Inovação para a Agricultura

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NEP - Produção de culturas com elevada Eficiência de Uso do Azoto para uma melhor gestão da água

Entidade líder do projeto: INSTITUTO SUPERIOR DE AGRONOMIA
Responsável pelo projeto: CLAUDIA CORDOVIL
Site do projeto: http://ccti.ntw.pt/
Área do plano de ação: Viticultura
Parceiros:

FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ALMEIDA; SOCIEDADE AGRO-PECUARIA DO VALE DA ADEGA S.A.; BENAGRO - COOPERATIVA AGRÍCOLA DE BENAVENTE, CRL; LUSOVINI DISTRIBUIÇÃO, S.A.; CCTI - ASSOC. PARA A INVEST., DESENV., E INOVAÇÃO NO SETOR; REGUENGUINHO - SOCIEDADE AGRICOLA LDA  


Prioridade do FEADER: P5A) melhoria da eficiência na utilização da água pelo setor agrícola;
Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:

O azoto (N) é um elemento indispensável à vida. Constitui 78% da atmosfera como gás inerte N2 não reativo e em compostos reativos (Nr) que podem ser absorvidos pelas plantas. O N é um fator limitante da produção agrícola se não estiver disponível no solo em quantidade suficiente. Desde 1913 a produção industrial de adubos minerais azotados permitiu alimentar a população mundial mas tem causado mudanças sem precedentes no ciclo do N devido à baixa eficiência do seu uso e à acumulação de Nr no ambiente. O aumento da transformação, operada pelo Homem, do azoto atmosférico não-reativo (N2) em todos os outros compostos N reativos que se convertem uns nos outros num fenómeno em cascata, na atmosfera e na biosfera, ameaça a qualidade do ar, da água e do solo e produz mudanças na biodiversidade, ecossistemas, e no balanço dos gases de efeito estufa (GEE).

Existem cinco desafios societais relacionados com a questão ambiental emergente do N, que urge resolver: 1) qualidade da água, 2) qualidade do ar, 3) emissão de GEE, 4) ecossistemas e biodiversidade e 5) qualidade do solo (conceito WAGES). O excesso de Nr no ambiente ultrapassou em todos eles os valores limite para a saúde humana e os ecossistemas. As atividades agrícolas e pecuárias são das maiores responsáveis pelos efeitos danosos como emissão de amoníaco para o ar e consequentes chuvas ácidas, acidificação dos solos, perda de biodiversidade e declínio da qualidade da água, por ex. no excesso de nitratos (Z vulneráveis). A necessidade de consciencialização levou à criação do conceito Pegada do Azoto, com vista a medir o impacto de cada atividade no enriquecimento do ambiente com Nr, com particular importância em Portugal a Página 2/30 qualidade da água. A produção agrícola de Baixa Pegada do Azoto apresenta-se, então, como uma forte aposta na resolução do problema de excesso de azoto no ambiente que ameaça tanto a saúde pública como os ecossistemas, e oferece a oportunidade de obter matérias-primas de valor distintivo para o mercado.


Objetivos visados:

O objetivo deste projeto é o desenvolvimento de dois novos produtos agrícolas de baixa pegada de azoto, o tomate-indústria e a uva para vinho, que não existem atualmente nos mercados nacional e internacional. Através da presente proposta irão desenvolver-se novos processos produtivos com vista à obtenção destes novos produtos e a condicionar comportamentos dos operadores agrícolas por forma a mitigar as perdas de azoto (N) aos respetivos ecossistemas. Objetivos:

a) Divulgar amplamente e agregar valor no mercado, às matérias-primas de resultem num produto de mercado diferenciado, produtos de Baixa Pegada de Azoto.

b) Criar standards internacionais para permitir que qualquer entidade possa apresentar candidatura à distinção do seu produto como Low Nitrogen Footprint.

c) Criar um efeito demonstrador na organização de práticas agrícolas, visando a correta utilização do azoto, num compromisso entre produtividade e sustentabilidade dos aquíferos e dos sistemas envolventes.

d) Promover um efeito mobilizador a outros setores agrícolas, por sinergia com o conseguido nos dois setores agora envolvidos (uva e tomate-industria fresco)

e) Conseguir diminuições efetivas nas migrações de azoto para os sistemas hídricos, solo e atmosfera.

f) Mitigar o impacto ambiental das práticas agrícolas, melhorando a qualidade da água, do solo e da atmosfera.


Sumário do plano de ação:

Rumo a uma maior eficiência de uso de azoto na vinha e no tomate, através da otimização da gestão da água e dos fatores de produção, com vista à mitigação das perdas de azoto e consequente proteção do ambiente e saúde pública. O aumento da eficiência de uso do azoto pelas culturas passa pela gestão mais eficiente da água e dos fatores de produção que assim contribui, não só para a melhoria do processo produtivo em si pela maximização da eficácia dos fatores de produção, como também para a melhoria de diversos processos relacionados com a qualidade da água, do ar e do solo na perspetiva de mitigação da poluição com azoto reativo (Nr) (ex. nitratos).

A produção de produtos de baixa pegada de azoto, prevista neste projeto, produz um menor impacto ambiental e uma máxima eficiência de uso do azoto, como se pretende demonstrar.


Pontos de situação / Resultados:

Durante o ano 2020 e precedentes decorreram ensaios experimentais em dois sectores agrícolas, a vinha e o tomate-indústria. Os resultados finais estarão disponíveis para divulgação durante o ano 2021.

Acções de Divulgação e Disseminação:

NEP

  • O GO foi apresentado na  FNA 2019 “A Vinha e o Vinho”. Poster apresentado “After NitroPortugal – the implementation of Nitrogen-Footprint concept at the farm level in NEP” (Cordovil et al., 2018). Realizada uma prova de vinhos de baixa pegada de azoto produzidos no âmbito do projecto.
  • O GO foi apresentado no "15th European Ecological Federation (EEF) Congress", 29 Julho de 2019. Foram apresentados os resultados obtidos no 1º ano de experiências (2018) nos parceiros produtores de uva para vinho: “Decreasing Nitrogen Footprint on Vineyard Production” (Cruz et al., 2018) na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL).
  • O GO foi apresentado no "11º Simpósio de Vitivinicultura do Alentejo", maio de 2019. Comunicação Oral sobre o projecto e os resultados preliminares obtidos no 1º ano de experiências (2018) nos parceiros produtores de uva fresca para vinho: “Vitivinicultura de elevada eficiência do uso do azoto” (Cruz et al., 2018). Também se apresentou o poster “After NitroPortugal – the implementation of Nitrogen-Footprint concept at the farm level in NEP” (Cordovil et al., 2018).