Inovação para a Agricultura

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RedeSusTERRA - Rede para promoção de práticas sustentáveis em sistemas agrícolas com impacto nos territórios (PRR-C05-i03-I-000093)

  • Entidade líder do projeto: COTHN-CC
  • Responsável pelo projeto: Ana Paula Nunes; Rafael Carvalho; Maria do Carmo Martins
  • Site do projeto: Visitar sítio Web
  • Parceiros:
    • IPSantarém/ESAS
    • ISA/UL
    • CFE/UC
    • Polo de inovação de Alcobaça / INIAV.IP
    • Agrifresh P, Lda
    • JHLuz
    • Campotec, S.A.
    • Cerfundão, Lda
    • Cooperfrutas, CRL
    • Fertiprado, Lda
    • Granfer, CRL
    • Sociedade Agrícola de S. João de Brito, S.A
    • TEF, CRL
    • Westfalia - Unipessoal Lda
    • José Dias Rodrigues & Filhos, Lda
    • Cerpro, S.A.
    • Egocultum, Unipessoal Lda
    • Sociedade Agrícola Casal dos Pavorais
    • FNOP
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  • Breve descrição:

    A sustentabilidade dos territórios é suportada por diversos fatores de caráter económico, social e ambiental. O REDESUSTERRA surge como uma oportunidade de restabelecer/restaurar um conjunto de valores naturais que suportam os serviços ambientais que a atividade agrícola, por um lado potência e que, por outro, usufrui. Para além de responder a problemas atuais, na atividade agrícola, em especial os de caráter emergente, que decorrem da baixa resiliência das parcelas com histórico de produção suportada em elevado consumo energético e pela crescente ineficácia das soluções disponíveis. Simultaneamente, contribui para a implementação e aumento de soluções e técnicas, altamente especializadas que confere resiliência aos sistemas agrícolas, principalmente através do fomento da biodiversidade e dos serviços que esta presta.

  • Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:

    A sustentabilidade dos territórios é suportada por diversos fatores de caráter económico, social e ambiental. O pilar ambiental é um dos mais relevantes, pois o património natural, gerido de forma criteriosa, disciplinada e pragmática permite construir uma base sólida que garante as outras vertentes, social e económica. Desta forma, viabiliza-se a fixação de população humana e gera-se riqueza local/regional e nacional de forma próspera e duradoura. Ademais, é o suporte ambiental que oferece um inúmero conjunto de bens e serviços complementares e gratuitos, indispensáveis à existência da espécie humana (e.g., qualidade do ar, da água, saúde do solo, saúde e qualidade de vida). Portanto, a vertente ambiental é crucial na viabilidade da agricultura, um dos setores primários decisivo na autonomia alimentar e reforço da coesão social e territorial, contrariando fenómenos de despovoamento, processos de desertificação e agravamento dos efeitos atuais das alterações climáticas.

    Assim, identificamos como oportunidade, a possibilidade de restabelecer/restaurar um conjunto de valores naturais que suportam os serviços ambientais que a atividade agrícola, por um lado potência e que, por outro, usufrui.

  • Objetivos visados:

    Os objetivos gerais da parceria são:

    • - Promover a sustentabilidade da agricultura
    • - Manter e incrementar as áreas de agricultura nos territórios agroflorestais mais vulneráveis aos riscos de incêndios rurais
    • - Promover os serviços de ecossistemas agrícolas e agroflorestais
    • - Promover o uso sustentável do solo, água e biodiversidade
    • - Implementar a adoção de práticas melhoradoras que contribuirão para regimes de produção sustentáveis
    • - Valorizar os serviços ambientais dos ecossistemas
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  • Sumário do plano de ação:

    O plano de ação do consórcio RedeSusTERRA está estruturado em três Planos de trabalho (PT), os quais integram um total de 11 Atividades (A), as quais estão interrelacionadas e presentes nas quatro linhas de ação:

    • LA6.1 – Sistemas de produção mais sustentáveis
    • LA6.2 – Práticas agrícolas
    • LA6.3 – Serviços de ecossistema
    • LA6.5 – Recursos endógenos, que integram o RedeSusTERRA
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    O PT1 – Reconhecimento dos sistemas produtivos hortofruticolas, dos problemas e das soluções, integra três atividades (A1, A2 e A3), a partir das quais foi possível:

    • - efetuar a identificação dos problemas e constrangimentos observados nos sistemas produtivos dos parceiros que representam as diferentes fileiras da produção hortofrutícola;
    • - identificar práticas que permitiam solucionar os problemas e que contribuiriam para sistemas produtivos mais resilientes e sustentáveis
    • - procedeu-se à avaliação do sistema de rega, num parceiro, visando a utilização mais eficiente de água no combate à geada na cultura do abacate.
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    No PT2 - Validação das soluções, com cinco atividades (A4, A5, A6, A7 e A8), que:

    • - permitiram a adoção de meios biotécnicos e implementação de mini-refúgios de artrópodes auxiliares no interior de unidade demonstrativa de maçã priorizando-se os artrópodes auxiliares e a sua importância
    • - levantamento e compilação das práticas dos meios de proteção química compatíveis com a sustentabilidade dos territórios
    • - implementação e avaliação das práticas culturais com impacto na conservação da estrutura do solo e do seu biota, nomeadamente sementeiras de culturas de cobertura e revestimentos na linha e entre-linha com misturas biodiversas
    • - valorização de infraestruturas ecológicas para promover a conectividade da paisagem e fomentar populações de artrópodes auxiliares e polinizadores silvestres efetuando a identificação e caracterização das áreas não-produtivas nos campos piloto com potencial para instalação de infraestruturas ecológicas e instalação de infra-estruturas ecológicas para fomentar populações de artrópodes auxiliares e polinizadores silvestres
    • - promoção e intensificação do uso das áreas agrícolas pelos vertebrados predadores de pragas agrícolas através da colocação de estruturas de abrigo/refúgio, alimentação (e.g. bebedouros, muretes de pedras, ..) e de pouso.
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    O PT3 - Transição agroecológica, com três atividade A9, A10 e A1, priorizou:

    • - a elaboração de propostas de melhoria de itinerários técnicos para sistemas de produção mais sustentáveis (fruteiras e tomate para indústria)
    • - aplicação do referencial OASIS e à avaliação dos custos-benefícios em sistemas agroecológicos (produção de tomate para indústria, milho, pera e maçã) e para uma ampla e alargada divulgação prodedeu-se à realização de ações de demonstração e capacitação a partir da rede de campos piloto, nos quais foram adoptadas/implementadas praticas culturais, numa lógica de Living Lab e Field Schools
    • - a instalação de um laboratório de apoio ao serviço de aconselhamento à agro-ecologia para o setor hortofrutícola
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  • Pontos de situação / Resultados:

    O projeto RedeSusTERRA permitiu:

    - melhorar a compreensão da saúde e qualidade do solo em hortícolas e frutícolas (QBS-ar, Bioindicadores microbiológicos e Genética do microbioma), evidenciando as diferenças entre estes dois sistemas e reforçando a necessidade de desenvolver indicadores mais específicos para cada um destes sistemas agrícolas;

    - demonstrar a importância decisiva da cobertura vegetal do solo (e.g. cultura de cobertura em hortícolas, enrelvamento e linha em frutícolas) na saúde e qualidade do solo destes sistemas agrícolas, bem como o seu contributo para melhorar os índices de humidade retida no solo, redução do stress hídrico e melhor nutrição das plantas da cultura;

    - necessidade de continuar a desenvolver soluções/misturas biodiversas para cada uma das problemáticas, distintas, destes sistemas agrícolas;

    - demonstrar e a importância da vegetação arbustiva e arbórea no suporte dos ciclos de vida (e.g. alimento e refúgio) da biodiversidade funcional, para obtermos respostas mais rápida e adequadas aos constrangimentos à produção (e.g. ataques de pragas), como forma de optimizar o processo produtivo;

    - melhorar a compreensão do contributo real da biodiversidade funcional, sobretudo de artrópodes predadores, parasitoides e polinizadores, no controlo de pragas e/ou vectores de doenças e polinização;

    - compreender melhor o contributo da restante biodiversidade funcional (e.g. répteis, aves e mamíferos), que, mesmo sendo controladores de pragas e/ou vectores de doenças, não demonstram por vezes o seu contributo de forma directa, mas que são indicadores determinantes de um ecossistema agrícola mais resiliente e compatível com uma agricultura sustentável e também mais resiliente;

    - melhorar a compreensão das várias dinâmicas da biodiversidade funcional, dos seus indicadores e implementação de infra-estruturas agroecológicas (ecológicas), para serem melhor incorporadas e adequadas na gestão agrícola (adopção/integração de práticas de agroecologia);

    - melhorar a compreensão do impacto destas acções e/ou ferramentas na sustentabilidade agrícola, isto é, nos seus pilares sociais, económicos e ambientais, nem como na gestão de territórios desfavorecidos e susceptíveis a incêndios rurais.

    Estas conclusões deixam a expectativa para oportunidades futuras em desenvolverem-se, ou dar-se continuidade a algumas destas temáticas, sobretudo ao nível dos indicadores da saúde e qualidade do solo e indicadores da biodiversidade funcional, sobretudo pela relevante influência das infra-estruturas agro-ecológicas (e.g. coberto vegetal e abrigos) demonstrada para cada um destes sistemas agrícolas, hortícolas e frutícolas.

    (ver as imagens disponibilizadas aqui)