Inovação para a Agricultura

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SafeApple - Conservação da Qualidade da Maçã de Alcobaça: objetivo resíduos zero

Entidade líder do projeto: INSTITUTO NACIONAL DE INVESTIGAÇÃO AGRÁRIA E VETERINÁRIA IP
Responsável pelo projeto: Claudia Sánchez (claudia.sanchez@iniav.pt)
Site do projeto: https://safeapple.webnode.pt/
Área do plano de ação: Cultura de pomóideas e prunóideas
Parceiros:

ASSOCIAÇÃO DOS PRODUTORES DE MACA DE ALCOBAÇA; CAMPOTEC IN - CONS. E TRANSFORMAÇÃO DE HORTOFRUTÍCOLAS, SA; CENTRO OPERATIVO E TECNOLÓGICO HORTOFRUTÍCOLA NACIONAL; COOPERFRUTAS - COOP PRODUTORES FRUTA E PROD HORTICOLAS DE ALCOBACA CRL; FACULDADE DE CIENCIAS DA UNIVERSIDADE DE LISBOA; FRUBAÇA - COOPERATIVA DE HORTOFRUTICULTORES CRL; FRUTALCOA SOCIEDADE DE AGRICULTURA DE GRUPO LDA; GRANFER - PRODUTORES DE FRUTAS, CRL; INSTITUTO SUPERIOR DE AGRONOMIA; SOATI - SOCIEDADE DE AGRICULTURA DE GRUPO LDA


Prioridade do FEADER: P3A) aumento da competitividade dos produtores primários mediante a sua melhor integração na cadeia agroalimentar através de regimes de qualidade, do acrescento de valor aos produtos agrícolas, da promoção em mercados locais e circuitos de abastecimento curtos, dos agrupamentos e organizações de produtores e das organizações interprofissionais;
Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:

Nos últimos anos tem-se verificado uma maior preocupação por parte dos consumidores em relação aos alimentos que consomem. Procuram cada vez mais uma alimentação saudável, saborosa e segura. Existe também uma crescente preocupação com as consequências, tanto ao nível da saúde pública como da poluição ambiental, resultantes da utilização excessiva de químicos. A isto acrescenta-se a grande dificuldade de exportar para países com legislações muito rigorosas em relação aos resíduos mínimos permitidos. Assim, torna-se necessária uma mudança de atitude no sentido de procurar soluções alternativas aos químicos, que permitam incrementar a oferta de produtos vegetais frescos de qualidade, com resíduos mínimos ou zero. A maçã constitui a principal cultura permanente em Portugal continental, seguida pela laranja, pêra e estima-se que nos próximos anos a sua produção irá aumentar. Na campanha 2015, a produção de maçã alcançou as 340 mil toneladas, representando um aumento de 25%, face ao ano anterior devido especialmente à entrada em produção das novas plantações que se têm realizado.

Atualmente existem no país 4 indicações geográficas protegidas para a maçã, das quais a “Maçã de Alcobaça” representa 25% do total da produção nacional. A maçã de Alcobaça é associada a uma qualidade superior e a um sabor característico resultante das condições edafoclimáticas da respetiva região de produção, tendo uma elevada procura no mercado nacional e internacional. Neste contexto, mediante a utilização demetodologias de vertente mais ecológica,já estudadas e desenvolvidas à escala laboratorial, pretende-seconservar as características de qualidade diferenciadoras da maçã de Alcobaça, durante um período de tempo mais prolongado. Desta maneira, pretende-se também  devido a que a disponibilidade de frutos frescos de elevada qualidade e segurança, durante mais tempo, permitirá aumentar o volume de exportação e conquistar novos nichos de mercado.      


Objetivos visados:

O objetivo principal consiste na conservação a longo prazo dos atributos de qualidade da maçã de Alcobaça, visando a obtenção de frutos com resíduos zero ao nível da aplicação de produtos na pós-colheita. Para cumprir este objetivo propõe-se:

- Avaliar a influência de diversas técnicas culturais e tratamentos de pré-colheita, na resistência do fruto às alterações fisiológicas e patologias, durante o período de conservação: Frubaça – ensaio de rega, fertilização e aplicação de cálcio (2 pomares de maçãs da variedade Gala) Granfer e INIAV - ensaio de polinização (1 pomar de Gala de cada parceiro)

- Aplicar metodologias para a conservação de longa duração (6-8 meses) nomeadamente: atmosferas controladas (AC), 1-metilciclopropeno (1-MCP) atmosferas controladas dinâmicas (ACD): Campotec (4 ensaios em AC e 2 ensaios em ACD), Cooperfrutas (2 ensaios em ACD, em que um deles combina frutos tratados com 1-MCP e Frubaça (4 ensaios com 1-MCP e 2 com AC);

- Aplicar tratamentos de pós-colheita alternativos aos químicos, tais como: soluções de cálcio, revestimentos bioativos e tratamentos térmicos moderados. Ensaios à escala piloto: câmaras do INIAV e do ISA Ensaios à escala industrial: Campotec, Cooperfrutas e Frubaça (1 palote/tratamento e respetivos controlos);

- Aumentar o tempo de vida de prateleira. Será avaliada a influência de cada um dos tratamentos aplicados na qualidade dos frutos durante o tempo de prateleira (INIAV e ISA).

De uma forma geral, mediante a otimização da aplicação das técnicas culturais pretende-se aumentar a resistência intrínseca dos frutos ao desenvolvimento de patologias e fisiopatias favorecendo assim a capacidade de conservação dos mesmos. Isto, aliado à utilização de metodologias de conservação alternativas aos químicos, permitirá obter um produto diferenciado, com resíduos zero ao nível de aplicação de produtos na pós-colheita. Todos este aspetos, traduzem-se numa valorização acrescida do produto, devido ao reconhecimento de garantia de qualidade e de segurança por parte do consumidor, o que também permitirá aumentar quotas de mercado e de penetração em segmentos de mercado diferenciados.    


Sumário do plano de ação:

Pretende-se conservar a longo prazo a qualidade nutricional, funcional e organoléptica da maçã de Alcobaça, visando a obtenção de um produto com elevados padrões de qualidade gustativa e segurança. De uma forma geral, mediante a optimização da aplicação das técnicas culturais, pretende-se aumentar a resistência intrínseca dos frutos ao desenvolvimento de patologias e fisiopatias, favorecendo assim a capacidade de conservação dos mesmos. Isto, aliado à utilização de metodologias de conservação alternativas aos químicos, permitirá obter um novo produto, diferenciado, com resíduos zero ao nível de aplicação de produtos na pós-colheita. Todos estes aspectos traduzem-se numa valorização acrescida do produto, devido ao reconhecimento de garantia de qualidade e de segurança por parte do consumidor, o que também permitirá aumentar quotas de mercado e de penetração em segmentos de mercado diferenciados.


Pontos de situação / Resultados:

Apresentação do GO Safeapple no Colóquio sobre Inovação Hortofrutícola, iniciativa promovida pelo COTHN, no dia 16 de novembro de 2018.