Inovação para a Agricultura

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Valorização de trigo duro de qualidade superior para o fabrico de massas alimentícias

  • Entidade líder do projeto: INSTITUTO NACIONAL DE INVESTIGAÇÃO AGRÁRIA E VETERINÁRIA IP
  • Responsável pelo projeto: Ana Bagulho (Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ter o JavaScript autorizado para o visualizar.)
  • Site do projeto: Visitar sítio Web
  • Área do plano de ação: Cerealicultura (excepto arroz)
  • Parceiros:

    ANPOC - ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PRODUTORES DE CEREAIS; CENTRO OPERATIVO E DE TECNOLOGIA DE REGADIO; CEREALIS - PRODUTOS ALIMENTARES SA; CERSUL - AGRUPAMENTO DE PRODUTORES DE CEREAIS DO SUL S.A.; ESPIRALPIXEL LDA; FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA DA UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA; INSTITUTO POLITECNICO DE BEJA; SOCIEDADE AGRICOLA DA HERDADE DE TORRE DE CURVO, LDA


  • Prioridade do FEADER: P2A) melhoria do desempenho económico de todas as explorações agrícolas e facilitação da restruturação e modernização das explorações agrícolas, tendo em vista nomeadamente aumentar a participação no mercado e a orientação para esse mesmo mercado, assim como a diversificação agrícola;
  • Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:

    Este GO enquadra-se na 3ª prioridade do PDR e foi identificada como uma oportunidade no projeto do PRRN: Estudo de oportunidades de valorização da produção ((http://anpoc.pt/wp-content/uploads/2013/11/Oportunid..2.pdf). A cultura do trigo duro tem tido um declínio drástico nos últimos anos devido a vários fatores, que poderão conduzir ao abandono desta cultura, com importantes consequências sociais, económicas e ambientais. A irregularidade interanual na produção e qualidade do trigo duro na região mediterrânica, caracterizada pela instabilidade da duração, frequência e intensidade dos stresses abióticos (hídricos e térmicos) tem contribuído para esta situação. No entanto estas condições tendencialmente favorecem uma elevada qualidade do grão para fabrico de sêmolas e massas alimentícias, pelo que a função que este cereal desempenha na agricultura protuguesa deverá ser preservada. A aposta num produto de qualidade superior, que se diferencie pelas suas características e cumpra sempre as especificações da indústria, surge assim como uma necessidade. É simultaneamente uma oportunidade devido ao facto da sua cotação de mercado ser bastante mais elevada e de haver procura de trigo duro de qualidade por satisfazer na cadeia de valor, já que a produção nacional representa aproximadamente 5% das necessidades do mercado interno.

    Neste GO pretende-se testar (2 ano) diferentes variedades e itinerários técnicos em regadio, que garantam ao agricultor uma diferenciação do seu produto por parte da indústria: ao nível do rendimento em sêmolas, coloração e qualidade das massas. Nos anos seguintes (2 anos) as soluções encontradas (variedades e itinerário técnico mais adequado) serão validadas nos campos dos agricultores do Alto e Baixo Alentejo e serão amplamente divulgadas para promover junto dos agricultores a aposta neste produto. Também se pretende compreender e solucionar um problema que frequentemente contribui para a desvalorização do trigo duro: o elevado teor em cinzas dos trigos nacionais.


  • Objetivos visados:

    Objetivo global da iniciativa: "Obtenção de trigo duro diferenciado que potencie um produto final de excelente qualidade, de acordo com as necessidades da indústria".

    Objetivos mais específicos que orientam o plano de ação:

    1. Selecionar variedades de trigo duro de excelente qualidade, que sejam reconhecidas pela indústria: estabilidade da vitreosidade, baixo teor em cinzas, elevado teor proteico, composição proteica (tipo de gluteninas/ gliadinas) e coloração adequadas;

    2. Identificar as melhores opções agronómicas visando a otimização das produções e do valor de utilização das sementes, mas potenciando, de forma sustentada, os fatores de produção, nomeadamente água e azoto;

    3. Testar os fatores que contribuem para o teor elevado em cinzas nos trigos duros produzidos em Portugal (variedade, solo ou adubação);

    4. Controlar as principais doenças que afetam esta espécie: septoriose da folha, ferrugens e fungos do solo;

    5. Divulgar e promover junto dos agricultores a aposta nas variedades de trigo duro e no itinerário técnico mais adequados à obtenção de um produto final de excelente qualidade tecnológica;

    Objetivos que se pretendem a médio prazo: regorçar a fileira produtiva (agricultores e/ou as suas associações) organizando a concentração da oferta num menor número de variedades, de modo a fornecer à indústria lotes de grão mais homogéneos e de elevada qualidade; Aumentar áreas e produções (substituição de importações por produção nacional). 


