Inovação para a Agricultura

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CompetitiveSouthBerries - Pequenos frutos competitivos e sustentáveis: técnicas culturais inovadoras para o alargamento da época de produção

Entidade líder do projeto: INSTITUTO NACIONAL DE INVESTIGAÇÃO AGRÁRIA E VETERINÁRIA IP
Responsável pelo projeto: Pedro Brás de Oliveira (pedro.oliveira@iniav.pt)
Site do projeto: https://projects.iniav.pt/competitivesouthberries
Área do plano de ação: Cultura de pequenos frutos e bagas
Parceiros:

BEIRABAGA - SOCIEDADE DE PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO PEQUENOS FRUTOS LDA; CAMPINA PRODUÇÃO AGRÍCOLA LDA; CENTRO OPERATIVO E TECNOLÓGICO HORTOFRUTÍCOLA NACIONAL; FIRST FRUIT PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO, UNIPESSOAL LDA; MIRTISUL - PRODUCAO DE MIRTILOS LDA


Prioridade do FEADER: P2A) melhoria do desempenho económico de todas as explorações agrícolas e facilitação da restruturação e modernização das explorações agrícolas, tendo em vista nomeadamente aumentar a participação no mercado e a orientação para esse mesmo mercado, assim como a diversificação agrícola;
Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:

A produção e a procura mundial dos pequenos frutos têm crescido nos últimos anos, com aumento significativo na Europa, o principal mercado das exportações nacionais. Portugal, pela sua dimensão, não pode ser um importante competidor em volumes de produção, mas pode ocupar uma razoável faixa de mercado com produções de qualidade. Por outro lado, existem espécies endémicas ainda não exploradas comercialmente (camarinhas e amoras silvestres), cujo fruto pode constituir uma nova oportunidade em nichos de mercado. Algumas regiões possuem boas condições edafoclimáticas para a produção de época e outras para a produção foradeépoca de pequenos frutos. A região do litoral Alentejano é o local privilegiado para a produção precoce de primavera e tardia de outono, e o Algarve a região por excelência para a produção de inverno, com vantagens em relação a alguns países da orla mediterrânea. Tendo em conta o levantamento das necessidades da produção ao nível das várias culturas que integram os pequenos frutos no respeitante: à melhoria e sustentabilidade dos sistemas produtivos, à adaptação da produção às oportunidades dos mercados internos e de exportação e à vantagem competitiva da região sul do país, pelas excelentes condições climáticas, considerase uma oportunidade inovar/desenvolver tecnologias de produção sustentáveis e competitivas com vista ao alargamento da época de produção e consequentemente aproveitar as oportunidades de mercado, particularmente de exportação pela valorização que atribui aos pequenos frutos fora de época. Esta iniciativa promove o setor dos pequenos frutos, tornando-o mais eficiente na utilização dos fatores de produção, alargando a produção para um período de maior valorização económica e inovando os atuais sistemas de produção numa ótica da sustentabilidade, procurando novos nichos de mercado.


Objetivos visados:

A equipa científica possui elevado conhecimento sobre as culturas/itinerários com trabalhos nacionais e internacionais publicados e projetos executados, com os parceiros desta iniciativa, assegurando um bom conhecimento da situação de partida para desenvolver a oportunidade que esta iniciativa se propõe a abordar. Objetivos visados O objetivo principal desta parceria é inovar ao nível das tecnologias de produção para as culturas alvo, tirando partido da vantagem competitiva da região sul do país pelas suas excelentes condições edafoclimáticas, permitindo o alargamento da época de produção e consequentemente obtenção de produção para disponibilizar no mercado internacional com variedades de interesse (qualidade, produtividade e valorização de mercado).

Considerando cada uma das culturas alvo temos como objetivo específico:

a) Cultura da framboesa: otimização da técnica de produção com lançamentos pré tratados (indução floral e dormência) para obtenção de frutos de fevereiro a março. Avaliação da possibilidade de produzir no norte de Portugal plantas long-cane para utilização no sul;

b) Cultura do morango: desenvolvimento da tecnologia de produção com plantas tray, em cultura protegida sem solo, para produção de frutos entre novembro e março. Avaliar a possibilidade de obter uma segunda produção com a utilização de luz LED e/ou por manutenção das plantas em câmara frigorífica;

c) Cultura do mirtilo: desenvolvimento da produção de mirtilos em solo e substrato e com manipulação do ciclo produtivo tendo como objetivo a produção de frutos entre março – maio (antecipada) e setembro outubro (tardia) comparando duas regiões de produção;

d) Cultura da amora: otimização da técnica de produção com lançamentos prétratados (indução floral e dormência) com modelação das horas de frio e unidades de calor para a produção de frutos entre março e maio;

e) Espécies endémicas: introduzir em cultura os genótipos de interesse com base na qualidade do fruto e da produção tendo em vista os mercados de exportação;

f) Desconhecendo-se o impacto destas tecnologias na ocorrência das pragas e doenças, é necessário o acompanhamento das mesmas para uma eficaz e atempada atuação.


