Inovação para a Agricultura

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HubRam

  • Entidade líder do projeto: DGAV - Direção Geral de Alimentação e Veterinária
  • Responsável pelo projeto: Andrea Cara d’ Anjo
  • Site do projeto: Visitar sítio Web
  • Parceiros:
    • INIAV - Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, I.P.
    • FMV - Faculdade de Medicina Veterinária
    • ICBAS - Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar
    • FPAS - Federação Portuguesa de Associações de Suinicultores
    • IACA - (Associação Portuguesa dos Alimentos Compostos para Animais
    • Nomad Consulting
    • AYA Soluções Digitais
    • Suinisado
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  • Breve descrição:

    O HubRam é um projeto intersectorial e transdisciplinar que inclui disciplinas como a Biotecnologia, Big Data, Bioinformática, Ciências Agrárias e Biossegurança.

    Tem o propósito de criar um Hub de análise de dados que contribuam para o entendimento e definição do combate à Resistência aos Antimicrobianos (RAM), procura a definição de indicadores e análise de tendências deste problema, que sendo multifatorial transversal requer urgentemente a avaliação das políticas implementadas no terreno, que nos permitam, de forma sustentável, alcançar metas de curto e médio prazo definidas pela Estratégia do Prado ao Prato.

    Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:

    Os antimicrobianos são um pilar fundamental da medicina moderna e constituem atualmente a base do tratamento das infeções bacterianas quer no ser humano, quer em animais. Porém, a eficácia destes tratamentos tem vindo a ficar comprometida e levantar crescentes preocupações devido ao efeito da resistência dos microrganismos a estes medicamentos. A RAM é um flagelo mundial, uma vez que estão em causa agentes microbianos que são ameaças à saúde humana e animal com consequências graves no aumento de morbilidade, mortalidade e custos dos cuidados de saúde e sociais associados. De acordo com o Relatório do ECDC 2022, a RAM continua a ser uma grande preocupação de saúde pública, com estimativas da União Europeia/Área Económica Europeia (UE/EEE) em que anualmente mais de 670.000 infeções são devido a bactérias resistentes a antibióticos e cerca de 33.000 pessoas morrem como consequência direta. OECD 2019, indica que o custo estimado nos sistemas de saúde dos países da UE/EEE relacionados com a RAM ronda os 1,1 bilhão de euros.

    A análise de risco de microrganismos RAM é multifatorial devido à sua complexidade biológica, aos aspetos multidisciplinares associados à cadeia de produção de alimentos, ao desenvolvimento, seleção e disseminação dessas resistências, bem como à dificuldade de identificar estratégias apropriadas de gestão de risco. Tratando-se de um fenómeno natural (RAM), a sua evolução tem vindo a ser acelerada pela utilização de antimicrobianos (uso abusivo ou excessivo) e por práticas deficientes no que se refere à prevenção da infeção, entre outros aspetos. Neste contexto, diversas agências europeias têm vindo a criar grupos de trabalho que alertam para necessidade de incrementar os esforços na área da investigação, e a criação de estruturas essenciais para que esta seja possível e promovida, com o objetivo de dar suporte a uma melhor estratégia de combate à RAM.

    O acompanhamento destes indicadores é a ferramenta de apoio à decisão das políticas nacionais a definir e implementar. Por outro lado, também a comunidade científica necessita da identificação e sistematização desta informação multifatorial, para o estudo de novos fenómenos de transmissão e de tendências, entre outros, das resistências dos microrganismos entre animais (de produção incluindo aquacultura, animais selvagens, de companhia), o Homem e o Ambiente; o que só é possível através de uma plataforma de abrangência nacional agregadora de Big Data no âmbito da RAM, devidamente integrada com as plataformas congéneres a nível nacional, europeu e internacional.