  • Sumário do plano de ação:

    A cultura do trigo duro tem tido um declínio drástico nos últimos anos devido a vários fatores, que poderão conduzir ao abandono desta cultura, com importantes consequências sociais, económicas e ambientais. Este GO pretende interligar os membros da fileira de produção de trigo duro para o fabrico de massas alimentícias, promovendo a identificação de variedades de qualidade superior que garantam ao agricultor uma diferenciação do seu produto por parte da indústria em termos de qualidade e simultaneamente a identificação do itinerário técnico que garanta a estabilidade destas características. As soluções encontradas (variedades/itinerário técnico) serão validadas nos campos dos agricultores e serão amplamente divulgadas junto dos potenciais destinatários. Nesta abordagem, também se pretende compreender e solucionar um problema que frequentemente contribui para a desvalorização do trigo duro em Portugal: o elevado teor em cinzas dos trigos nacionais.


  • Pontos de situação / Resultados:

    Fase 0.2 – Coordenação do GO (2017- 2022)

    Parceiros envolvidos: INIAV

    O INIAV foi a entidade coordenadora e orientou as várias fases do projeto e a articulação entre todos os parceiros do consórcio.

     

    Fase 1 - Instalação de ensaios de campo e sua avaliação (2017/18, 2018/19, 2019/2020 e 2020/21)

    Parceiros envolvidos: INIAV e IPBeja/ESA

    Em 2017/18 realizou-se um ensaio em microparcelas (Ano 0) mais simples com 13 variedades, semeadas em blocos casualizados de 3 repetições, nos dois locais (Elvas e Beja). Este ensaio permitiu fazer um screening inicial e seleção das variedades a estudar. Em 2018/19, 2019/20 e 2020/21 decorreram nos campos experimentais do INIAV-Elvas e IP. BEJA/ESA os ensaios de microparcelas propriamente ditos. O ano agrícola de 2020/21 não estava inicialmente previsto na candidatura, no entanto foi realizado para aumentar a robustez dos resultados. Os ensaios foram delineados em blocos casualizados de 3 repetições, com 8 variedades e 5 modalidades de adubação.

    As linhas dos ensaios (120 linhas x 2 locais x 3 anos) foram avaliadas relativamente a diversos parâmetros fenológicos, agronómicos e avaliação fitossanitária.

     

    Fase 2 Caracterização da qualidade tecnológica (2017/18 até 2021/22)

    Parceiros envolvidos: INIAV, IPBeja/ESA, Cerealis e FCT/UNL

    As três repetições de campo de cada linha dos ensaios de Elvas e Beja foram analisadas do ponto de vista de composição química e qualidade tecnológica.

    2.1 - Avaliação de qualidade

    Foram avaliados os seguintes parâmetros: proteína do grão, teor de glúten húmido e seco, índice de glúten, teste de sedimentação SDS, massa do hectolitro, vitreosidade, teor de cinzas, cor do grão e índice de queda.

    2.2 - Avaliação dos elementos minerais:

    As análises de minerais foram efetuadas pela técnica m-XRF utilizando dois tipos de matrizes: trigo triturado integralmente (perfil de minerais do trigo) e cinzas (perfil de minerais das cinzas).

     

    Fase 3 – Seleção de variedades e itinerário técnico (2018 e 2020)

    Parceiros envolvidos: INIAV, IPBeja/ESA, Cerealis, ANPOC, Cersul. Apoio de Mercoguadiana.

    Com base nos resultados de qualidade do ensaio – Ano 0, realizou-se uma pré-seleção de 8 variedades para constarem nos ensaios das campanhas seguintes.

    Os ensaios propriamente ditos (para testar variedades e adubação) realizaram-se em 2018/19, 2019/20 e 2020/21. No final dos dois primeiros anos selecionaram-se as três melhores variedades e os melhores itinerários para maximizar produções e valor de utilização dos trigos. As variedades Don Ricardo (bons resultados de hectolitro, peso do grão, vitreosidade), Fado (bom peso de grão) e, Vadio (boa qualidade de glúten e teor de cinzas) foram as escolhidas para implementar nos campos dos agricultores em 2020/21.

