Inovação para a Agricultura

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GO - Fortificação de batata em cálcio

Entidade líder do projeto: UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA
Responsável pelo projeto: Fernando Lidon
Site do projeto: https://sites.fct.unl.pt/bio_batata_calcio/
Área do plano de ação: Cultura de produtos hortícolas, raízes e tubérculos
Parceiros:

ERCÍLIO LOPES - PRODUÇÃO AGRÍCOLA, LDA; INSTITUTO NACIONAL DE INVESTIGAÇÃO AGRÁRIA E VETERINÁRIA IP; INSTITUTO SUPERIOR DE AGRONOMIA; JOEL FERREIRA BERNARDINO; LOURICOOP-COOPERATIVA DE APOIO E SERVICOS DO CONCELHO DA LOURINHA CRL; SÓNIA ALEXANDRA FERREIRA HENRIQUES SIMÕES


Prioridade do FEADER: P2A) melhoria do desempenho económico de todas as explorações agrícolas e facilitação da restruturação e modernização das explorações agrícolas, tendo em vista nomeadamente aumentar a participação no mercado e a orientação para esse mesmo mercado, assim como a diversificação agrícola;
Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:

O cálcio é o mineral mais abundante no organismo humano (99% nos ossos e dentes e 1% no sangue, fluídos extracelulares e células de tecidos moles). Porém, a deficiência do cálcio, para além de afectar a contração muscular, coagulação sanguínea e a transmissão nervosa, pode induzir o raquitismo em crianças e a osteomalácia em adultos. Neste contexto, a evolução de carências em cálcio no organismo ao longo da vida do ser humano depende da formação óssea no começo da vida, do acúmulo de cálcio nos ossos e da quantidade de massa óssea nas idades mais avançadas. Com a biofortificação de alimentos em cálcio, as populações com acesso limitado aos mercados e sistemas de saúde podem ser beneficiadas, pois as elevadas taxas de consumo destes produtos permitem um maior sucesso / impacte dos Programas de Biofortificação (tal como aponta a OMS - http://www.who.int/elena/titles/biofortification/en/ - e o Centro Internacional da Batata - http://cipotato.org/ - ).

Neste contexto a batata, porque é um alimento cuja produção a nível mundial ocupa o 3º lugar, possui um enorme potencial para reduzir o défice de cálcio. Porém, a biofortificação de batata em cálcio coloca questões de índole técnica, cientifico, económico e social, nomeadamente: Que variedades selecionar para futura exploração num contexto nacional e internacional? Que tipo e forma de adubação deve ser aplicada? Que implicações para as tecnologias de transformação nas indústrias alimentares? Que alterações na carga nutricional do produto biofortificado? Que níveis de bioassimilação ocorrem após biofortificação? Propõe-se assim a obtenção de batata biofortificada, e disseminar informação técnica junto de produtores e indústria transformadora, considerando as necessidades das populações. Incrementa-se ainda a competitividade da cadeia agro-industrial nacional ligada à batata (Solanum tuberosum), e fomentam-se as potencialidades para exportação nos mercados internacionais.


Objetivos visados:

Não existindo, em Portugal, batata biofortificada em cálcio mas possuindo indicadores de competitividade elevada consideram-se os seguintes índices / objectivos:

A. Ao nível da produção e transformação:

1. Otimização da resposta varietal de 3 genótipos de batateira, com elevados índices de comercialização nacional de batata, para a biofortificação em cálcio, considerando a interação entre os diferentes sistemas, nomeadamente as interações entre os genótipos de batata e os tipos de adubação e momentos de aplicação.

2. Delineamento de um itinerário técnico para a produção agroindustrial de batata biofortificada em cálcio, com controlo de qualidade.

3. Caracterização de alterações nutricionais associadas à biofortificação da batata em cálcio, considerando os requisitos industriais dos mercados-alvo, de acordo com os requisitos da Alta Segurança Alimentar e as diretivas da União Europeia para o sector.

B. A nível económico:

1º-No âmbito da produção convencional de batata, face aos custos incidentes no preparo do solo, plantio e amontoa, dessecação e colheita, a produção de 1 ha de batata tem um custo médio de 6000 euros (sendo cerca de 1000 euros destinados à adubação – de fundo, dotação de rega e folear – nos dois últimos casos com nitrato de cálcio a 15,5% e quelato de cálcio a 14%; com uma aplicação média de 80kg de cálcio) e uma produção que oscila entre 35-40 ton. A comercialização de batata oscila entre 0,2-0,25 euros por kg (logo, 200-250 euros por tonelada ou 7000-10000 euros por ha).

2º-No âmbito da biofortificação da cultura estima-se uma aplicação de 120 kg Ca/ha, correspondente a um custo médio de 1500 euros. Neste enquadramento, numa perspectiva minimalista estima-se uma mais-valia económica acrescida em 5-10 cêntimos por kg (assim, face a um custo de produção média de 6500 euros, estima-se uma comercialização de 0,25-0,3 euros por kg de batata biofortificada, logo 250-300 euros por tonelada e 8750-12000 euros por ha).

3º-Em conclusão com a produção de batata biofortificada em cálcio, o objectivo deste projecto será a criação de um produto inovador, sem factores concorrenciais a nível nacional e com um acréscimo de rentabilidade média que em relação à comercialização actual corresponde a 55%.


Sumário do plano de ação:

No organismo humano, um défice em cálcio, afecta a contração muscular, coagulação sanguínea e a transmissão nervosa, podendo induzir o raquitismo e a osteomalácia. Neste contexto, as carências em cálcio no organismo ao longo da vida do ser humano dependem da formação óssea, do acúmulo de cálcio ósseo e da quantidade de massa óssea nas idades mais avançadas. Com a biofortificação de batata em Ca, as populações com acesso limitado aos mercados e sistemas de saúde ficam beneficiadas, pois elevadas taxas de consumo destes produtos permitem um maior impacte dos Programas de Biofortificação (tal como aponta a OMS - http://www.who.int/elena/titles/biofortification/en/ - e o Centro Internacional da Batata - http://cipotato.org/ - ).

Neste enquadramento, neste Programa desenvolve-se um novo itinerário técnico para produção de batata biofortificada em Ca. Incrementa-se ainda a competitividade da cadeia agro-industrial nacional deste produto e fomenta-se a exportação para mercados internacionais.


Pontos de situação / Resultados:

Em início de atividade.