Inovação para a Agricultura

FacebookTwitterGoogle BookmarksRSS Feed
PT EN
  • S12
  • Inovação na Agricultura
  • S7
  • S11
  • S6
  • S2
  • S13
  • S5
  • S14
  • S3
  • S8

SafeApple - Conservação da Qualidade da Maçã de Alcobaça: objetivo resíduos zero

Entidade líder do projeto: INSTITUTO NACIONAL DE INVESTIGAÇÃO AGRÁRIA E VETERINÁRIA IP
Responsável pelo projeto: Claudia Sánchez (claudia.sanchez@iniav.pt)
Site do projeto: https://safeapple.webnode.pt/
Área do plano de ação: Cultura de pomóideas e prunóideas
Parceiros:

ASSOCIAÇÃO DOS PRODUTORES DE MACA DE ALCOBAÇA; CAMPOTEC IN - CONS. E TRANSFORMAÇÃO DE HORTOFRUTÍCOLAS, SA; CENTRO OPERATIVO E TECNOLÓGICO HORTOFRUTÍCOLA NACIONAL; COOPERFRUTAS - COOP PRODUTORES FRUTA E PROD HORTICOLAS DE ALCOBACA CRL; FACULDADE DE CIENCIAS DA UNIVERSIDADE DE LISBOA; FRUBAÇA - COOPERATIVA DE HORTOFRUTICULTORES CRL; FRUTALCOA SOCIEDADE DE AGRICULTURA DE GRUPO LDA; GRANFER - PRODUTORES DE FRUTAS, CRL; INSTITUTO SUPERIOR DE AGRONOMIA; SOATI - SOCIEDADE DE AGRICULTURA DE GRUPO LDA


Prioridade do FEADER: P3A) aumento da competitividade dos produtores primários mediante a sua melhor integração na cadeia agroalimentar através de regimes de qualidade, do acrescento de valor aos produtos agrícolas, da promoção em mercados locais e circuitos de abastecimento curtos, dos agrupamentos e organizações de produtores e das organizações interprofissionais;
Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:

Nos últimos anos tem-se verificado uma maior preocupação por parte dos consumidores em relação aos alimentos que consomem. Procuram cada vez mais uma alimentação saudável, saborosa e segura. Existe também uma crescente preocupação com as consequências, tanto ao nível da saúde pública como da poluição ambiental, resultantes da utilização excessiva de químicos. A isto acrescenta-se a grande dificuldade de exportar para países com legislações muito rigorosas em relação aos resíduos mínimos permitidos. Assim, torna-se necessária uma mudança de atitude no sentido de procurar soluções alternativas aos químicos, que permitam incrementar a oferta de produtos vegetais frescos de qualidade, com resíduos mínimos ou zero. A maçã constitui a principal cultura permanente em Portugal continental, seguida pela laranja, pêra e estima-se que nos próximos anos a sua produção irá aumentar. Na campanha 2015, a produção de maçã alcançou as 340 mil toneladas, representando um aumento de 25%, face ao ano anterior devido especialmente à entrada em produção das novas plantações que se têm realizado.

Atualmente existem no país 4 indicações geográficas protegidas para a maçã, das quais a “Maçã de Alcobaça” representa 25% do total da produção nacional. A maçã de Alcobaça é associada a uma qualidade superior e a um sabor característico resultante das condições edafoclimáticas da respetiva região de produção, tendo uma elevada procura no mercado nacional e internacional. Neste contexto, mediante a utilização demetodologias de vertente mais ecológica,já estudadas e desenvolvidas à escala laboratorial, pretende-seconservar as características de qualidade diferenciadoras da maçã de Alcobaça, durante um período de tempo mais prolongado. Desta maneira, pretende-se também  devido a que a disponibilidade de frutos frescos de elevada qualidade e segurança, durante mais tempo, permitirá aumentar o volume de exportação e conquistar novos nichos de mercado.      


Objetivos visados:

O objetivo principal consiste na conservação a longo prazo dos atributos de qualidade da maçã de Alcobaça, visando a obtenção de frutos com resíduos zero ao nível da aplicação de produtos na pós-colheita. Para cumprir este objetivo propõe-se:

- Avaliar a influência de diversas técnicas culturais e tratamentos de pré-colheita, na resistência do fruto às alterações fisiológicas e patologias, durante o período de conservação: Frubaça – ensaio de rega, fertilização e aplicação de cálcio (2 pomares de maçãs da variedade Gala) Granfer e INIAV - ensaio de polinização (1 pomar de Gala de cada parceiro)

- Aplicar metodologias para a conservação de longa duração (6-8 meses) nomeadamente: atmosferas controladas (AC), 1-metilciclopropeno (1-MCP) atmosferas controladas dinâmicas (ACD): Campotec (4 ensaios em AC e 2 ensaios em ACD), Cooperfrutas (2 ensaios em ACD, em que um deles combina frutos tratados com 1-MCP e Frubaça (4 ensaios com 1-MCP e 2 com AC);

- Aplicar tratamentos de pós-colheita alternativos aos químicos, tais como: soluções de cálcio, revestimentos bioativos e tratamentos térmicos moderados. Ensaios à escala piloto: câmaras do INIAV e do ISA Ensaios à escala industrial: Campotec, Cooperfrutas e Frubaça (1 palote/tratamento e respetivos controlos);

- Aumentar o tempo de vida de prateleira. Será avaliada a influência de cada um dos tratamentos aplicados na qualidade dos frutos durante o tempo de prateleira (INIAV e ISA).

De uma forma geral, mediante a otimização da aplicação das técnicas culturais pretende-se aumentar a resistência intrínseca dos frutos ao desenvolvimento de patologias e fisiopatias favorecendo assim a capacidade de conservação dos mesmos. Isto, aliado à utilização de metodologias de conservação alternativas aos químicos, permitirá obter um produto diferenciado, com resíduos zero ao nível de aplicação de produtos na pós-colheita. Todos este aspetos, traduzem-se numa valorização acrescida do produto, devido ao reconhecimento de garantia de qualidade e de segurança por parte do consumidor, o que também permitirá aumentar quotas de mercado e de penetração em segmentos de mercado diferenciados.    


Sumário do plano de ação:

Pretende-se conservar a longo prazo a qualidade nutricional, funcional e organoléptica da maçã de Alcobaça, visando a obtenção de um produto com elevados padrões de qualidade gustativa e segurança. De uma forma geral, mediante a optimização da aplicação das técnicas culturais, pretende-se aumentar a resistência intrínseca dos frutos ao desenvolvimento de patologias e fisiopatias, favorecendo assim a capacidade de conservação dos mesmos. Isto, aliado à utilização de metodologias de conservação alternativas aos químicos, permitirá obter um novo produto, diferenciado, com resíduos zero ao nível de aplicação de produtos na pós-colheita. Todos estes aspectos traduzem-se numa valorização acrescida do produto, devido ao reconhecimento de garantia de qualidade e de segurança por parte do consumidor, o que também permitirá aumentar quotas de mercado e de penetração em segmentos de mercado diferenciados.


Pontos de situação / Resultados:

Apresentação do GO Safeapple no Colóquio sobre Inovação Hortofrutícola, iniciativa promovida pelo COTHN, no dia 16 de novembro de 2018.

Sessão de divulgação do GO no âmbito da 4ª Sessão de Divulgação em Fruticultura, no INIAV em Alcobaça, 12 de dezembro de 2019 - programa.