     

    Fase 4 - Scale-up das melhores variedades e itinerários técnicos nos campos dos agricultores (2019/20 e 2020/21)

    Parceiros envolvidos: INIAV, IPBEJA, ANPOC, Cersul, Soc Ag Torre Curvo

    A fase de scale-up estava inicialmente prevista para 2019/20 e 2020/21. Como ocorreu um atraso no início do projeto, como consequência da data de aprovação do mesmo, só foi possível realizar o scale-up com as variedades selecionadas em 2020/21.

    Em 2019/20 solicitou-se aos parceiros agricultores que implementassem e acompanhassem nos seus campos variedades que constassem do ensaio e, no final da campanha essas amostras foram analisadas do ponto de vista de qualidade.

    A fase de scale-up de 2020/21 foi realizada nos campos de três agricultores do Alto Alentejo. Os ensaios foram acompanhados pela Cersul e ANPOC apenas com apoios pontuais do INIAV e IPBeja. No final do ano agrícola foram retiradas amostras dos lotes obtidos pelos agricultores e foram analisados em termos de qualidade.

     

    Fase 5 – Gestão da rega (2019/20 e 2020/21)

    Parceiros envolvidos: COTR

    O parceiro COTR instalou sondas de monitorização da água no solo e acompanhou os ensaios do INIAV e IPBeja em 2019/20 e dos agricultores em 2020/21.

    A monitorização da água no solo foi efetuada com sondas tipo capacitivas. Os registos destes equipamentos, alojados numa plataforma on-line de acesso aos colabores do projeto (http://myirrigation.eu), estiveram disponíveis para consulta e utilização pelos agricultores parceiros, para os quais foi facultada alguma formação pelo COTR de forma a auxiliar na gestão da rega e no ajustamento das dotações de rega às necessidades das culturas ao longo do seu ciclo de desenvolvimento.

     

    Fase 6 – Plano de Comunicação e Divulgação (2017- 2022)

    Parceiros envolvidos: INIAV, IPBeja/ESA, Cerealis, ANPOC, Cersul, ExpiralPixel, FCT/UNL, Soc Ag Torre Curvo, COTR

    A disseminação do conhecimento adquirido nesta iniciativa foi fundamentalmente realizada através das plataformas digitais e revistas técnicas do sector.

    Tentou aproveitar-se as ocasiões de contacto com os agricultores (principais destinatários), nomeadamente a Formação Técnica para Produção de Cereais de Outono/Inverno, para difundir o projeto e os principais fatores que conduzem ao sucesso da cultura do trigo duro numa ótica de produção e qualidade.

    Ao nível das plataformas digitais efetuou-se alguma promoção do produto massas alimentícias e sua importância na nossa alimentação, aspetos técnicos sobre o trigo duro e, requisitos específicos para a indústria. Esta vertente disseminação teve como objetivo fornecer informação fidedigna deste tipo de produtos. Também se foram divulgando aspetos relacionados com a execução e resultados do próprio projeto e disponibilizadas todas as publicações efetuadas.

    6.1 - Ambiente Web para o Projeto (website, blog, Facebook)

    - http://valorizacaotrigoduro.pt/

    - http://valorizacaotrigoduro.pt/blog/

    - https://www.facebook.com/GO-Valorização-do-Trigo-Duro

    6.2 - Colóquios e Congressos (dias campo, formação, colóquios)

    1- A importância da Qualidade dos Cereais. 6ª Sessão da Formação Técnica para Produção de Cereais de Outono/Inverno, visando a Rentabilidade e Estabilidade de Produção, 9 de maio de 2018, (formação, Bagulho, A.S.)

    2- A Qualidade da Campanha 2017/18. 8ª Sessão da Formação Técnica para Produção de Cereais de Outono/Inverno, visando a Rentabilidade e Estabilidade de Produção. Poceirão, 24 de julho de 2018, (formação, Bagulho, A.S. e Patanita, M.)

    3- Dia de Campo em Beja, 30 abril 2018

    4- Dia do Agricultor em Elvas, 15 maio 2018

    5 - Valorização de Trigo Duro de Qualidade Superior para o Fabrico de Massas Alimentícias. Agro Inovação 2018. Sessão Temática: Cereais e Leguminosas. Porto Salvo - Oeiras, 29 de outubro de 2018 (Bagulho, A.S.)

