Inovação para a Agricultura

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FitoAgro - Monitorização e estudo do ciclo de vida de inimigos emergentes na Região de forma a definir a estimativa do risco e o NEA com o objetivo de produzir informação para o seu controlo com base em estratégias alternativas à luta química

Entidade líder do projeto: CENTRO OPERATIVO E TECNOLÓGICO HORTOFRUTÍCOLA NACIONAL
Responsável pelo projeto: Maria do Carmo Martins
Site do projeto: https://fitoagro.webnode.pt/
Área do plano de ação: Cultura de pomóideas e prunóideas
Parceiros:

ASSOCIAÇÃO DOS PRODUTORES AGRÍCOLAS DA SOBRENA; COOPERATIVA AGRICOLA DO BOMBARRAL CRL; COOPERATIVA AGRÍCOLA DOS FRUTICULTORES DO CADAVAL CRL; CPF - CENTRO DE PRODUCAO E COMERCIALIZACAO HORTOFRUTICOLA LDA; ECOFRUTAS - ESTACAO FRUTEIRA DA ESTREMADURA LDA; FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DA UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA; FRUBAÇA - COOPERATIVA DE HORTOFRUTICULTORES CRL; FRUTOESTE-COOPERATIVA AGRICOLA DE HORTOFRUTICULTORES DO OESTE-CRL; FRUTUS - ESTAÇÃO FRUTEIRA DO MONTEJUNTO CRL; GRANFER - PRODUTORES DE FRUTAS, CRL; INSTITUTO POLITÉCNICO DE CASTELO BRANCO; INSTITUTO POLITÉCNICO DE SANTARÉM; INSTITUTO SUPERIOR DE AGRONOMIA


Prioridade do FEADER: P4) Restaurar, preservar e melhorar os ecossistemas ligados à agricultura e à silvicultura;
Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:

Atualmente, a produção hortofrutícola depara-se com a necessidade de resolução de problemas de índole fitossanitária, devido à- saída de sustâncias ativas que deixam muitas finalidade deficientemente cobertas ou mesmo a descoberto, promovendo o aumento de populações que estavam em equilíbrio e que por isso passam a praga;- às alterações climáticas que têm criado condições favoráveis ao aumento das populações das pragas e a ocorrência de doenças; à alteração nos ciclos de vida e à ocorrência de novos inimigos;- à necessidade de informação e registo regional de pragas e doenças, essencial para a elaboração dos planos de risco fitossanitário, na abertura de novos mercados de exportação;- à necessidade de criar um sistema de informação e apoio para técnicos e agricultores no âmbito da fitossanidade, que o ajude a cumprir as obrigações na Lei n.º 26/2013.Atualmente foram identificados como pragas de importância crescente:a) Cedidómia, Hoplocampa, Xiloborus, Antónomos, Cetónias, Pedrolho e Erinose - pragas secundária que se encontra a aumentar de importância e para a qual é necessário definir estimativa de risco e NEA;b) Trips (devido ao aumento de problemas com esta praga, identificação das espécies que estão a causar mais problemasc) Filoxera (Aphanostigma pyri (Chol.)) - necessidade de ajustamento da metodologia de monitorização, uma vez que esta praga tende a aparecer cada vez mais cedo nos pomares de pereira;Em termos de doenças destaca-se:a) Pear declining - Esta doença é causada por um fitoplasma transmitida pela psila quando esta se alimenta, sendo necessário o seu estudo nas nossas condições.A criação de um conjunto de POB´s nos quais sejam instalados vários dispositivos de monitorização, orientados para cada um dos problemas fitossanitários identificados, permitirá o estudo e validação dos ciclos destes inimigos e desta forma conseguir-se definir uma estratégia de controlo regional, com especial enfoque na luta biotécnica orientada para estes problemas


Objetivos visados:

Com esta parceria pretende-se definir com base na informação recolhida nos POB´s das entidades da produção parceiras deste GO, a estimativa do Risco e o NEA para a região Oeste, dos seguinte inimigos (Cedidómia , Hoplocampa, Trips, Filoxera, Xiloborus, Antónomos, Cetónias, pedrolho, Erinose e Pear declining), de forma a poder-se definir estratégias de controlo baseadas essencialmente na luta biotécnica, de forma a permitir um aumento da eficiência dos recursos utilizados no âmbito da proteção fitossanitária na produção sustentabilidade e competitividade das explorações hortofrutícolas.

