R’LEIA – Rural, Local, Ecologia, Indústria e Agricultura
- Entidade líder do projeto: ADERSOUSA – Associação de Desenvolvimento Rural das Terras do Sousa
- Responsável pelo projeto: José Sousa Guedes
- Medida: 10.3.1 – Cooperação interterritorial e transacional dos GAL
- Site do projeto: Visitar sítio Web
- Parceiros:
- SOL DO AVE – Associação de Desenvolvimento Rural Integrado do Vale do Ave
- GAL AVEIRO NORTE - AIDA CCI – Câmara de Comércio e Indústria do Distrito de Aveiro
- GAL AVEIRO SUL - AIDA CCI – Câmara de Comércio e Indústria do Distrito de Aveiro
- Breve descrição:
Concebido para potenciar a complementaridade de intervenções entre os territórios envolvidos, o projeto R'LEIA procurou otimizar recursos e gerar sinergias que promovessem o desenvolvimento rural sustentável. A parceria nacional integrou quatro ADL/GAL, duas na Região Norte (ADER-SOUSA e Sol do Ave) e duas na Região Centro (GAL Aveiro Norte e GAL Aveiro Sul). Estes territórios conciliam uma forte vocação exportadora industrial, com uma componente agrícola diversificada – desde o setor vitivinícola e os lacticínios até práticas agrícolas mais tradicionais ou mesmo recreativas.
A economia e o emprego nestes territórios de ruralidade industrializada beneficiam da proximidade ao meio urbano, inserindo-se no sistema urbano do noroeste peninsular, que abrange, para além da Área Metropolitana do Porto, o triângulo delimitado pelos centros urbanos estruturantes de Aveiro, a Sul, de Viana do Castelo, a Norte, e do eixo Braga/ Guimarães, a leste.
O projeto ambicionou a criação de uma rede colaborativa entre empresas industriais, agrícolas e do setor turístico que, através da capacitação e da sensibilização, fosse capaz de estruturar novas ofertas de turismo industrial em espaço rural. Estas ofertas conjugam tradição industrial e identidade rural e pretendem despertar o interesse dos operadores turísticos/ empresas de animação turística. Os parceiros do projeto reconhecem a relevância dos fatores emergentes que influenciam a competitividade dos territórios rurais e a crescente exigência dos turistas e consumidores.
Comprometidos com um processo de aprendizagem contínua, os parceiros estabeleceram, através da Rede R’LEIA, as bases para uma cooperação aprofundada centrada na valorização do saber-fazer, na inovação e na criatividade, fatores transversais à ação de todas as ADL envolvidas.
- Identificação do problema ou oportunidade que se propõe abordar:
Estes territórios conjugam uma base industrial de forte vocação exportadora com um sector agrícola que abrange uma componente mais competitiva, como é o caso do setor vitivinícola e os lacticínios, e, por outro lado, uma cultura de ruralidade, social e económica, assente numa agricultura de subsistência e, em alguns casos, recreativa.
A atividade económica e o emprego nestes espaços territoriais de ruralidade industrializada beneficiam de uma relação de proximidade entre o rural e o urbano, no contexto do sistema urbano do noroeste peninsular que abrange para além da AMP, todo o triângulo delimitado pelos centros urbanos estruturantes de Aveiro, a Sul, de Viana do Castelo a Norte e do eixo Braga/ Guimarães, a leste.Pretende este projeto contribuir para a criação de uma rede que integre empresas industriais, agrícolas, do setor turístico que através da sensibilização e da capacitação seja capaz de estruturar novas ofertas turísticas, designadamente ao nível do turismo industrial em espaço rural, que conjuguem a vocação e a tradição industrial destes territórios com a ruralidade. Estas novas ofertas deverão ser capazes de suscitar o interesse dos Operadores Turísticos e das Empresas de Animação Turística.
- Objetivos visados:
Os objetivos do projeto que agora se apresenta são cinco, a saber:
1. Qualificar a experiência de visita turística no desenvolvimento dos territórios rurais, através do aprofundamento da relação entre os valores e os recursos da ruralidade e as diversas tipologias de indústrias transformadoras e os seus produtos / marcas presentes nos territórios de intervenção da parceria.
2. Promover a associação entre o turismo em espaço rural e novas modalidades ou ofertas turísticas como o Turismo de Negócios, o Turismo Industrial, o Turismo de Compras, a Enogastronomia, o Turismo Criativo / Experiencial, o Slow Tourism, Turismo Educativo etc. como forma de estruturação de novas ofertas de experiências.