    Microsoft PowerPoint - Apresentação Cereais- GO valorização trigo duro - Modo de Compatibilidade (valorizacaotrigoduro.pt)

    6 - Campanha de 2017/18 sua Avaliação e Reflexão. 39ª Assembleia Geral do Clube Português dos Cereais de Qualidade, Cerealis, Lisboa, 9 de novembro de 2018 (Coutinho, J. e Amorim Faria, J.)

    7- Dia de Campo em Beja, 26 abril 2019

    8 - Dia do Agricultor em Elvas, 15 maio 2019

    9 - Concentration of mineral elements in durum wheat grains and their semolina using -EXRF. EXSA Quantitative Methods in X-Ray Spectrometry Workshop. FCT-UNL, Costa da Caparica, 12-17 maio 2019 (Moreira, J.) 

    Book of abstracts QUANT2019.pdf (dropbox.com)

    Diapositivo 1 (valorizacaotrigoduro.pt)

    10 - Deposição de elementos minerais no grão de trigo duro. 5 º Simpósio Produção e transformação de alimentos em ambiente sustentável. IP Beja/ESA, Beja, 7 de junho 2019 (Bagulho, A.S., Costa, R.) 

    https://eventos.fct.unl.pt/5-simposio_prod-trns-amb-sustentavel/files/livro_de_resumos_v7.pdf

    Diapositivo 1 (valorizacaotrigoduro.pt)

    11 - A Qualidade dos Cereais de Outono/Inverno. Formação Técnica para Produção de Cereais de Outono/Inverno, visando a Rentabilidade e Estabilidade de Produção Associação de Regantes da Vigia, Montoito, 28 de maio de 2019 (Bagulho, A.S. e Patanita, M.)

    12 - A Qualidade dos Cereais de Outono/Inverno. Formação Técnica para Produção de Cereais de Outono/Inverno, visando a Rentabilidade e Estabilidade de Produção. Associação de Regantes da Vigia, Montoito, 22 de julho 2020 (Bagulho, A.S. e Patanita, M.)

    13- Dia do Agricultor, 12 maio de 2021

    14 - Dia do Agricultor, 17 maio de 2022

    15 - A Qualidade dos Cereais de Outono/Inverno: Trigo mole e Trigo duro. 4ª Sessão do Curso de Formação Técnica para Produção de Cereais de Outono/Inverno, visando a Rentabilidade e Estabilidade de Produção, Montes Velhos, 19 de abril de 2022 (Bagulho, A.S., Costa, N.)

    16 - Impacto do clima mediterrânico na produtividade e qualidade do trigo duro, num contexto de alterações climáticas. IV Congresso Nacional das Escolas Superiores Agrárias, Santarém, 3 e 4 novembro 2022 (Bagulho, A.S., Costa, R.)

    Livro de Resumos | PDF to Flipbook (heyzine.com)

    Microsoft PowerPoint - Poster_9205_TD (valorizacaotrigoduro.pt)

    17 - Valorização de Trigo Duro de Qualidade Superior para o Fabrico de Massas Alimentícias, Cimeira Nacional Agroinovação 2022, 11-12 outubro CNEMA Santarém (Bagulho, A.S.) 

    projetos-sala2 (rederural.gov.pt)

    Présentation PowerPoint (valorizacaotrigoduro.pt)

    18 - Composição mineral do trigo duro: Determinismo Genético e Ambiental, 6º Simpósio Produção e Transformação de alimentos em ambiente sustentável, 2023, Instituto Politécnico de Portalegre /ESAE, Elvas (Moreira, J., Bagulho, A.S., Costa, R., Pinheiro, N.) 

    Microsoft Word - Livro atas final 02062023 (unl.pt)

    Agri-food ecosystem 2021 (valorizacaotrigoduro.pt)

    19 - Durum Wheat Quality: Genetic and Environmental Influence of Semolina Yield Parameters, XIV International Gluten Workshop, 2023, Madrid, Espanha (Bagulho, A.S) 

    14th_IGW_Book_of_abstracts75 (1).pdf

    Agri-food ecosystem 2021 (valorizacaotrigoduro.pt)

     

    6.3 - Publicações Técnicas (artigos técnicos, newsletters):

    Artigos técnicos

    1- Pinheiro, N.; Costa, A.R.; Almeida, A.S.; Gomes, C.; Coutinho J.; Bagulho, A.S.; Moreira, J.; Coco, J.; Costa, A.; Maçãs B. (2018). Trigo duro – qualidade tecnológica. Voz do Campo nº 215, maio, AgroCiência: 3-5.

