ANTA DE CIMA - SOCIEDADE AGRICOLA, UNIPESSOAL LDA; HERDADE DA ABEGOARIA - SOCIEDADE AGRICOLA LDA; INSTITUTO DA CONSERVAÇÃO DA NATUREZA E DAS FLORESTAS, I.P ; INSTITUTO SUPERIOR DE AGRONOMIA; PEDRO MIGUEL BELO RAMOS COURINHA MARTINS; PEDRO SACADURA TEIXEIRA CABRAL DUARTE DA SILVEIRA; SOCIEDADE AGRICOLA MONTE DA SE LDA; UNAC - UNIÃO DA FLORESTA MEDITERRÂNICA; UNIVERSIDADE DE ÉVORA; VIVEIROS DA HERDADE DA COMPORTA-PRODUÇÃO DE PLANTAS ORNAMENTAIS, LDA
O pinheiro manso (Pinus pinea L.) ocupa em Portugal cerca de 176000 ha, tendo sido a espécie florestal que, de acordo com o inventário florestal nacional, apresentou nos últimos cinco anos o maior incremento (54%) na área arborizada (ICNF, 2013). As zonas de maior produção de pinha concentram-se no Alentejo Litoral e Ribatejo, onde esta assume uma grande fonte de rendimento para os empresários florestais. O aumento recente da área arborizada revela o interesse que esta espécie tem suscitado junto dos proprietários e resulta das medidas implementadas pelos vários Quadros Comunitários de Apoio para instalação de novos povoamentos. Estas medidas vieram contribuir para alterar a composição e estrutura do pinhal manso, surgindo povoamentos equiénios, com densidades mais elevadas e puros, em que o pinhão se tornou o principal produto da exploração. Existem, no entanto, acentuadas variações anuais na produção de pinha, reconhecidas como ciclos de safra e de contra-safra, o que suscita grande preocupação nos agentes da fileira. A ausência de conhecimento dos fatores específicos que determinam estas variações requer que se efetue a avaliação dos fenómenos reprodutivos e se estabeleça a sua relação com os diferentes fatores ambientais e culturais, nomeadamente os que influenciam o estado nutricional e hídrico das árvores. O interesse suscitado pelos produtores na aplicação de fertilizantes e de água aos povoamentos de pinheiro manso para aumentar a produção de pinha e regularizar a sua variabilidade interanual, bem como a falta de informação nestas matérias, justifica a necessidade em desenvolver trabalho experimental na principal região de proveniência, abrangendo povoamentos com características representativas, não só em termos de condução como também de condições edafoclimáticas.
Com o presente Grupo Operacional (GO) pretende-se dar resposta às preocupações da fileira definidas na Agenda Portuguesa de Investigação no Pinheiro manso e Pinhão, nomeadamente quanto à nutrição, fertilização e rega. Assim, constitui objetivo geral deste GO dar início ao ciclo experimental necessário para estabelecer recomendações de fertilização racionais para povoamentos de pinheiro manso em sequeiro e regadio, para utilizar antes da instalação dos povoamentos e para povoamentos em produção, prevendo-se que as mesmas possam vir a ser melhoradas à medida que novos resultados experimentais forem sendo obtidos.
O trabalho experimental e de demonstração a realizar tem como objetivos específicos:
1) Definir as fertilizações a realizar à instalação de novos povoamentos de pinheiro manso de forma a corrigir, antes da plantação das árvores, algumas características do solo que possam prejudicar o desenvolvimento das plantas (como, por exemplo, o excesso de acidez ou os baixos níveis de fósforo e potássio disponíveis no solo);
2) Definir, para povoamentos na fase de produção de pinha, as fertilizações mais adequadas, quer em regime de sequeiro quer de regadio, com base nos resultados das análises de terra, foliar e, sempre que aplicável, da água de rega;
3) Estabelecer valores de referência para interpretação dos resultados da análise foliar para povoamentos de pinheiro manso em produção de pinha, em época específica do seu ciclo, com vista a diagnosticar desequilíbrios nutricionais das árvores, suscetíveis de serem corrigidos através de fertilização racional;
4) Validar critérios de oportunidade de rega para povoamentos em produção nas fases mais críticas do ciclo vegetativo;
5) Definir indicadores biométricos e ecofisiológicos para monitorização de stresses ambientais de povoamentos em produção.
O pinheiro manso (Pinus pinea L.) ocupa em Portugal cerca de 176000 ha, assumindo nalgumas regiões, como o Alentejo Litoral e o Ribatejo, um papel socioeconómico relevante, sobretudo devido ao facto de o pinhão ser um produto de elevada qualidade e valor comercial. Existem, no entanto, acentuadas variações anuais na produção de pinha, desconhecendo-se quais os fatores específicos que as determinam. O interesse suscitado pelos produtores florestais na aplicação de fertilizantes e de água aos povoamentos de pinheiro manso para aumentar a produção de pinha e regularizar a sua variabilidade interanual, bem como a falta de informação nestas matérias, justifica a necessidade em desenvolver trabalho experimental que decorra durante um período temporal alargado nas principais regiões produtoras, abrangendo povoamentos com características representativas, não só em termos de condução como também de condições edafoclimáticas. Neste sentido, os estudos sobre nutrição, fertilização e rega constituem uma prioridade da Agenda Portuguesa de Investigação no Pinheiro manso e Pinhão, sendo urgente dar resposta às preocupações da fileira nesta área. Com o presente grupo operacional pretende-se promover ações de experimentação e demonstração que permitam obter informação para a elaboração de recomendações de fertilização racional para o pinheiro manso em sequeiro e regadio, para utilizar antes da instalação dos povoamentos e para povoamentos em produção, baseadas nos meios de diagnóstico do estado de fertilidade do solo e de nutrição das árvores.
O trabalho a realizar tem como objetivos específicos:
(i) definir as fertilizações a realizar à instalação de novos povoamentos de pinheiro manso de forma a corrigir, antes da plantação das árvores, algumas características do solo que possam prejudicar o desenvolvimento das plantas;
(ii) estabelecer, para povoamentos na fase de produção de pinha, as fertilizações mais adequadas, quer em regime de sequeiro quer de regadio, com base nos resultados das análises de terra, foliar e, sempre que aplicável, da água de rega;
(iii) estabelecer valores de referência para interpretação dos resultados da análise foliar em pinheiro manso em produção, em época específica do seu ciclo, com vista a diagnosticar desequilíbrios nutricionais das árvores, suscetíveis de serem corrigidos através de fertilização racional;
(iv) validar critérios de oportunidade de rega para povoamentos em produção em função das fases mais críticas do ciclo vegetativo;
(v) definir indicadores biométricos e ecofisiológicos para monitorização de stresses ambientais de povoamentos em produção.
Para atingir estes objectivos serão realizados, na principal região do país com pinheiro manso (Proveniência V), dois ensaios de fertilização, um a instalar antes da plantação de um povoamento e outro num povoamento já em produção, em solos cujo estado de fertilidade seja característico das áreas ocupadas com esta espécie. Dar-se-á ainda continuidade à monotorização de parcelas experimentais e de um ensaio de fertirrega já instalado. Serão também acompanhados 30 povoamentos em produção de forma a permitir o estabelecimento de valores foliares de referência. Durante os cinco anos de duração do projeto serão desenvolvidas ações de demonstração, divulgação e disseminação de resultados junto dos agentes da fileira e de técnicos nacionais e estrangeiros.
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