Inovação para a Agricultura

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  • Inovação na Agricultura

ECOMONTADO XXI - A Agroecologia aplicada ao design do Montado Novo

Entidade líder do projeto: SOCIEDADE AGRICOLA DO FREIXO DO MEIO LDA.
Responsável pelo projeto: Sociedade Meio
Site do projeto: http://www.ecomontadoxxi.uevora.pt
Área do plano de ação: Cortiça
Parceiros:

ASSOCIAÇÃO DOS PRODUTORES FLORESTAIS DO CONCELHO DE CORUCHE E LIMITROFES; HERDADE MACHOQUEIRA DO GROU CRL; UNIVERSIDADE DE ÉVORA


Prioridade do FEADER: P4) Restaurar, preservar e melhorar os ecossistemas ligados à agricultura e à silvicultura;
Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:

Os ecossistemas de montado (de sobreiro e de azinheira) representam cerca de um terço (33,9%) da área total de floresta em Portugal Continental em 2010 (IFN6,2013). A este ecossistema encontra-se associada uma das principais fileiras do setor agroalimentar nacional - a fileira da cortiça, na qual se tem vindo a manifestar uma gradual diminuição da qualidade e da quantidade de matéria-prima, com perda significativa de valor económico, social e ambiental. As perdas de vitalidade e de produtividade verificadas nos ecossistemas de montado, justificadas pela ocorrência de vários fatores, de entre os quais problemas fitossanitários e de desequilíbrios nutricionais do solo, são o resultado da fragilização generalizada do território, como consequência da implementação consecutiva de práticas agrícolas convencionais e de más opções de gestão, associadas ao irreversível efeito das alterações climáticas.

O grupo operacional que se propõe constituir identificou um problema concreto, observado em cerca de 120 ha geridos pela Sociedade Agrícola do Freixo do Meio,que é representativo da realidade da generalidade das áreas de montado em Portugal, onde o resultado dessas práticas se evidencia na perda de solo, na perda de biodiversidade e consequentemente na perda do ecossistema montado que aí perdurou durante anos. O trabalho a desenvolver pelo grupo operacional consiste na implementação de um novo processo ou prática de gestão florestal, com vista à recuperação do ecossistema montado. Os problemas concretos e globais ao território continental que o grupo operacional visa responder são:

- A gestão e utilização ineficiente da água do solo;

- A gestão e utilização ineficiente da água do solo;

- A perda de solo e a inexistência de solo nas áreas de montado – desertificação(ambiental);

- A dinâmica evidenciada e agravada com os efeitos das alterações climáticas.

As técnicas de restauro dos ecossistemas resultantes dos conceitos da Permacultura e da Agroecologia, como é o caso do desenho da Keyline (“linha-chave”), surgem como uma solução para o problema generalizado de perca de solo e ineficiente aproveitamento da água verificado nas áreas de montado, enquanto medida de gestão integrada dos recursos existentes nos territórios agro-silvo-pastoris, nomeadamente, do solo e da água.O problema identificado gera então a oportunidade para implementar um novo método de restauro do solo, e consequentemente de todo o ecossistema, através do desenvolvimento de uma tecnologia inovadora diretamente relacionada com a gestão florestal sustentável e com a produção de produtos florestais (cortiça) com relevante importância nos territórios rurais onde os montados são dominantes.

O presente grupo operacional engloba-se num projeto conceptual de maior amplitude que visa a obtenção de respostas para o atual desconhecimento de soluções que garantam ocupações adequadas para várias áreas do país onde o montado foi no passado a solução mais equilibrada, visando a definição do modelo do montado do século XXI - ECOMONTADO XXI.


Objetivos visados:

Face o problema identificado de perda de vitalidade do ecossistema montado econsequente perda de solo, generalizado nas áreas de montado do Alentejo, tornasenecessário integrar nas paisagens degradadas novas técnicas que visem o seurestauro natural, estudando o desenho das linhas naturais de escorrimento e deacumulação da água, assim como as curvas de nível do terreno, com vista àdeterminação do ponto-chave (Keypoint), ou seja, o ponto de inflexão entre a formaconvexa e a forma côncava do terreno, a partir do qual se desenvolverão as linhaschave (Keyline), permitindo assim o desenho e a construção de linhas artificiais deencaminhamento da água (como represas, canais de desvio e de irrigação).

Com o desenho de Keyline o resultado é um maior aproveitamento da água - a mesma águaque antes era desperdiçada por escorrimento e evaporação.

