Inovação para a Agricultura

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BEM COMUM - Inovação e cooperação na gestão dos baldios, para potenciar a bioeconomia, sustentabilidade e resiliência das comunidades rurais e da agro-silvo-pastorícia

  • Entidade líder do projeto: Instituto Politécnico de Viana do Castelo
  • Responsável pelo projeto: Joana Nogueira
  • Site do projeto: Visitar sítio Web
  • Parceiros:
    • Comunidade Intermunicipal do Alto Minho - CIM Alto Minho
    • BALADI - Federação Nacional dos Baldios
    • Comissão de Coordenação da Região Norte - CCDR-Norte
    • ARDAL - Associação Regional de Desenvolvimento do Alto Lima
    • Cooperativa Agrícola de Arcos de Valdevez e Ponte da Barca
    • Associação Florestal Atlântica
    • CERNA
    • Dinamo 10-Creative Hub
    • Elos da Montanha (Explore Iberia)
    • Keen Tours
    • Folk&Wild;
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  • Breve descrição:

    O BEM COMUM é um projeto dedicado às comunidades locais cuja identidade cultural, economia local e modos de vida se interligam com o uso e gestão comunitária de um baldio. Muitos destes territórios localizam-se a maior altitude e enfrentam riscos de despovoamento e marginalização económica que urge contrariar, tirando melhor partido das oportunidades que o seu rico património cultural e natural possibilita. No projeto Bem Comum promovemos o trabalho em rede e colaborativo de 12 entidades parceiras em atividades que visam potenciar a boa gestão dos baldios, promovendo a sua multifuncionalidade e contribuindo para criar maior valor acrescentado nas atividades agro-silvo-pastoril, florestal, de turismo rural e de natureza, de educação ambiental, na valorização da biomassa e na prestação de outros serviços de ecossistemas.

     

  • Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:

    Os territórios de altitude do Minho (NUTIII Alto Minho, Cávado e Ave) apresentam uma matriz humana com fragilidades sociais e económicas, despovoamento, envelhecimento e um forte declínio da agricultura familiar. Estas tendências comprometem vários aspetos do desenvolvimento sustentável e resiliência, incluindo:

    • (1) a qualidade ambiental, ao nível do património natural e serviços de ecossistema de interesse público (por incêndios e outros processos de degradação dos ecossistemas ligados ao abandono)
    • (2) o bem-estar social e económico das comunidades locais e a sua identidade cultural
    •  

    Nestes espaços as atividades agropecuárias estruturam os sistemas socio-ecológicos e como tal é:

    • i) fundamental torná-las mais atrativas e dinâmicas valorizando a multifuncionalidade e ampliando o valor acrescentado retido pelos produtores e territórios locais;
    • ii) e igualmente critico tornar as aldeias mais atrativas para agricultores e para famílias e negócios não agrícolas, alcançando matrizes sociais diversificadas, ativas e resilientes.

    Os baldios constituem um património importante nestes territórios, pelos seus recursos naturais múltiplos e pela especificidade da sua gestão comunitária, pelos compartes. Há um grande desconhecimento quanto às dinâmicas recentes na gestão comunitária dos baldios no noroeste de Portugal, mas é já visível a existência de territórios que se reinventam em torno das práticas comunitárias tradicionais, adaptando-as aos desafios atuais. Interessa, portanto, dar visibilidade a essas trajetórias de revitalização e apoiar dinâmicas de inovação nos baldios.

     

  • Objetivos visados:
    • 1) Dinamizar processos de inovação social para revitalizar os territórios rurais, aproximando e articulando uma rede de parceiros multidisciplinar e multissectorial (agricultura, florestas, turismo, indústrias criativas, associações para o desenvolvimento, administração local e sistema de I&D).
    • 2) Criar e dinamizar um Geoportal dos Baldios do Minho (NUTS III do Alto Minho, Cávado e Ave), para suporte à decisão e promoção de boas práticas dos baldios e comunidades locais. 3) Promover ações de cocriação de inovação em territórios de montanha com baldios.
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  • Sumário do plano de ação:

    O plano de ação do projeto contempla as seguintes atividades:

    • (a) caracterização e avaliação dos sistemas e práticas de gestão dos baldios pelas comunidades locais, através de questionários aos gestores e aos compartes;
    • (b) ações para potenciar e demonstrar resultados em serviços de ecossistema gerados pelos baldios e assegurados pela atividade agro-silvo-pastoril;
    • (c) cocriação de soluções comunitárias de bioeconomia circular, para valorizar a biomassa do baldio para fertilização dos solos e produção energética
    • (d) avaliação dos impactos sociais, económicos e ambientais do turismo nos baldios e promoção de um ecoturismo colaborativo, equitativo e sustentável envolvendo empresas e comunidades locais;
    • (e) promoção, junto dos jovens do ensino secundário e jovens adultos, de atividades educativas que contribuam para dar a conhecer os baldios, as atividades de montanha e a sua importância atual e futura;
    • (f) dinamizar o empreendedorismo feminino através da cooperação internacional com o projeto Ganaderas en Red;
    • (g) estudar, identificar e promover boas práticas ao nível da atração e integração local de empreendedores qualificados e nómadas digitais.

     

     

  • Pontos de situação / Resultados:

    O Projeto Bem Comum, através da ação colaborativa dos 12 parceiros e de um efetivo envolvimento das comunidades locais, constitiu um verdadeiro movimento de dinamização socio-territorial e de investigação-ação.

    Produziu-se novo conhecimento, criaram-se novas ferramentas, deu-se visibilidade e reconhecimento a um significativo número de boas práticas de gestão e animação comunitária em torno dos baldios.Para consolidar e disseminar as boas práticas identificadas e as propostas de inovação cocriadas realizaram-se eventos e foram produzidos vários guias, cadernos e vídeos.

    O número de participações no conjunto dos eventos realizados (oficinas, seminários e ações de capacitação) foi superior a 2200, e o alcance público das publicações (newsletters, guias, vídeos, Facebook, website) foi superior a 25000 interações.

    As publicações e os vídeos estão disponíveis para visualizar e descarregar através do website do projeto.

    Os GUIAS BEM COMUM são publicações para divulgação de melhores práticas e de ferramentas para todos os atores nos territórios e regiões com baldios, focando três temáticas: A Governança e Gestão dos Baldios; O Ecoturismo e os Baldios e Novos Residentes – Habitar o Novo Rural.

    Os CADERNOS BEM COMUM são ferramentas destinadas às escolas secundárias e escolas do ensino superior, às comunidades gestoras de baldios e a outras coletividades que considerem a reaproximação dos jovens aos territórios com baldios e às práticas comunitárias de gestão de recursos naturais comuns, pensados de forma lúdico-educativa.

    Documentos:

    Vídeos