    2- Bagulho, A.S. (2018). Valorização de trigo duro de qualidade superior para o fabrico de massas alimentícias. Agro Inovação 2018 – Cimeira Nacional Inovação na Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Catálogo de Projetos Inovadores. Lagoas Park Hotel, Porto Salvo, Portugal, p. 30.

    Catálogo de Projetos (iniav.pt)

    3- Bagulho, A.S; Costa, R.; Pinheiro, N.; Gomes, C.; Moreira, J.; Almeida, A.S.; Coutinho, J.; Costa, A.; Coco, J.; Scotti, P.; Pais, I.; Maçãs, B. (2019). Avaliação de variedades de trigo duro adaptadas ao clima: rendimento e qualidade. Agrotec32, Grandes Culturas, setembro: 66-69.

    4- Bagulho, A.S.; Moreira, J.; Costa, R.; Pinheiro, N.; Gomes, C.; Almeida, A.S.; Costa, A.; Coutinho, J.; Maçãs, B. (2021). Trigo Duro – Influência da variedade e adubação fracionada na produção e qualidade. Vida Rural 1864 fev/mar 2021: 52-58.

            Março 2022 - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    5- Bagulho, A.S.; Moreira, J.; Costa, R.; Pinheiro, N.; Gomes, C.; Almeida, A.S.; Costa, A.; Coutinho, J.; Dôres, J.; Costa, N.; Patanita, M.; Maçãs, B. (2021). Qualidade do trigo duro – Dependência de fatores genéticos, ambientais e fertilização. Vida Rural jul/ago 2021: 65-71.

    Qualidade do Trigo Duro – Dependência de fatores genéticos, ambientais e fertilização - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    6- Bagulho, A.S.; Moreira, J.; Costa, R.; Pinheiro, N.; Gomes, C.; Almeida, A.S.; Costa, A.; Coutinho, J.; Dôres, J.; Costa, N.; Rosa, E.; Patanita, M.; Maçãs, B. (2022). Fatores que influenciam a vitreosidade do trigo-duro num ambiente mediterrânico. Vida Rural fev/mar 2022: 78-82.

    53-Vitreosidade_2022.pdf (valorizacaotrigoduro.pt)

    7- Bagulho, A.S., Moreira, J., Costa, R., Pinheiro, N., Gomes, C., Coutinho, J., Costa, A., Patanita, M., Dôres, J., Costa, M.N., Guerra, M., Maçãs, B. (2023). Valorização do Trigo Duro para o fabrico de massas alimentícias. Voz do Campo, Nº 266, dez/jan2023: 31-32

    pag_28-29-30-31-32.pmd (valorizacaotrigoduro.pt)

    8- Bagulho, A.S., Moreira, J., Costa, R., Pinheiro, N., Gomes, C., Coutinho, J., Costa, A., Maçãs, B. (2023). Avaliação de variedades de trigo duro adaptadas à irregulariodade do clima mediterrânico: Rendimento e Qualidade. Vida Rural fev/mar 2023: 58-64.

            57-GOTD2023,VR.pdf (valorizacaotrigoduro.pt)

    9 - Moreira, J; Pinheiro, N.; Costa, R.; Gomes, C.; Almeida, A.S.; Costa, A.; Coutinho, J.; Dôres, J., Patanita, Maçãs, B.; Leitão, R., Guerra, M.; Bagulho, A.S; (2023). Durum wheat ash content: Genotype and Environment Influence. Journal of Cereal Science – special issue

    10 - Maçãs, B.; Coutinho, J.; Costa, R.; Pinheiro, N.; Gomes, C.; Costa, A.; Bagulho, A.S.; Moreira, J. (2023). A diferenciação dos produtos obtidos será vital para a viabilidade de produção de cereais. Voz do Campo, Nº 268, março 2023: 40 -42.