Sumário do plano de ação:

Aumentar a competitividade do sector de pequenos frutos na região sul através do desenvolvimento e demonstração de tecnologias de produção inovadoras assegurando a sustentabilidade dos sistemas e a valorização dos recursos genéticos endógenos.


Pontos de situação / Resultados:
Principais resultados do Grupo Operacional
Terminado o grupo Operacional importa realçar os principais resultados obtidos que também podem ser consultados no site do projeto.
  1. Cultura do morangueiro
    Com os ensaios realizados no âmbito do projeto, o conhecimento sobre a produção de morango na tecnologia tray, nas condições climáticas da região do Algarve, foi muito incrementado quer sobre a técnica em si bem como pela utilização de cultivares mais recentes com melhor adaptação à tecnologia, utilização de diferentes tipos de material vegetal disponíveis nos viveiros, aplicação de luz LED para o segundo ciclo de produção e demonstração da necessidade de se proceder à arquitetura floral das plantas de viveiro por forma a assegurar uma previsão da produtividade das plantas tray e uma previsão de colheita. A inovação proposta à tecnologia, que consistiu na possibilidade de transferir a segunda produção das plantas tray (de abril/maio) para um período economicamente mais favorável (novembro/fevereiro), revelou-se impraticável não devendo os produtores conservar as plantas tray em frio, após a primeira produção. O longo período de conservação das plantas em frio (8 meses) reduz a capacidade reprodutiva quando replantadas em setembro. A inovação proposta não é exequível.
  2. Cultura da framboesa
    No caso da cultura da framboesa, o estudo da inovação proposta obteve um assinalável sucesso. O objetivo dos campos de demonstração foi avaliar o impacto provocado pelo armazenamento das plantas em câmara frigorífica, provenientes de viveiros distintos de Portugal e da Holanda. Verificou-se que as plantas mais saudáveis e que obtiveram maior produção, foram aquelas que permaneceram menos tempo na câmara frigorífica. Estas plantas eram mais vigorosas, menos suscetíveis a doenças, tinham maior número de laterais frutíferos e o seu sistema radicular estava em melhores condições, uma vez que o curto tempo de armazenamento não foi suficiente para esgotar as reservas energéticas de amido, ao contrário das plantas armazenadas durante 42 e 46 semanas. Os campos piloto do GO permitiram provar que a produção de long- canes em Portugal é uma atividade muito promissora que permitirá ao país reduzir a importação de material vegetal de viveiros do norte da europa e inclusive exportar para países terceiros plantas com elevado potencial produtivo. A região norte (Santo Tirso) provou ser a melhor região, das estudadas, para a instalação dos viveiros de long-canes.
  3. Cultura da amora
    Foi realizada a cultura de amora de silva na tecnologia long-cane na região de Odemira, zona climaticamente muito diferenciada em unidades de calor em relação à região do Algarve e onde a produção de amoras no período de inverno ainda não é pouco realizada pelos produtores da região. Assim, foi instalado um campo piloto em que foi estudada a otimização da produção e qualidade da amora através da gestão correta dos lançamentos de segundo ano mantidos em câmara frigorífica. Foi avaliado o efeito da variação da densidade de lançamentos (6, 8, 10, e 12 lançamentos por vaso) e do espaçamento entre vasos (0,50; 0,70; 0,85 e 1,00 m com uma densidade de 12 lançamentos) nos parâmetros produtivos e biométricos da cultura. Embora não tenha sido possível a quantificação das horas de frio e unidades de calor para a cultura da amora neste sistema foi possível identificar a região do sudoeste alentejano como uma região produtora de amoras durante o período de inverno. São necessários mais estudos sobre a condução das plantas no viveiro pois condicionam toda a produtividade futura.
  4. Cultura do mirtilo
    Foi estudada a utilização de diferentes coberturas para estender a época de produção de mirtilo no Sudoeste Alentejano para períodos de maior valorização comercial do produto. Acompanhou-se o efeito destas na fenologia e período de colheita, na biometria, no rendimento e na qualidade de diferentes cultivares de mirtilo, bem como na alteração das características do ambiente luminoso dos túneis. Usaram-se coberturas de polietileno, rede branca temporária e rede cinzenta permanente, e estudou-se o seu efeito em 5 cultivares, Star, Gupton e Alix Blue (Southern Highbush Blueberry), a Legacy, (Northern Highbush Blueberry) e a Sky Blue (Rabbiteye). O polietileno promoveu um adiantamento da fenologia, de forma bastante generalizada (até 8 dias na antecipação da colheita e concentração desta nas primeiras datas), enquanto as redes branca e cinzenta conduziram a um atraso no desenvolvimento da cultura, prolongando até duas semanas o período de colheita, com maior escalonamento da produção.
  5. Cultura de espécies endémicas de amora
    Não seria possível no âmbito de um projeto com uma escala temporal tão limitada a introdução de espécies que apenas se encontram em natureza e que nunca foram trabalhadas do ponto de vista do melhoramento. Os problemas identificados foram o calibre nas amoras de silva, mas que pode ser ultrapassado com o ecótipo de Rubus ulmifolius do Arrepiado que possuiu grande calibre. Para a espécie Corema album foram identificados o calibre, tamanho e dureza da semente e a cor translúcida. Os clones recolhidos na região da Comporta e Aldeia do Meco são os que apresentam melhores características morfológicas e maior calibre devendo ser realizado um estudo mais profundo nestas populações.
  6. Divulgação de resultados
    Os dados referentes aos múltiplos campos de demonstração, campos piloto e ensaios foram sendo publicados, através de um esforço conjugado de toda a equipa e dos sete alunos de mestrado do Instituto Superior de Agronomia que realizaram as suas teses nos campos do Grupo Operacional. Toda a informação gerada foi divulgada para um público mais geral nas nove ações de demonstração do projeto (que não foram mais, dada a situação pandémica) e em revistas técnicas portuguesas e em eventos técnico-científicos. A síntese final de todos os trabalhos é apresentada no manual de tecnologias de produção de pequenos frutos (no prelo).

