Inovação para a Agricultura

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VITISHIDRI - Estratégias para a gestão do stress hídrico da vinha no Douro Superior

Entidade líder do projeto: AFUVOPA- ASSOCIAÇÃO DE FRUTI. VITI. E OLIVI. DO PLANALTO DE ANSIÃES
Responsável pelo projeto: João Gonçalves
Área do plano de ação: Viticultura
Parceiros:

ACRIGA - ASSOCIACAO DE CRIADORES DE GADO E AGRICULTORES; AMENDOACOOP COOPERATIVA DE PRODUTORES DE AMENDOA DETORRE DE MONCORVO CRL; ANA CATARINA GONÇALVES VIEIRA DE CASTRO;  CASA AGRICOLA-VALES DONA AMELIA, LDA; CAVES DA QUINTA DO POCINHO,UNIPESSOAL LDA; CENTRO DE GESTÃO DA EMPRESA AGRÍCOLA ENTRE DOURO E CÔA; H. ABRANTES - DOURO WINES, LDA; INSTITUTO POLITECNICO DE BRAGANÇA;  MARIA BRASILINA TEIXEIRA BARBOSA; MARIA TEREZA DE JESUS BARROSO PEGADO FRIAS LOPES MONTEIRO; MEIRELES D`OURO - SOCIEDADE AGRICOLA E COMERCIAL LDA; UNIVERSIDADE DE TRÁS OS MONTES E ALTO DOURO


Prioridade do FEADER: P4) Restaurar, preservar e melhorar os ecossistemas ligados à agricultura e à silvicultura;
Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:

A importância da viticultura Portuguesa é uma realidade desde do ponto de vista económico, social, ambiental e cultural. A região do Douro (inclui as Denominações de Origem Douro e Porto) é a Região Demarcada mais antiga do mundo a ser regulamentada por lei e foi designada Património Mundial pela UNESCO desde 2001. Além disso é atualmente a principal região vitícola do país em termos de produção de vinho e área de vinha (150 milhões de litros e 45 000 ha) (IVV, 2015). A principal causa da redução do crescimento e produtividade da vinha nas regiões de clima mediterrânico é o stresse hídrico, mais ou menos exacerbado por stresse luminoso e stresse térmico, devido ao efeito no balanço entre o crescimento de órgãos vegetativos e reprodutivos (Chaves et al., 2010), Geerts and Raes 2009; Malheiro et al., 2011). A manutenção de um equilíbrio adequado entre o crescimento dos lançamentos (vigor) e a produção e maturação das uvas é um dos maiores desafios da gestão das práticas culturais da vinha, em ordem à sua sustentabilidade económica e ambiental. O uso da água na vinha é função, entre outros fatores ambientais e vitícolas, da água utilizável do solo, do porta-enxerto/casta e da forma de condução selecionada. Em zonas semi-áridas ou áridas, com moderados a severos períodos de seca, a rega pode ser controlada, usando práticas de elevada eficiência como a rega deficitária regulada ou a rega de parte da zona radicular (Intrigliolo e Castel, 2008). A agravar o défice hídrico característico do ambiente mediterrânico, as previsíveis alterações climáticas têm o potencial para influenciar a viticultura, tal como a conhecemos atualmente. Em regiões onde o período estival já é atualmente muito quente e seco, como é o caso do Douro Superior, serão ainda mais frequentes, a ocorrência de acidentes fisiológicos, as paragens da maturação, bem como a entrada em sobre-maturação, que poderão influenciar a variabilidade inter-anual da produção e qualidade. Uma outra estratégia de adaptação às condições ambientais extremas é a seleção adequada da forma de condução e sistema de poda. O sistema de poda mais amplamente utilizado na Região do Douro é o cordão, unilateral ou bilateral, que é relativamente simples de instalar, adaptado à mecanização e usado em ampla gama de castas. Embora a aparente simplicidade e adaptabilidade do cordão possa ser evidente, é argumentado que uma forma de condução com um tronco mais baixo, como o ‘Guyot’ pode ser mais adequada, particularmente nas áreas mais secas e quentes, como o Douro Superior, onde era tradicionalmente utilizado antes da adopção da mecanização. Acresce, que as videiras em ‘Guyot’ são menos sensíveis a doenças do lenho, devido a menor sobreposição de cortes da poda, o que geralmente acarreta a uma maior longevidade das videiras (Magalhães, 2008). Face ao exposto é urgente desenvolver estudos que possam contribuir para avanços no conhecimento que permitam esclarecer e mitigar os efeitos na vinha do stresse hídrico e da gestão da parede de vegetação, os quais podem comprometer mais ou menos acentuadamente o seu desenvolvimento e a qualidade da produção.

Assim, o presente Grupo Operacional (GO) pretende avaliar o efeito da implementação de práticas ao nível da condução da vinha, comparando sistemas de poda (Guyot e cordão) e fazendo a gestão da área foliar através de intervenções em verde e de gestão do stress hídrico com adoção de estratégias de rega deficitária, visando a melhoria do uso eficiente da água, a otimização do rendimento e da qualidade das uvas e sustentabilidade ambiental.


Objetivos visados:

Com este Grupo Operacional (VitisHidri) pretende-se:

(1) responder aos problemas identificados pelos utilizadores finais (os produtores) e

(2) promover a sustentabilidade do setor vitivinícola, em sub-regiões como o Douro Superior, de forma a garantir a tipicidade do produto final (o vinho) e a sua rentabilidade.

Neste sentido definiram-se os seguintes objetivos específicos:

i) Implementação de dois campos de demonstração (Carrazeda de Ansiães-Sra. da Ribeira e Foz Côa-Pocinho) das tecnologias culturais, que são alvo do plano de ação, para a divulgação, informação e incorporação dos resultados pelos beneficiários principais. Nestes campos pretende-se:

ii) Estudar a resposta da videira a nível fisiológico, bioquímico, vitícola e enológico em vinhas conduzidas em cordão unilateral e ‘Guyot’, com diferentes áreas da superfície foliar exposta, modificando a altura da sebe;

iii) Avaliar as necessidades hídricas da cultura ao longo do ciclo e suas respostas a diferentes estratégias de rega deficitária; Adicionalmente pretende-se:

iv) Fazer a seleção de 5 vinhas/viticultores (3 na região de Carrazeda de Ansiães e 2 na região de Foz Côa), em que são utilizadas as práticas vitícolas convencionais e que visam fornecer dados comparativos (agronómicos e económicos) com os 2 campos experimentais;

v) Determinar a eficiência do uso da água em termos de produção unitária das estratégias implementadas e as possíveis interações entre as diferentes práticas culturais;

vi) Avaliar o impacto económico das ações implementadas através da realização de contas de cultura para cada situação (campos experimentais e restantes 5 vinhas) e do cálculo de indicadores de viabilidade financeira;

vii) Demonstrar e divulgar os resultados dos ensaios experimentais aos produtores e demais agentes do sector vitivinícola, através da realização de Seminários e Dias Abertos com ações de demonstração aos viticultores, conduzidas nos campos experimentais/demonstração.


Sumário do plano de ação:

Iniciativa a desenvolver pretende-se avaliar e demonstrar o efeito da implementação de práticas ao nível da condução da vinha, comparando sistemas de poda (Guyot e cordão) e fazendo a gestão da área foliar através de intervenções em verde e da rega com adopção de estratégias de rega deficitária, visando a melhoria do uso eficiente da água e a otimização do rendimento e da qualidade das uvas.


Pontos de situação / Resultados:

Em início de atividade.