Inovação para a Agricultura

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MicoCoating - Valorização dos recursos florestais e micológicos para otimização de revestimentos

Entidade líder do projeto: ASSOCIAÇÃO BLC3 - CAMPUS DE TECNOLOGIA E INOVAÇÃO
Responsável pelo projeto: João Nunes
Área do plano de ação: Biomassa Florestal
Parceiros:

AGRITÁBUA-COOPERATIVA AGRÍCOLA DO CONCELHO DE TÁBUA, C.R.L; ARMANDO RICARDO RIBEIRO BERNARDO; COOPERATIVA AGRÍCOLA DE ALFÂNDEGA DA FÉ CRL; INSTITUTO POLITECNICO DE BRAGANÇA; UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA; VOZ DA NATUREZA LDA;


Prioridade do FEADER: P3A) aumento da competitividade dos produtores primários mediante a sua melhor integração na cadeia agroalimentar através de regimes de qualidade, do acrescento de valor aos produtos agrícolas, da promoção em mercados locais e circuitos de abastecimento curtos, dos agrupamentos e organizações de produtores e das organizações interprofissionais;
Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:

Atualmente o aumento do tempo de prateleira, via mercado biológico, pela redução significativa de conservantes no contexto do mercado cleanlabel, e ainda a procura do consumidor por alimentos mais saudáveis, é um dos principais desafios da indústria alimentar. A utilização de filmes e revestimentos comestíveis tem-se revelado uma tecnologia com grande potencial para atingir maiores tempos de prateleira, assegurando simultaneamente a segurança alimentar e atributos de qualidade. As exigências de mercado têm levado à necessidade de aposta em compostos alternativos para aplicação em revestimentos que inativem as reações deteriorantes nos alimentos ao mesmo tempo que garantem os seus atributos de qualidade esperados pelo consumidor.

Os compostos que constituem os revestimentos devem cumprir determinados requisitos, nomeadamente ter origem natural, serem renováveis e edíveis, devendo ainda, se possível, conferir aos revestimentos propriedades bioativas e conservantes. A procura de novos compostos abriu novas oportunidades para a incorporação de conservantes naturais derivados de plantas, animais, bactérias, algas e fungos que atuam como agentes antioxidantes e antimicrobianos. Entre os fungos, os cogumelos são geralmente consumidos como alimentos e foi já demonstrado, nomeadamente pelo grupo operacional, que possuem potencial para serem usados como fonte de antimicrobianos e antioxidantes. Assim, a aposta em cogumelos de espécies silvestres (coprodutos florestais, sem valor alimentar) e cogumelos de produção (por recurso a substratos agroflorestais) como fonte de compostos funcionais apresenta-se como uma ótima oportunidade de alto valor acrescentado. Tendo em consideração os mais recentes desenvolvimentos, o principal objetivo desta iniciativa é a aplicação de compostos bioativos de origem natural, via cogumelos que produzam compostos funcionais, em revestimentos comestíveis para o mercado alimentar, para aumentar o tempo de prateleira, atribuindo novas propriedades como atividade antioxidante, antimicrobiana e enzimática.


Objetivos visados:

A presente iniciativa visa valorizar os recursos florestais e micológicos da Floresta Portuguesa aproveitando o seu potencial como fonte de compostos antimicrobianos e antioxidantes para aplicação em revestimentos alimentares. O principal propósito desta iniciativa é alcançar extratos e/ou compostos bioativos de cogumelos nativos que ao serem incorporados em revestimentos aumentem o tempo de prateleira dos alimentos, através da garantia da segurança alimentar e qualidade sensorial/nutricional. A aposta na área da conservação alimentar tem como objetivo oferecer uma nova alternativa de fonte de antioxidantes/antimicrobianos como conservantes naturais que garantam a segurança alimentar por períodos mais longos, sem comprometer os aspetos sensoriais/nutricionais. Esta iniciativa encontra-se assim de acordo com as novas tendências de mercado e crescente preocupação dos consumidores com a saúde que pressupõe a redução ou exclusão de aditivos sintéticos da dieta.

Os objetivos específicos da iniciativa MicoCoating são:

O1. Produção de cogumelos nativos em sistemas fechados, utilizando recursos lenhocelulósicos existentes na Região Interior Centro e Norte, para a vertente de produção de novos compostos/extratos bioativos e funcionais para aplicação alimentar, para a valorização de um importante coproduto florestal e do património genético (os macrofungos);

O2. Melhoria da gestão florestal dos recursos micológicos e lenho celulósicos;

O3. Otimizar os processos de obtenção de extratos/compostos com atividade antimicrobiana, antioxidante e enzimática a partir de macrofungos nativos de produção e silvestres;

O4. Desenvolver conservantes naturais de origem micológica que possam ser utilizados para melhorar o desempenho de revestimentos/filmes comestíveis para fins alimentares.


Sumário do plano de ação:

Tendo em consideração os mais recentes desenvolvimentos, o principal objetivo desta iniciativa é a aplicação de compostos bioativos de origem natural, via cogumelos que produzam compostos funcionais, em revestimentos comestíveis para o mercado alimentar, para aumentar o tempo de prateleira, atribuindo novas propriedades como atividade antioxidante, antimicrobiana e enzimática.


Pontos de situação / Resultados:

Em início de atividade.