Inovação para a Agricultura

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PrunusPós - Otimização de processos de armazenamento, conservação em frio, embalamento ativo e/ou inteligente, e rastreabilidade da qualidade alimentar no pós-colheita de produtos frutícolas

Entidade líder do projeto: CERFUNDÃO EMBALAMENTO E COMERCIALIZAÇÃO DE CEREJA DA COVA DA BEIRA, LDA
Responsável pelo projeto: Pedro Catalão
Site do projeto: https://prunospos.webnode.pt/
Área do plano de ação: Frutas e produtos hortícolas transformados
Parceiros:

CATAA - ASSOCIAÇÃO CENTRO DE APOIO TECNOLOGICO AGRO-ALIMENTAR DE CASTELO; CENTRO OPERATIVO E TECNOLÓGICO HORTOFRUTÍCOLA NACIONAL; CEREJORANGE - SOCIEDADE AGRÍCOLA LDA; INSTITUTO POLITÉCNICO DE CASTELO BRANCO; SOCIEDADE AGRICOLA DA QUINTA DE LAMACAIS, LDA; UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR


Prioridade do FEADER: P3A) aumento da competitividade dos produtores primários mediante a sua melhor integração na cadeia agroalimentar através de regimes de qualidade, do acrescento de valor aos produtos agrícolas, da promoção em mercados locais e circuitos de abastecimento curtos, dos agrupamentos e organizações de produtores e das organizações interprofissionais;
Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:

A Beira Interior é uma das principais regiões produtoras do país, tendo sido dominante na produção de pêssego (49%) e de cereja (60%). Devido às suas características físico-químicas e biológicas, as frutas frescas são muito perecíveis e sofrem uma deterioração muito rápida. Após colheita, estão sujeitas a processos de respiração, transpiração e formação do etileno, que individual ou cumulativamente proporcionam amadurecimento rápido; diminuição das propriedades organoléticas; redução de peso devido à perda de água; alteração do aspeto; redução da qualidade com principal destaque para as características nutricionais e diminuição do tempo de comercialização. Adicionalmente, sendo a cereja e o pêssego frutas de estação (primavera-verão), muito sensíveis e perecíveis, o seu tempo de comercialização é bastante curto sob pena de deterioração acentuada. Para aumentar o tempo de vida útil, é habitual proceder-se à conservação em câmaras de refrigeração convencionais a temperaturas entre 0ºC a 1ºC e humidades relativas entre 90% a 95%. Mesmo nestas condições, o tempo de conservação não ultrapassa os 30 dias, uma vez que não são suficientes para minimizar as reações biológicas e enzimáticas e os danos por frio, nomeadamente na cereja e no pêssego, resultando em alterações organoléticas profundas e detioração precoce. Práticas como o arrefecimento rápido são recomendadas para retirar o calor de campo com vista ao melhoramento do processo de conservação e manutenção das características organoléticas da fruta, mas são pouco ou raramente utilizadas na Página 2/24 região. De igual forma, o tempo de conservação pode ser incrementado através da utilização câmaras com atmosferas controladas e embalagens com atmosferas modificadas, mas desconhece-se as condições ótimas dos principais parâmetros das atmosferas e ambientes de conservação que devem ser aplicadas para estes produtos. O tempo de prateleira também pode ser incrementado, através do uso de embalagens fabricadas com materiais que controlem as taxas de respiração, transpiração e o teor de humidade e favoreçam a manutenção de temperaturas baixas, também designadas por embalagens ativas ou inteligentes. 


Objetivos visados:

Esta iniciativa pretende maximizar a vida útil dos frutos das prunóideas, mediante 1. Caracterizar experimentalmente o armazenamento, a conservação em frio convencional e o embalamento na pós-colheita da cereja e pêssego e estudar as técnicas inovadoras para este sector. 2. Quantificar tempos e parâmetros de operação de referência nas diferentes etapas de conservação e armazenamento no sentido de estender a vida útil dos produtos frutícolas, recorrendo a avaliação experimental em câmaras de refrigeração com atmosfera controlada e embalagens com atmosfera modificada e simulação numérica. 3. Desenvolver uma ferramenta computacional provisional, que em função de diferentes parâmetros operativos e especificidade do processo, permita otimizar o tempo de permanência em cada etapa do processo de conservação e armazenamento, assegurando a qualidade do produto. 4. Desenvolver embalagens ativas ou inteligentes apropriadas à extensão da vida útil dos produtos frutícolas endógenos da região da Beira Interior recorrendo a novas tecnologias e materiais. As embalagens conciliarão a manutenção das características organoléticas, com o controlo do grau de respiração e transpiração da fruta e com as caraterísticas da transferência de calor decorrentes do processo de refrigeração que possibilitam o aumento de vida da fruta. 5. Desenvolver um manual técnico de recomendações para as condições ambientais de referência (temperatura, humidade relativa, composição da atmosfera, circulação de ar no interior das câmaras, entre outros) nas diferentes etapas do processo de armazenamento e conservação em frio dos produtos frutícolas endógenos da região da Beira Interior. 6. Desenvolver um manual de boas práticas para as técnicas e procedimentos adequada aos produtos frutícolas a observar no armazenamento e conservação em frio.


Sumário do plano de ação:

A extensão da vida útil das frutas na pós-colheita é conseguida em grande parte pela utilização de refrigeração e pela adequada acomodação na embalagem.


Pontos de situação / Resultados:

Apresentação do GO PrunusPós no Colóquio sobre Inovação Hortofrutícola, iniciativa promovida pelo COTHN, no dia 16 de novembro de 2018.