Fase 7 - Gestão Técnica Esta fase corresponde à gestão e coordenação de todas as fases inerentes à Iniciativa. Tarefa 7.1- Gestão Técnica Esta atividade decorrerá ao longo de todo o projeto e tem como finalidade a gestão e coordenação das atividades inerentes ao mesmo.


Pontos de situação / Resultados:

Em início de atividade.

Este GO foi apresentado no Agri-Innovation Summit 2017. O póster apresentado pode ser visto aqui.