FeedValue 5.5 - FeedValue - Potencial de utilização e valorização de subprodutos (PRR-C05-i03-I-000242-LA5.5)
- Entidade líder do projeto: Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
- Responsável pelo projeto: Maria José Marques Gomes
- Site do projeto: Visitar sítio Web
- Parceiros:
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- Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro – UTAD
- Universidade de Aveiro
- Instituto Politécnico de Viseu
- FeedInov - Associação para a Investigação e Inovação em Nutrição e Alimentação Animal
- AgristarBio Environmental Solutions, Lda.
- IACA – Asssociação Portuguesa dos Industriais de Alimentos Compostos para Animais;
- INDUMAPE – Industrialização de Fruta, S.A
- Nutrinova - Nutrição Animal, S.A
- Ovargado, S.A.
- CNCACSA/INIAV - Centro Nacional de Competências para as Alterações Climáticas do Sector Agroflorestal/Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária
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- Breve descrição:
O projeto pretende valorizar coprodutos da agroindústria através da sua utilização em alimentação animal. Desta forma dá-se também um contributo para promover a economia circular e reduzir a pegada ambiental. Foca-se no mapeamento de coprodutos, a sua análise nutricional, avaliação de formas de conservação e efeitos da sua incorporação nas dietas para ruminantes. Inclui o estudo do seu impacto ambiental ao longo do ciclo de vida, avaliação de substâncias existentes nos coprodutos com potencial de mitigação das emissões de metano e testes em animais para medir desempenho produtivo e emissões.
- Área Geográfica de Intervenção: Portugal
- Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:
A indústria agroalimentar gera uma vasta gama de coprodutos que, se não aproveitados, tornam-se resíduos. Reduzir o desperdício alimentar nas etapas iniciais da cadeia pode diminuir significativamente os recursos consumidos na produção de alimentos, especialmente de proteínas de elevado valor biológico de origem animal. No entanto, falta informação consolidada sobre a quantidade, tipo, distribuição geográfica e sazonalidade desses coprodutos com valor nutricional para alimentação animal. Além disso, a dependência de matérias-primas de países terceiros, com a consequente pegada ambiental da importação, e a instabilidade dos preços internacionais, causam incerteza nos setores de alimentação humana e animal. A procura por cadeias de abastecimento mais curtas, com menor impacto ambiental, é crucial para aumentar a autossuficiência nacional. Combater o desperdício de alimentos traz benefícios triplos: economiza alimentos para consumo humano, beneficia os produtores e consumidores economicamente, e reduz o impacto ambiental da produção e consumo de alimentos.
- Objetivos visados:
Contribuir para a economia circular e para a diminuição da pegada ambiental, através da valorização de coprodutos da indústria agroalimentar, como matérias-primas para a produção de alimentos compostos.
- Sumário do plano de ação:
O plano de ação pretende valorizar subprodutos da agroindústria na alimentação animal, reduzindo custos e o impacto ambiental, sobretudo as emissões de metano. Inclui o mapeamento e caracterização desses subprodutos, analisando a sua composição, disponibilidade, armazenamento e valor nutricional, bem como métodos de conservação. Em seguida, avalia-se o impacto ambiental dos alimentos com e sem subprodutos, através da análise do ciclo de vida e da quantificação de gases com efeito de estufa. Visa ainda identificar e testar substâncias com potencial de mitigação do metano, analisando a sua eficácia em laboratório e na microbiota do rúmen. Posteriormente, desenvolvem-se formulações alimentares testadas em bovinos e ovinos, avaliando o desempenho produtivo e as emissões. Por fim, os resultados permitem otimizar as formulações, apoiar bases de dados de emissões e avaliar a viabilidade económica da substituição de matérias-primas convencionais.
- Pontos de situação / Resultados:
Foi efetuado o mapeamento de coprodutos e realizada a sua análise nutricional, concluindo-se que existe uma quantidade considerável de coprodutos para valorizar em alimentação animal. A secagem mostrou-se viável para conservação, mas exige otimização, especialmente para materiais com muita humidade.
A incorporação dos coprodutos nas dietas não prejudicou o desempenho ambiental das dietas, reforçando a importância de avaliações como a pegada de carbono. Os ensaios com animais indicaram boa aceitação e ausência de impactos negativos na produção, além de uma redução significativa das emissões de metano, sobretudo em níveis mais elevados de inclusão — com efeitos dependentes da dose.
Destaca-se ainda o potencial de valorização adicional, como a produção de carvões ativados a partir de bagaço de maçã para captura de gases.
No geral, o projeto confirma que o uso destes subprodutos é uma estratégia-chave para sistemas agropecuários mais sustentáveis, circulares e resilientes.