Conjugando a esta técnica a instalação de plantas arbustivas e de árvores, fomentando-se o desenvolvimento das suas raízes, promove-se o desenvolvimento e a melhoria da estrutura e da fertilidade do solo, criando mais solo, estimulando o sequestro de CO2, enriquecendo a paisagem e incrementado a rentabilidade da atividade agro-silvopastoril dos territórios.Os principais objetivos a atingir com a presente iniciativa visam assim o estabelecimento no terreno de conceitos teórico-práticos já existentes sobre a agroecologia e a permacultura aplicada ao montado, com vista ao restauro de áreas degradadas, integrando não apenas técnicas de gestão do solo mas também compreendendo critérios biológicos e racionais da paisagem, pelo estudo e desenho das Keyline específicas de cada território, assegurando que toda a água das chuvas que cai penetra no solo, retardando a sua evaporação, e fomentando a produção de terra fértil.

Os objetivos específicos a atingir são assim os seguintes:

1) experimentação no terreno de novas técnicas e de abordagens inovadoras de restauro do solo e de aproveitamento da água com base no desenho em Keyline;

2) aferição do impacto social, económico e ambiental das soluções implementadas;

3) replicação dos resultados adquiridos, da experimentação realizada, para outros casos onde se identifique o mesmo problema;

4) divulgação dos resultados e sua integração no modelo conceptual do ECOMONTADO XXI;

5) divulgação da metodologia e bases conceptuais associadas às técnicas aplicadas no projeto.


Sumário do plano de ação:

O grupo operacional que se propõe constituir identificou um problema concreto, observado em cerca de 120 ha geridos pela Sociedade Agrícola do Freixo do Meio, que é representativo da realidade da generalidade das áreas de montado em Portugal, onde o resultado dessas práticas se evidenciam na perca de solo, na perda de biodiversidade e consequentemente na perda do ecossistema montado que aí perdurou durante anos. O trabalho a desenvolver pelo grupo operacional consiste na implementação de um novo processo ou prática de gestão florestal, com vista à recuperação do ecossistema montado.

Os problemas concretos e globais ao território continental que o grupo operacional visa responder são:

• A gestão e utilização ineficiente da água do solo;

• A perda de solo e a inexistência de solo nas áreas de montado – desertificação (ambiental);

• A dinâmica evidenciada e agravada com os efeitos das alterações climáticas.

As técnicas de restauro dos ecossistemas resultantes dos conceitos da Permacultura e da Agroecologia, como é o caso do desenho da K-Line (“linha-chave”), surgem como uma solução para o problema generalizado de perca de solo e ineficiente aproveitamento da água verificado nas áreas de montado, enquanto medida de gestão integrada dos recursos existentes nos territórios agro-silvo-pastoris, nomeadamente, do solo e da água.

O problema identificado gera então a oportunidade para implementar um novo método de restauro do solo, e consequentemente de todo o ecossistema, através do desenvolvimento de uma tecnologia inovadora diretamente relacionada com a gestão florestal sustentável e com a produção de produtos florestais (cortiça) com relevante importância nos territórios rurais onde os montados são dominantes.


Pontos de situação / Resultados:

No decorrer do ano de 2018 foi realizada uma reunião de acompanhamento do projeto (em 17 de Maio de 2018) na Herdade do Freixo do Meio, na qual foi dado o arranque formal da execução da operação. Nesta reunião estiveram presentes todos os parceiros do Grupo Operacional, tendo sido apresentado o plano de ação aprovado pela AG PDR2020, assim como os montantes de investimento associados.

Devido ao facto dos parceiros HM e ICAAM não terem iniciado os trabalhos de implementação do plano de ação até à efetivação da assinatura do Termo de Aceitação, impossibilitou a execução plena do plano de acompanhamento e de avaliação de indicadores e o cronograma do plano de acompanhamento e avaliação de indicadores na Herdade da Machoqueira do Grou teve de ser ajustado, prevendo-se a sua plena implementação durante o ano de 2019.

Divulgação:

https://ec.europa.eu/eip/agriculture/en/find-connect/projects/ecomontado-xxi-agroecologia-aplicada-ao-design-do

https://www.icaam.uevora.pt/investigacao/sites-dos-nossos-projetos/ECOMONTADO-XXI-A-Agroecologia-aplicada-ao-design-do-Montado-Novo