Inovação para a Agricultura

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AlimentaAÇÃO AL4Alto Minho - Promover a alimentação equilibrada e sustentável, a dieta mediterrânica e combater o desperdício alimentar no Alto Minho

  • Entidade líder do projeto: ADRIMINHO - - Associação de Desenvolvimento Rural Integrado do Vale do Minho
  • Responsável pelo projeto: Carlos Brandão
  • Site do projeto: Visitar sítio Web
  • Parceiros / Centro de Competências:
    • ADRIL - Associação de Desenvolvimento Rural Integrado do Vale do Lima
    • Comunidade Intermunicipal do Alto Minho
    • Instituto Politécnico de Viana do Castelo
  • Breve descrição:

    A Operação “alimentAÇÃO Alto Minho” integra-se nos 3 temas prioritários consignados no Aviso, nomeadamente a Alimentação Sustentável, Dieta Mediterrânica e Combate ao desperdício alimentar), os quais contribuem para o Plano Nacional para a Alimentação Equilibrada e Sustentável (PNAES), sobretudo os Eixos 2 (Produção), 3 (DM) e 4 (literacia alimentar/educação), inseridos globalmente na Área “4 – Observação da agricultura e dos territórios rurais” de intervenção da Rede Rural Nacional.

  • Data de início do projeto: 29-11-2022
  • Data de fim do projeto: 31-03-2025
  • Área Geográfica de Intervenção : Alto Minho
  • Financiamento: 228 030,69€
  • Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:

    A alimentação saudável constitui um determinante central da saúde, do bem-estar e da sustentabilidade ambiental e económica.

    A promoção de dietas equilibradas, baseadas em produtos frescos, locais e de origem conhecida, contribui para a prevenção de doenças crónicas e para a consolidação de sistemas alimentares sustentáveis. As escolas, ao assegurar este direito fundamental, fortalecem cadeias curtas, promovem a literacia alimentar e preservam a biodiversidade agrícola e paisagística.

  • Objetivos visados:

    O Projeto alimentAÇÃO Alto Minho apresentou como principais objetivos:

    • Aumentar a literacia alimentar das comunidades escolares do território, capacitando-os para a realização de escolhas alimentares informadas no seu dia-a-dia;
    • Promover e valorizar os produtos endógenos, os produtos de qualidade certificada e a Dieta Mediterrânica;
    • Informar, capacitar e educar para uma alimentação e consumo saudáveis e sustentáveis;
    • Combater o desperdício alimentar;
    • Promover circuitos curtos agroalimentares.
  • Sumário do plano de ação:

    Conceptualização: Recolha e sistematização de informação e boas práticas, numa perspetiva de adequação à disseminação dos objetivos, numa forma adaptada aos recursos locais e endógenos.

    Estruturação: abordagem e discussão da estratégia com agentes regionais do ecossistema alimentar;

    Implementação: Através das práticas inovadoras de educação formal e não formal, atingir o ecossistema educativo (incluindo famílias) e os diferentes atores do território, capacitando os agentes de desenvolvimento regional e os profissionais com responsabilidade na temática.

  • Pontos de situação / Resultados:

    O projeto foi realizado de acordo com o plano de ação, ajustado em função do decurso das atividades.

    Resultados:

    O projeto alimentAÇÃO estabeleceu-se como iniciativa estratégica de relevância regional e nacional, articulando políticas públicas, investigação aplicada e mobilização territorial para transformar os sistemas alimentares escolares no Alto Minho. A análise económica das refeições escolares, através de quantificação de despesas e execução de ementas piloto, forneceu evidências para políticas de compras públicas que integrem produtos locais e de época, fortalecendo a economia local e reduzindo a dependência de cadeias longas com elevado impacto ambiental.

    A auscultação de produtores regionais demonstrou a diversidade e capacidade produtiva existentes, bem como a necessidade de medidas estruturais para facilitar a integração nas cadeias institucionais. Esta aproximação entre produção e consumo escolar apoia modelos de compras públicas que contribuem para o rendimento agrícola, o emprego local e a preservação de práticas e paisagens agrícolas tradicionais, alinhando-se com objetivos de coesão territorial e desenvolvimento sustentável.

    No eixo educativo, foram realizadas 20 sessões presenciais de literacia alimentar em 7 escolas, envolvendo cerca de 300 alunos, e 4 sessões online com mais de 100 participantes, promovendo cidadãos conscientes e críticos. Além disso, 5 ações de capacitação para 32 técnicos e decisores municipais permitiram desenvolver colaborativamente um plano de melhoria participativo para o Programa de Alimentação, Saúde e Nutrição Escolar, com potencial de replicação em outros territórios.

    O projeto consolidou ferramentas tecnológicas e comunicacionais estratégicas, incluindo o micro-site alimentAÇÃO e o Geoportal com mais de 500 produtores georreferenciados, além de 5 publicações e materiais didáticos que garantem disseminação de conhecimento e perenidade dos resultados.

    A sessão de encerramento, reunindo cerca de 100 agentes, evidenciou o projeto como plataforma de convergência entre políticas alimentares, desenvolvimento rural, educação e saúde pública, construindo pontes para uma alimentação escolar que valoriza o território, protege a saúde das gerações futuras e contribui para compromissos nacionais e europeus de sustentabilidade.

    Principais resultados do plano de comunicação: