3C - Cooperar em Circuitos Curtos
- Entidade líder do projeto: ADER-SOUSA - Associação de Desenvolvimento Rural das Terras do Sousa
- Responsável pelo projeto: José Sousa Guedes
- Medida: Medida 10 LEADER - 10.3.1 - Cooperação Interterritorial e Transnacional dos GAL
- Site do projeto: Visitar sítio Web
- Parceiros:
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ADREPES
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ATAHCA
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DUECEIRA
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LEADER OESTE
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RAIA HISTÓRICA
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- Breve descrição:
Palavras-chave: Comércio de proximidade, alimentação saudável, comércio justo, compromisso, resíduos e reutilização, agricultura sustentável, sistemas alimentares locais, segurança alimentar, soberania alimentar, economia circular.
O presente projeto pretende essencialmente aumentar do número de produtores envolvidos e, consequentemente aumentar a quantidade de produtos vendidos, o que passará também pelo aumento de novos locais para entrega de cabazes.
Por outro lado, consideramos que a metodologia deve continuar a ser alargada a novos territórios, pelo que envolve associações de desenvolvimento local que nunca trabalharam o PROVE e reconhecem a sua importância.
Finalmente, o projeto tem abordagens inovadoras, designadamente no modelo de comércio electrónico e na plataforma de software que foram criados, mas que actualmente necessitam de ser actualizados e renovados de modo à necessária adaptação a um modelo mais intuitivo e com novas funcionalidades de gestão que permitam abranger outras tipologias e modalidades de venda directa (ex. fornecimento a cozinhas colectivas, entregas ao domicílio, possibilidade do consumidor selecionar cabazes personalizados, maior interacção com os consumidores através da optimização da ligação com as várias redes sociais e aproveitamento do marketing digital, etc.), na implementação de técnicas que estimulam a economia circular, de verificação da qualidade dos produtos e, não menos importante, na sustentabilidade da rede, que passa por transitar toda a gestão processual para os produtores.
- Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:
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1 - Dificuldade de reconhecimento pelos produtores que existe forma de valorizar a sua produção e que a sua actividade pode ser bem recompensada financeira e socialmente. Incapacidade para organizar a produção em função do mercado e estabelecer a ligação ao mesmo. Mesmo nos territórios em que os circuitos curtos já estão implementados, ainda há muitos produtores que não os conhecem, tendo grandes dificuldades em lidar com os clientes, assim como perceber que com a sua pequena exploração é possível obter um rendimento, ainda que complementar, e valorizar a sua actividade.
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2 - Para se ser conhecido, há necessidade de utilizar as “novas” ferramentas, mas também utilizar o contacto pessoal e estabelecer o compromisso entre consumidor / produtor / parceiros, designadamente aqueles que cedem / facilitam espaços para a entrega dos cabazes, sendo necessário material de divulgação para se passar a mensagem. Cada vez mais os consumidores utilizam a internet para aquisição de produtos/serviços, sendo por isso, para todas as empresas, cada vez mais necessário ter um site interactivo, fácil de usar, que possibilite a divulgação eficiente dos seus produtos/serviços. A produção agrícola não é diferente, pelo que necessita de divulgar os seus produtos junto do consumidor, principalmente se pretende fazer a sua comercialização de forma directa. Por outro lado, o site existente já tem mais de 15 anos, pelo que não responde às actuais necessidades nem utiliza os softwares mais modernos, ficando muito aquém dos resultados que se poderão ter com as ferramentas agora disponíveis. No entanto, quer a produção de material de divulgação, quer a criação de um site, a sua divulgação e manutenção, exigem um grande esforço financeiro, que não está ao alcance individual e não se justifica apenas com um produtor.
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3 - Cerca de 40% dos resíduos que os portugueses depositam nos contentores de lixo indiferenciado corresponde a bio-resíduos, principalmente restos de alimentos, que posteriormente são colocados em aterros, podem ser valorizados para produção de energia, biogás ou composto útil para a agricultura. Feitas as contas, a Zero estima que "sejam desperdiçados 100 milhões de euros por ano em matérias fertilizantes orgânicas" que poderiam ser utilizadas a baixo custo pelos agricultores, numa área em que Portugal compra mais ao estrangeiro do que aquilo que vende. A associação ambientalista concluiu que dos 1,86 milhões de toneladas de bio-resíduos presentes nos resíduos sólidos urbanos nacionais, por ano, mais de 1,3 milhões de toneladas continuam a ser encaminhados para aterros e para incineração, enquanto apenas 500 toneladas são valorizadas. Por outro lado, os produtores, cada vez mais, até porque deixaram de ter animais de porte, compram adubos e fertilizantes que incorporam nos solos de forma a corrigir as respectivas necessidades, pelo que as explorações agrícolas estão sempre a “importar” factores de produção, designadamente em termos de fertilização do solo. Em sentido inverso as explorações “exportam” energia através dos produtos vendidos. Por sua vez, os consumidores desperdiçam muita energia quando deitam fora as partes dos produtos agrícolas que não utilizam (bio-resíduos). As plantas que fazem parte da alimentação humana e animal retiram do solo nutrientes que é necessário repor, de modo a manter o seu equilíbrio e fertilidade, o que pode ser feito devolvendo os bio-resíduos tratados e transformados em composto.
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4 - Há um grande desconhecimento por parte dos produtores sobre o que realmente vendem, existindo apenas uma expectativa da qualidade dos seus produtos, mas sem qualquer base científica, ou seja, não têm conhecimento da qualidade e segurança alimentar (nível de perigos biológicos, químicos e físicos) associados aos produtos que vendem, a qual está ligada principalmente às práticas culturais e aos factores de produção que utilizam. Assim, não podem assegurar junto dos consumidores se os seus produtos contêm alguma característica prejudicial ao seu consumo. Igualmente, em caso de realmente existir alguma contaminação, também desconhecem a sua origem, pelo que não saberiam onde deveriam actuar e que práticas e melhorias deveriam implementar.
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5 - Ao longo dos últimos anos, uma das questões que têm sido apontadas pelos produtores é a necessidade de apoio técnico, pois sentem que há técnicas que não dominam, designadamente em termos de práticas mais amigas do ambiente, designadamente soluções para prevenir ou reduzir a ocorrência de doenças e pragas. Por outro lado, há práticas relativas à utilização do solo e água que têm de ser melhoradas de forma a preservá-los e, no caso da água, a reduzir o seu consumo. De igual forma há práticas recomendadas, tais como o Codex Alimentarius, o Global GAP (Good Agricultural Pratctices) e regulamentos (ex.: Reg(CE) n.º 852/2004, sobre a higiene alimentar), que também são pouco conhecidos.
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6 - Os agricultores portugueses, de forma geral, estão muito voltados para si e para os seus problemas, apenas participando na partilha de experiências se estimulados por agentes externos, mas sempre preocupados com o tempo em virtude dos trabalhos agrícolas. Por outro lado, o espírito associativo é normalmente realizado para “recolher” e não para “dar”, havendo pouca participação efectiva nas instituições. Finalmente a criação de websites obriga a pensar na sua sustentabilidade para que continuem activos, devendo ser aqueles que dele beneficiam, os que devem assumir a sua gestão.
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- Objetivos visados:
Contribuir para o reforço de uma estratégia que potencie a produção local, através do reforço da comercialização de circuito curto de produtos agroalimentares, conciliando-a com práticas mais amigas do ambiente e da alimentação saudável, assim como com práticas inovadoras de economia circular.
- Sumário do plano de ação:
A1 – Estimular os produtores agrícolas para os circuitos curtos;
A2 - Divulgação do comércio de proximidade de produtos agrícolas;
A3 – Experimentação da implementação da economia circular com base no comércio de proximidade;
A4 – Criação de um processo de validação dos produtos comercializados, através de procedimentos de análise da qualidade; A5 – Estímulo à adopção de boas práticas de produção;
A6 – Reforço da rede;
A7 – Gestão e avaliação do projecto.
- Pontos de situação / Resultados:
Projecto concluído.
Quanto a resultados propomos a leitura do relatório mas, em resumo, referimos que houve alguns indicadores que não foram atingidos, no entanto, no caso do "Aumento do n.º de produtores que comercializam em circuito curto" e "Aumento do n.º de consumidores que adquirem produtos locais", consideramos que o ponto de partida não era o real, ou seja, a informação obtida do G-PROVE não refletia a real quantidade de produtores e consumidores, pelo que os aumentos perspetivados não eram possíveis de atingir.
Não foi possível verificar os indicadores "Aumento do lixo orgânico que é transformado em composto" e "Redução da aquisição de fertilizantes pelos agricultores" porque não verificamos o ponto de partida mas, considerando os resultados obtidos no indicador “Aumento das explorações agrícolas que realizam a compostagem”, podemos considerar que ambos foram alcançados.
Finalmente o indicador “N.º de produtores e consumidores nos encontros nacionais” ficou a 13 participantes de ser alcançado, o que consideramos muito pouco significativo.
Os restantes 10 indicadores foram alcançados e ultrapassados. Assim, não só pelos indicadores, mas por todos o trabalho desenvolvido por toda a parceria, consideramos que o projeto 3C – Cooperar em Circuitos Curtos foi um sucesso.














