MPBIO - Biofortificação de tomate para processamento industrial e em modo de produção biológico
- Entidade líder do projeto: UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA
- Responsável pelo projeto: Fernando José Cebola Lidon
- Site do projeto: https://sites.fct.unl.pt/bio_tomate_mg_zn_fe/
- Área do plano de ação: Cultura de produtos hortícolas, raízes e tubérculos
- Parceiros:
AGROBIO - ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE AGRICULTURA BIOLÓGICA; ASSOCIAÇÃO DE BENEFICIÁRIOS DO ROXO; CAMPOS DO ROXO, LDA; INSTITUTO NACIONAL DE INVESTIGAÇÃO AGRÁRIA E VETERINÁRIA IP; INSTITUTO POLITECNICO DE BEJA; INSTITUTO SUPERIOR DE AGRONOMIA; QUINTA DO MONTALTO II AGROINDÚSTRIA, LDA; QUINTA DO MONTALTO, LDA
- Prioridade do FEADER: P2A) melhoria do desempenho económico de todas as explorações agrícolas e facilitação da restruturação e modernização das explorações agrícolas, tendo em vista nomeadamente aumentar a participação no mercado e a orientação para esse mesmo mercado, assim como a diversificação agrícola;
- Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:
A biofortificação nutricional de alimentos vem constituindo uma opção na União Europeia, que tem justificado a constituição de consórcios internacionais (entre outros: a COST Action FA0905 - http://www.cost.eu/COST_Actions/fa/FA0905manual, nos quais os proponentes desta proposta tiveram uma função preponderante no Conselho de Gestão em representação de Portugal; o programa HarvestPlus - http://www.harvestplus.org/content/about-harvestplus). A formação destes consórcios internacionais decorre do reconhecimento de que deficiência de magnésio afecta 5% da população mundial (nos diabéticos 25-47%, em pacientes com síndrome metabólico 65,6%; em alcoólatras 30- 80%), embora seja um nutriente essencial no funcionamento do coração, músculos e rins e participe na regulação dos níveis de cálcio, cobre, zinco, potássio e vitamina D. Adicionalmente, também se apontam problemas fisiológicos para as carências de ferro e zinco.
Neste enquadramento aponta-se que o ferro é essencial para a síntese de hemoglobina, estimulando, entre outras, as funções cerebral e muscular, e regulando a temperatura corporal, síntese de neurotransmissores, tratamento da anemia ferropriva, doenças crónicas e imunológicas. Relativamente ao zinco, aponta-se para a relevância do seu elevado potencial antioxidante e a respectiva participação em processos de regulação enzimática, com benefícios reconhecidos face à dermatite atópica, distúrbios da próstata, gravidez, espermatogénese, alopécia, e osteopénia. Assim, equacionando os aspectos profiláticos e nutricionais inerentes ao consumo de tomate, nesta operação pretende-se o desenvolvimento de tecnologia para produção do tomate biofortificado em magnésio (destinado ao processamento industrial - variedades 9776 e CDX293) e em ferro e zinco (de acordo com o modo de produção biológico, para consumo directo – variedades coração de boi, chucha e rio grande), valorizando o produto fresco, de acordo com os requisitos da Alta Segurança Alimentar e as directivas da União Europeia para o sector.
- Objetivos visados:
Pretende-se agregar valor à produção industrial e biológica do tomate, destacando-se:
A. Ao nível da produção
1. Otimização da produção de duas variedades de tomate biofortificado em magnésio para transformação industrial, considerando a interação entre os diferentes sistemas, nomeadamente as interações entre os genótipos de tomate e os tipos de adubação e momentos de aplicação.
2. Otimização da produção de três variedades de tomate biofortificado em ferro e zinco, de acordo com o modo de produção biológico, para consumo direto, considerando a interação entre os diferentes sistemas, nomeadamente as interações entre os genótipos de tomate e os tipos de adubação e momentos de aplicação.
3. Delineamento de um itinerário técnico para a produção de 2 variedades de tomate biofortificado em magnésio para transformação industrial e de 3 variedades de tomate biofortificado em ferro e zinco para consumo direto.
4. Aferição do efeito dos processos de transformação em tomate mole biofortificado em magnésio, ferro e zinco na composição nutricional, considerando os requisitos industriais dos mercados-alvo, de acordo com os requisitos da Alta Segurança Alimentar e as diretivas da União Europeia para o sector.
B. A nível económico
1º- Com a produção industrial ou em modo de produção biológico das variedades 9776, CDX293, coração de boi chucha e rio grande (produtividade oscilando entre 80-120 ton/ha), pode obter-se um preço médio para comercialização no produtor de 0,09 €/kg (7200-10800€/ha).
2º- No âmbito da biofortificação, adoptando uma perspectiva minimalista, estima-se um acréscimo para comercialização de 15-20%.
3º- Logo, com a produção de tomate biofortificado em Mg, Zn e Fe, o objectivo será a criação de um produto sem factores concorrenciais e com um acréscimo de rentabilidade média que face à comercialização actual.
- Sumário do plano de ação:
A biofortificação nutricional de alimentos constitui uma opção na UE, que tem justificado a constituição de consórcios internacionais (entre outros, a COST Action FA0905 - http://www.cost.eu/COST_Actions/fa/FA0905manual, nos quais os proponentes desta proposta tiveram uma função preponderante no Conselho de Gestão).
Neste contexto reconhece-se que as deficiências em: Mg afectam 5% da população mundial (diabéticos 25-47%, pacientes com síndrome metabólico 65,6%; alcoólatras 30-80%); Fe determinam a evolução da anemia ferropriva, doenças crónicas e imunológicas; Zn incrementam a dermatite atópica, distúrbios da próstata, gravidez, espermatogénese e osteopénia.
Assim, equacionando os aspectos profiláticos e nutricionais, nesta operação desenvolve-se um novo itinerário técnico para produção de 5 variedades de tomate biofortificado em Mg (2 para processamento industrial) e em Fe e Zn (3 em produção biológica), de acordo com os requisitos da Alta Segurança Alimentar e as directivas da UE.
- Pontos de situação / Resultados:
Em início de atividade