Inovação para a Agricultura

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+ARROZ - Sustentabilidade do agro-ecossistema arrozal nacional

Entidade líder do projeto: LUSOSEM - PRODUTOS PARA AGRICULTURA S.A.
Responsável pelo projeto: Filipa Setas
Site do projeto: https://www.maisarroz.com/
Área do plano de ação: Cultura do arroz
Parceiros:

APARROZ AGRUPAMENTO DE PRODUTORES DE ARROZ DO VALE DO SADO LDA; ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PRODUTORES E COMERCIANTES DE SEMENTES; GACHA - SOCIEDADE AGRICOLA, LDA; INSTITUTO NACIONAL DE INVESTIGAÇÃO AGRÁRIA E VETERINÁRIA IP


Prioridade do FEADER: P5E) promoção da conservação e do sequestro de carbono na agricultura e na silvicultura;
Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:

A cultura do arroz ocupa hoje mais de 29.000 ha no continente, realizada por aproximadamente 1.600 orizicultores. Na Europa (EU28) a área está limitada aos países mediterrânicos.

Em 2013, Portugal representava cerca de 7% da área total de arroz (EU28), e era o quarto país produtor a seguir à Itália, Espanha e Grécia. A importância económica da cultura ronda os 50 milhões de euros, com uma produção suficiente para garantir 60% das necessidades dos consumidores portugueses, que anualmente consome cerca de 15Kg. O consumo per capita nacional é o mais elevado da UE. Apenas o arroz pode ser cultivado em locais onde outras culturas não são possíveis, tais como sapais, zonas alagadas, baixas e solos muito salinos, sendo fundamental para a gestão integrada destes ecossistemas particularmente sensíveis.

A monocultura e a utilização sistemática de herbicidas com os mesmos modos de ação ao longo dos anos, está a causar grandes dificuldades aos orizicultores no controlo das infestantes. As infestantes têm sido o principal fator biótico responsável pela perda de rendimento da cultura provocando quebras de produção médias de 34 %. Os herbicidas constituem o método de controlo mais eficaz, mas a sua sustentabilidade está comprometida a prazo, pela falta de herbicidas eficazes e pela crescente importância da resistência adquirida a herbicidas. A regulamentação, cada vez mais rígida na avaliação dos pesticidas e a crescente preocupação da opinião pública sobre os efeitos secundários na saúde humana e no ambiente e a ausência de herbicidas com novos modos de ação, explica a redução na diversidade de novas substâncias ativas.

De facto há mais de 10 anos que não entram no mercado novos modos de ação. De facto há mais de 10 anos que não entram no mercado novos modos de ação. Esta situação aumenta o risco de resistência provocando situações, cada vez mais frequentes em que os métodos químicos já não são, por si só, suficientes para controlar as infestantes. Neste contexto é muito difícil ter produtos fitofarmacêuticos disponíveis para o controlo.


Objetivos visados:

Objetivo geral: Encontrar soluções adequadas a diferentes geografias, estruturais e sustentáveis nacultura do arroz, orientadas para a resolução do problema do controlo de infestantes, nomeadamente das espécies de Echinochloa spp.

Objetivos específicos:

1. Prospeção de resistência aos principais herbicidas aplicados na cultura do arroz,em infestantes problemáticas, designadamente as milhãs (Echinochloa spp.) através da confirmação da resistência a herbicidas inibidores da ALS, avaliação de padrões de resistência cruzada (herbicidas inibidores da ALS e da ACCase ) e dos mecanismos de resistência, ao nível da planta inteira e a nível celular e biomolecular.

2. Identificação das espécies de Echinochloa presentes no complexo específico de cada região orizícola, através de técnicas biomoleculares, que permitam a criação de métodos de diagnóstico rápidos e fiáveis, complementares à clássica caracterização morfológica e fenológica.

3. Biologia e ecologia das espécies de Echinochloa. O conhecimento do desenvolvimento dos estados fenológicos das infestantes, ao longo do ciclo da cultura para cada região, com acompanhamento das temperaturas (graus dias e temperatura base para a germinação da Echinochloa) é fundamental para a eficiência das medidas de gestão propostas. Esta abordagem permite uma intervenção precoce e atempada.

4. Desenvolver novas estratégias de controlo de Echinochloa spp. nas principais regiões orizícolas: Vale do Mondego, Vale do Tejo e Sorraia, Vale do Sado, através da implementação e avaliação de estratégias de gestão da resistência adquirida aos herbicidas, contribuindo para a sustentabilidade do agro-ecossistema arrozal, do ponto de vista económico, social e ambiental.

5. Desenvolvimento e validação de uma ferramenta informática de apoio à decisão: ferramenta disponibilizada online com o objetivo de auxiliar a tomada de decisão dos agricultores na escolha das melhoras estratégias de combate, que envolve a informação sobre a região edafoclimática, as condições meteorológicas, as diferentes espécies presentes para além da Echinochloa spp., o estado fenológico da cultura e das infestantes, as doses e condições da aplicação, associando diferentes níveis de eficácia. Esta ferramenta informática será desenvolvida para a obtenção de soluções adequadas a cada agricultor e condições agronómicas e edafoclimáticas particulares (“tailor–suit” solutions), ou seja, soluções integradas, adaptadas à realidade do orizicultor (região, tipo de solo, disponibilidade de água, culturas da zona, principais infestantes, presença de resistências, etc.), disponibilizando-lhe o conhecimento adequado para que possa tomar a decisão correta no momento de estabelecer o seu plano de controlo de infestantes em arroz.

6. Um dos objetivos principais do projeto e, que decorre da implementação do plano de ação, é a demonstração, divulgação e disseminação do conhecimento gerado no âmbito deste grupo operacional. Pretende-se a transferência de conhecimento e capacitação de todos os agentes do setor: orizicultores; técnicos responsáveis pelas explorações, técnicos das associações de produtores, técnicos das direções regionais de agricultura, Casa do Arroz, associações de produtores.


Sumário do plano de ação:

Aplicação de novas técnicas de controlo de infestantes do arroz, através do desenvolvimento e avaliação de estratégias de gestão da resistência adquirida aos herbicidas, contribuindo para a sustentabilidade do agroecossistema arrozal.


Pontos de situação / Resultados:
  • Jornadas de Campo GO +Arroz, setembro 2020 
  • Grupo Focal Sado, 6 de fevereiro, 2020 - Conclusões
  • Grupo Focal Ribatejo, 29 de janeiro, 2020- Conclusões
  • Publicação de: artigos científicos; brochuras e folhetos para divulgação; livro técnico-científico ilustrado, intitulado “Infestantes dos Arrozais Portugueses”; manual de gestão integrada das infestantes na cultura do arroz.
  • Disponibilização da FIAD (Ferramenta Informática de Apoio à Decisão) aos agentes do setor nacional  e poderá também ser disponibilizada e validada em condições similares dos arrozais espanhóis (no âmbito da parceria de Cooperação transnacional);
  • Disseminação do conhecimento em congressos, colóquios e dias abertos (exemplos: Mesa Redonda na Agroglobal - Setembro 2018; Dia Aberto do Arroz – DrapCentro – Setembro 2018; Agrinovation Summit – Outubro 2018);
  • Organização de jornadas de campo para divulgação de resultados, através da exploração  de campos de demonstração nas diferentes regiões;
  • Participação em Grupos Focais nas 3 regiões orizícolas nacionais;
  • Colaboração em parceria com a Rede Rural Nacional.