Ações de demosnstração:

1ª Ação de Demonstração – Morango: realizou-se no passado dia 22 de fevereiro na Campina Produção Agrícola, Lda - Olhão.

2ª Ação de Demonstração – Framboesa: realiza-se dia 15 de março no Auditório da Associação de beneficiários do Mira, Odemira.

3ª Ação de Demonstração "Produção de morango e amora na tecnologia tray e long-cane" – Morango/Amora:realiza-se dia 6 de abril na Campina Produção Agrícola, Lda - Olhão/ Beirabaga - Tavira.  

4.ª Ação de Demonstração - Amora no II Encontro Nacional de produtores de Amora: realiza-se dia 14 de abril em Vieira do Minho.  

Seminário "Desafios e Inovação" - COTHN - 7 de setembro (Agroglobal)

5ª Ação de Demonstração - Decorreu no dia 18 de janeiro de 2019 em Olhão. Esta ação tem como objetivos a apresentação dos resultados do 1º ano do Campo de Demonstração, a análise da tecnologia de produção com plantas ‘tray’ e a visita ao Campo-Piloto instalado na empresa- parceiro Campina Produção Agrícola.

6.ª Ação de Demonstração - Decorrerá no dia 9 de maio de 2019 em Odemira. Dedicada à produção de framboesa em lançamentos de segundo ano (long cane), onde serão apresentados os resultados do Campo de Demonstração da cultura obtidos no ensaio de 2018 e poderão ser visitados os túneis do Campo Piloto instalado já em 2019. Este ano será possível observar as diferenças entre os lançamentos produzidos em viveiros portugueses, Odemira e S. Tirso, e os obtidos em viveiro na Holanda.

7.ª Ação de Demonstração - Sessão Morango - Campina Produção Agrícola Lda., Olhão, Quinta da Moita Redonda/ Visita ao Campo de Demonstração de Amora

8.ª Ação de Demonstração - Decorrerá no próximo dia 11 de julho no parceiro Mirtisul, Lda, em Grândola, a 8.ª Ação de demonstração do Grupo Operacional Competitive SouthBerries.Decorrerá no próximo dia 11 de julho no parceiro Mirtisul, Lda, em Grândola, a 8.ª Ação de demonstração do Grupo Operacional Competitive SouthBerries. Consulte o programa AQUI.

Resultados do GO divulgados em póster na Cimeira Cimeira Nacional de AgroInovação 2022, realizada 11 e 12 de outubro no Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas - CNEMA, em Santarém. Consulte Póster aqui (pdf)

Este GO foi apresentado no Agri-Innovation Summit 2017. O póster apresentado pode ser visto aqui.