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    Posts publicados no website, blog e/ou página de facebook

    11 - Apresentação do projeto Apresentação - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    12 - De trigo… até ser massa Julho 2018 - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    13 - Cimeira Nacional da Inovação na Agricultura – esperamos por si! Outubro 2018 - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    14 - Uma aposta 100% Nacional – massa em português! Uma aposta 100% Nacional - massa em português! - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    15 - Trigo duro -a estrela da cozinha! Novembro 2018 - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    16 - Apresentação da Marca Cereais do Alentejo Junho 2019 - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    17 - Com ou Sem Glúten – Eis a Questão Com ou Sem Glúten - Eis a Questão - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    18- Massa ou… massa? Qual a melhor escolha para o seu prato? Agosto 2019 - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    19 - Divulgação do e-book sobre massas alimentícias no dia mundial das massas - 25 de outubro de 2019  Outubro 2019 - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    20 - Porque devemos comer massa? Fevereiro 2020 - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    21 - Para os mais corajosos: Como fazer massa fresca? Dezembro 2020 - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    22 - O que se entende por qualidade do trigo duro Fevereiro 2021 - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    23 - Como se avalia a qualidade do trigo duro Março 2021 - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    24 - Deposição de elementos minerais no grão de trigo duro DEPOSIÇÃO DE ELEMENTOS MINERAIS NO GRÃO DE TRIGO DURO - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    25 - Os diferentes tipos de massa Setembro 2021 - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    26 - Sêmola, o que é e quais as suas vantagens Novembro 2021 - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    27 - Comer massa ou não comer? Eis a questão! Comer massa ou não comer? Eis a questão! - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    28 - Trigo: tudo o que ainda não sabe Outubro 2021 - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    29 - A valorização dos cereais nacionais A VALORIZAÇÃO DOS CEREAIS NACIONAIS - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    30 - O trigo e os seus benefícios Junho 2022 - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    31- Comer massa sem culpa é possível Comer massa sem culpa é possível - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    32 - As coisas que provavelmente ainda não sabe sobre as massas As coisas que provavelmente ainda não sabe sobre as massas - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    33 - Porque é que os atletas comem massa? Porque é que os atletas comem massa? - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    34 - O processo de produção das massas O processo de produção das massas - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    35 - O mundo dos cereais O mundo dos cereais - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    36- Massa Integral e massas tradicionais: qual a melhor opção? Massa integral e Massas tradicionais: Qual a melhor opção? - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    37 - O que se fez no projeto DMA? Evolução dos Trabalhos - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    38 - Qual o plano de trabalhos? PlanoTrabalhosCronograma.pdf (valorizacaotrigoduro.pt)

    39 - Qual o Itinerário Técnico do projeto DMA? Evolução dos Trabalhos - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    40 - Mãos à Obra… Evolução dos Trabalhos - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    41- A Instabilidade Climática do Sul de Portugal Evolução dos Trabalhos - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    42- Impacto das condições meteorológicas no desenvolvimento do trigo Evolução dos Trabalhos - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    43- A irregularidade de produção das culturas cerealíferas Evolução dos Trabalhos - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    44- Implementação nos campos dos agricultores Evolução dos Trabalhos - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

    45- As condições climáticas do sul de Portugal fomentam a qualidade do trigo duro Evolução dos Trabalhos - Grupo Operacional Valorização Trigo Duro (valorizacaotrigoduro.pt)

     

    Conclusões e Perspetivas Futuras:

    O trigo-duro é uma cultura resiliente que consegue duplicar as suas produções em anos agrícolas bons (como aconteceu em 2019/20) e responder de forma satisfatória em anos agrícolas menos favoráveis, desde que se recorra a pequenos suplementos de rega em períodos-chave do seu desenvolvimento (como aconteceu em 2020/21).

    De um modo geral, as variedades analisadas neste trabalho possuíram boa qualidade, embora haja uma enorme influência ambiental em todos os parâmetros. Em termos de qualidade, destacaram-se nos ensaios preliminares as variedades Don Ricardo, Fado e Vadio e, por isso, foram estas que foram implementadas em scale-up nos campos dos agricultores.

    Relativamente aos tratamentos de adubação, verificaram-se diferenças, sendo de destacar as diferenças ao nível do teor proteico e da vitreosidade, com os tratamentos mais tardios de fertilização azotada a permitirem um maior incremento do teor proteico do grão, bem como dos parâmetros com ele relacionados.

    Em relação ao teor de cinzas verificou-se que este varia com a variedade e em função da fertilização utilizada, mas é afetado pela interação genótipo x ambiente (GxE): as variedades e tratamentos que conduziram a valores mais benéficos (menores teores) num ambiente não foram necessariamente os mesmos no outro ambiente.

    Considera-se que nas nossas condições edafo-climáticas, o teor de cinzas será mesmo o parâmetro mais difícil de controlar no que se refere à qualidade do trigo duro.

    O Relatório Final de Execução pode ser consultado AQUI.