     

  • Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:

    O projeto HubRAM foi estruturado e obteve financiamento no âmbito da Agenda de investigação e inovação para a sustentabilidade da agricultura, alimentação e agro-indústria (AAA), a qual instigou a procura de medidas/soluções para várias problemáticas transversais ao ecossistema da Agricultura, da Alimentação e da Agro-indústria, como é o caso da problemática da resistência aos anti-microbianos (RAM).

     

  • Objetivos visados:

    Criar um Hub de análise de dados que contribuam para o entendimento e definição do combate à Resistência aos Antimicrobianos (RAM), procurando ainda, a definição de indicadores e análise de tendências.

     

  • Sumário do plano de ação:

    Linha de Ação 2.2. Metodologias de vigilância: harmonizar abordagens metodológicas, procedimentos operacionais e indicadores utilizados por diferentes entidades na monitorização de zoonoses, doenças da via alimentar e RAM

    Linha de Ação 2.3. Desenho e implementação de intervenções de reforço do uso responsável de antimicrobianos em agropecuária

    Linha de Ação 2.4 Integração de sistemas: reforçar a interoperabilidade e a gestão de sistemas epidemiológicos de vigilância e controlo, para melhorar a resposta dos organismos da Administração Pública ao impacto de potenciais zoonoses e outras ameaças.

    Linha de Ação 2.5. Avaliação de indicadores: desenvolver aplicações para a avaliação remota de indicadores de saúde humana, saúde animal, fitossanidade e higiene ambiental

     

  • Pontos de situação / Resultados:

    O projeto foi concluído em Março de 2026.As atividades foram desenvolvidas no âmbito das linhas de ação do projeto, mas visionando as ações de sustentabilidade e apoio à temática central do projeto, a Resistência aos Antimicrobianos (RAM). Três das atividades foram Projetos Piloto desenhados para acompanhar 3 espécies de produção distintas – suínos, aves e bovinos. Na fase inicial de execução do projeto foi necessário proceder a ajustes e redesenhar a abordagem no que disse respeito às aves, foi encontrada uma solução diferente, mas que se revelou como muito enriquecedora do projeto na sua globalidade. No processo foram feitos ajustes e adaptação dos cronogramas adequadamente. Nas atividades de desenvolvimento de plataformas IT foram fundamentais os parceiros IT: AYA; NOMAD e colaboração Ambidata; também a Academia: FMV e ICBAS; Laboratório referência: INIAV; InovtechAgro; Associações do setor: IACA; Suinisado; em termos de colaboração informal, mas muito enriquecedora, o Grupo Jeronimo Martins, através do projeto Best Farmer.

    Contabilizamos cerca de 44 colaboradores diretamente envolvidos nos trabalhos, 16 dos quais pertencentes à DGAV.

    A coordenação das 8 equipas foi feita de acordo com as exigências determinadas pelos cronogramas do projeto, pelas necessidades de adaptação e também pela necessidade de interação transversal entre as diferentes constituições de cada equipa. Foi nomeado um coordenador por equipa e foi feito um acompanhamento dedicado ao ponto e evolução dos trabalhos de cada um. Foram feitas reuniões anuais de acompanhamento e de trabalho direcionado, bem como reuniões frequentes de execução.

    Considera-se que os objetivos foram alcançados na sua generalidade, com a criação da plataforma HubRam e com a produção dos relatórios em PowerBI que permitem analisar os dados obtidos na vigilância oficial entre 2014 e 2024. Os dados destes relatórios encontram-se atualmente em fase de validação científica, concluída esta etapa, serão publicados, conforme o respetivo destino, na área pública do HubRAM ou na área restrita a acesso.

    Ainda no âmbito do projeto HUBRAM, orientado para a vertente das Resistências aos Antimicrobianos, foi possível desenvolver um trabalho de melhoria contínua da plataforma PEMV (Prescrição Eletrónica Médico Veterinária), e também o robustecer do seu alcance por parte dos utilizadores através de desenvolvimentos específicos. Estas melhorias e esta adaptação permitirão utilizar a PEMV de uma forma mais costumizável, em função das necessidades existentes em cada setor de produção.