Os principais objetivos a alcançar com este GO são:

- estudar os ciclos de vida das novas pragas e doenças emergentes e para as quais ainda não se encontram definidos metodologias de estimativa do risco e respetivos NEA;

- Ensaiar vários métodos de luta biotécnica e biológica, baseada essencialmente na captura em massa, confusão sexual, reguladores de crescimento, bioinsecticidas etc;

- validar modelos e desenvolver mapas de riscos para as principais pragas e doenças;

- criar uma plataforma com base nos dados recolhidos que possa gerar informação georreferenciada de âmbito regional, que possa ser facilmente divulgada e analisada pelos técnicos e agricultores através de vários meios (SMS, portal, boletins digitais) e que possa ser disponibilizada para a investigação e para os serviços oficiais, nomeadamente no que toca à exigências de dados de monitorização de determinadas pragas e doenças por países terceiros, podendo desta forma ajudar a exportação para esses países e abertura de novos mercado;

- fazer uso dos dispositivos móveis (smart phones) como meios para registo de ocorrências, obtendo vantagem da proximidade dos produtores no terreno, e das capacidades de georreferenciação e anexação de fotos, contribuindo assim para o rigor na documentação de pragas, doenças, etc.;

- fazer uso das capacidades dos sistemas de informação geográfica, para estender a utilização da plataforma a eventos públicos de divulgação e discussão, utilizando os mapas como base da comunicação, contribuindo assim para uma melhor disseminação do conhecimento;

- dimensionar a plataforma com capacidades físicas e lógicas para, a médio - longo prazo, integrar outras evoluções e inovações resultantes das necessidades dos produtores, das associações e/ou das entidades reguladoras (ex: análise de imagens de satélite).


Sumário do plano de ação:

Monitorização e estudo do ciclo de vida de inimigos emergentes na Região de forma a definir a estimativa do risco e o NEA com o objetivo de produzir informação para o seu controlo com base em estratégias alternativas á luta química.


Pontos de situação / Resultados:

Ponto de situação (janeiro 2021)

O FitoAgro, pretende definir a estimativa do risco e o nível económico de ataque para pragas e doenças chave das pomóideas da região Oeste, com base na informação recolhida em postos de observação biológico das entidades parceiras. Para pragas emergentes, como a filoxera da pereira, a cochonilha algodão, a cecidómia e um “novo microlepidóptero” (ainda não identificado), pretende-se ainda definir estratégias de proteção baseadas na luta biotécnica. Foram estabelecidos quatorze postos de observação biológica para monitorização dos inimigos destas culturas, de acordo com protocolos devidamente estabelecidos onde se junta a informação biológica, meteorológica e eventos fitotécnicos registados durante as observações. Esta informação local é a base para o estabelecimento de métodos de estimativa do risco mais eficazes com sistemas inteligentes de apoio à decisão. A recolha de informação e dos dados tem vindo a ser trabalhada na plataforma do projeto de modo a dar uma perceção do trabalho que tem vindo a ser feito pela equipa do FitoAgro. Com base nos resultados preliminares, foi possível começar a definir os ciclos de vida das pragas em estudo, definir ou redefinir mapas de risco e modelos de previsão para pragas e doenças da região do Oeste. Paralelamente tem sido desenvolvido um sistema inteligente de apoio à decisão, sendo ele uma aplicação móvel que irá facilitar o registo e monitorização em campo e posterior tomada de decisão no controlo de pragas e doenças (mais informação está disponível no site do projeto, onde se encontram algumas publicações já realizadas de alguns resultados)

Este GO foi apresentado no Agri-Innovation Summit 2017. O póster apresentado pode ser visto aqui.