AGROVILA - Organização da agricultura familiar através de processos digitais para o desenvolvimento de circuitos-curtos agroalimentares
- Entidade líder do projeto: Instituto Politécnico de Coimbra
- Responsável pelo projeto: Isabel Dinis
- Site do projeto: Visitar sítio Web
- Parceiros:
- Instituto Politécnico de Coimbra – IPC
- Associação In Loco
- Cascais Ambiente – EMAC, SA
- Ciclo Puro, Lda.
- Confederação Nacional da Agricultura – CNA
- Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro -CCDRC
- Dream Baler, Lda.
- Instituto Politécnico do Porto – IPP
- IOTECHPIS – Innovation on Technology, Lda.
- Maria na Terra da Flaminga Unipessoal, Lda.
- New Organic Planet - NOP
- Breve descrição:
O projeto AgroVila visa construir um sistema apoiado em tecnologia digital que viabilize e otimize circuitos curtos em grupos constituídos por agricultores familiares e consumidores (Vilas), de forma que os produtores recebam uma remuneração justa, que haja transparência no processo e que os sistemas alimentares territoriais sejam valorizados.
Pretende-se desenvolver um sistema digital open source que permitirá agregar a produção e encurtar os circuitos de comercialização, organizando a produção familiar, a distribuição, o transporte e a entrega. Trata-se de um sistema que recria, virtualmente, os antigos mercados de rua e mercearias de esquina, pelo que a inovação organizacional será feita na perspetiva daa satisfação das necessidades e expectativas dos consumidores.
No processo logístico, que incluirá técnicas de inteligência artificial e tecnologia da IoT, serão envolvidas as organizações de agricultores de forma a rentabilizar infraestruturas locais pré-existentes, como armazéns e centros logísticos e de transporte.
- Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:
Com a industrialização da produção e a concentração da distribuição alimentar, os preços pagos aos produtores sofreram reduções significativas, tornando cada vez mais difícil a sobrevivência das explorações familiares. Um dos fatores determinantes para a sustentabilidade destes sistemas de produção é o acesso ao mercado.
Nas últimas décadas, o retalho alimentar passou por profundas transformações, impulsionadas, em grande medida, pela abertura dos mercados decorrente da adesão de Portugal à então Comunidade Europeia, bem como pela crescente predominância das grandes empresas de distribuição. Mais recentemente, estas empresas têm vindo a adotar estratégias de comercialização de produtos locais, quer através da organização de grupos de produtores, quer pela integração de pequenas produções de proximidade. Embora estas iniciativas sejam relevantes e reflitam uma mudança nas preferências dos consumidores , que valorizam cada vez mais a produção nacional e local, é pouco expectável que a lógica industrial da grande distribuição venha a privilegiar de forma consistente a produção local ou a gerar um impacto significativo na valorização da pequena agricultura.Neste contexto, o desenvolvimento de estratégias assentes em circuitos curtos de comercialização surge como uma alternativa promissora para o escoamento competitivo da produção familiar, assegurando preços mais justos tanto para agricultores como para consumidores. Tal implica uma racionalização dos processos de distribuição, com a consequente redução de intermediários.
Adicionalmente, estes circuitos permitem aos consumidores aceder a produtos locais e sazonais, contribuindo para a diminuição da pegada ecológica e para a mitigação das alterações climáticas. Esta abordagem está alinhada com a estratégia “Do Prado ao Prato”, integrada no European Green Deal, que reconhece que “novas tecnologias e descobertas científicas, combinadas com o aumento da consciência pública e da procura por alimentos sustentáveis, beneficiarão todas as partes interessadas”.
Neste enquadramento, o presente projeto propõe o desenvolvimento de uma solução digital inclusiva e acessível a todos os produtores locais, com o objetivo de promover e reforçar os circuitos curtos de comercialização. Através da valorização dos produtos locais, esta plataforma permitirá potenciar a sua promoção e venda, de forma individual ou coletiva (em comunidades), contribuindo simultaneamente para a redução dos custos de distribuição, a diminuição do desperdício alimentar e uma melhor adequação entre oferta e procura.
- Objetivos visados:
Desenvolvimento de um sistema digital open source para agregar a produção local, encurtar os circuitos de comercialização, organizando a produção familiar, a distribuição, o transporte e a entrega.
- Sumário do plano de ação:
PT1 - Gestão de Projeto: Coordenação Científica, Gestão administrativa e financeira, e Gestão da comunicação
PT2 – Sensibilização e envolvimento dos agricultores e consumidores para identificação dos requisitos do software
PT3 – Desenvolvimento e monitorização da solução Agrovila
PT4 – Modelo de Negócio
PT5 – Desenvolvimento de manuais e materiais de apoio à formação
PT6 – Formação e capacitação
PT7 - Comunicação e disseminação
- Pontos de situação / Resultados:
O projeto foi concluído, tendo sido alcançadas todas as metas propostas no plano de ação.
Foram encontradas e aplicadas soluções adequadas à criação de vilas, respondendo às necessidades identificadas em cada um dos projetos piloto. Os requisitos do software foram identificados e implementados no desenho da plataforma Agrovila e estão patentes nos manuais de instalação e guias de dinamização dos projetos piloto. Foram realizadas15 ações de formação de agricultores e técnicos no uso e divulgação da plataforma.
A plataforma Agrovila está funcional e operativa em contextos reais, tendo sido já utilizada e testada em 5 projetos piloto no terreno que constituem a base das futuras vilas. A plataforma está preparada para integrar outras vilas que possam surgir na sequência da implementação deste projeto.
É de sublinhar que, como toda a ferramenta tecnológica, está sujeita a atualizações (de segurança e de software), mas este ponto não impede o seu funcionamento. Prevê-se, também, crescimento em dimensão e otimização de funcionalidades para responder às necessidades futuras, quer em número de participantes, quer em número de produtos disponíveis.
Em termos da proposta de modelo de negócio, encontram-se identificadas as possibilidades/caminhos que permitem a viabilidade e continuidade do projeto Agrovila, quer a nível de entidade gestora (Enquadramento Jurídico da Descrição do Modelo de Negócio), quer a nível de viabilidade e sustentabilidade económica (Descrição do Modelo de Negócio).