3. Valorizar o património industrial como recurso cultural de valor turístico junto de públicos e de consumidores específicos (eg alunos, consumidores, etc.).
4. Explorar a proximidade aos centros urbanos estruturantes do Noroeste Peninsular através da identificação de mecanismos para a implementação de cadeias curtas de comercialização, nomeadamente pelo estímulo das vendas durante a visita turística, mas também outras hipóteses de oportunidades de comercialização que aproximem o turista e outros consumidores da diversidade de marcas e produtos destes territórios.
5. Inovar na criação de ofertas e soluções mais resilientes que tornem os territórios objeto do projeto mais atrativos para novos residentes, novos investidores e fazer frente aos desafios climáticos e sociais que se adivinham para os tempos próximos.
- Sumário do plano de ação:
A1 – Estruturação do produto
Esta ação é estruturante, uma vez que trata de toda a organização do produto turístico que se pretende implementar. Inclui um conjunto de atividades essenciais para se conseguir dar resposta aos objetivos do projeto, passando pela identificação dos potenciais participantes na rede de uma forma mais consolidada, visitando os espaços, analisando as condições de acolhimento de turistas, de venda de produtos. Daqui parte-se para a montagem das ofertas turísticas, terminando com a estruturação de roteiros de visita e de programas, já dispondo de um conjunto muito alargado de conteúdos. As atividades incluídas nesta ação são as seguintes:
• Levantamento do tecido empresarial: levantamento, identificação e seleção do conjunto de empresas suscetíveis de integrarem e participarem ativamente no projeto.
• Criação de guia técnico com definição das condições de acesso à rede: produção de guia técnico com definição dos critérios de boas práticas que serão uma check-list para integrar a rede do projeto.
• Visita técnica para avaliação das condições locais e produção de relatório de recomendações ou aprovação: realização de visitas técnicas aos espaços aderentes, estimando-se um total de 45 a 60 visitas.
• Desenho dos programas de visita turística e empresarial: depois de definida a rede, desenhar propostas de itinerários para visita aos territórios.
• Criação de histórias das marcas e/ou produtos: investigar e criar uma história para cada marca e produtos associados ao projeto.
• Novos modelos de negócio e canais de comercialização: foco na melhoria das condições de visita e comercialização e no digital como meio de escoamento. Também se trabalhará o posicionamento no mercado; a garantia da distribuição; a criação de preço; a garantia de qualidade do produto.
A2 – Capacitar a experimentar
Esta ação visa o desenvolvimento de atividades na área da capacitação da rede e dos seus aderentes. Passa pela organização de encontros entre os parceiros, os aderentes, outros agentes públicos e privados, e de ações já focadas para que se trabalhe a harmonização dos conhecimentos e procedimentos futuros. É fundamental para se conseguir níveis de qualidade suficientes para responder com qualidade aos anseios da procura. Incluem-se nesta ação as seguintes atividades:
• Organização de ações de capacitação da parceria: com a presença de especialistas/consultores de diversas áreas que fazem parte da cadeia do negócio turístico, para discussão dos conceitos e propostas do trabalho desenvolvido - 1 evento em cada uma das ADL’s, com duração de meio dia, tendo sempre o mesmo figurino. Os temas a abordar serão: turismo industrial e de compras; cadeias curtas e o online; educar e capacitar para a sustentabilidade.
• Capacitação das empresas / ações de sensibilização: ações de sensibilização: junto das empresas aderentes relacionadas com a visita turística, a venda em fábrica, o atendimento, línguas estrangeiras - 3 ações em cada território com uma duração estimada de 10 horas por ação.
A3 - Comunicação
Uma das áreas relevantes para os espaços rurais envolvidos e para os seus agentes públicos e privados, é a da comunicação. Hoje, mais do que nunca, urge fazer um trabalho regular e consistente de comunicação. No levantamento de necessidades efetuado para a preparação desta candidatura, uma das áreas onde se registaram maiores lacunas por falta de meios, foi a da comunicação, em sentido lato. Desde a recolha de imagens, montagem e produção de vídeos até às ações de comunicação que contribuam, por um lado, para a afirmação dos territórios rurais enquanto espaços de visita turística, capazes de oferecer produtos, serviços e experiências inovadores e, por outro lado, a comunicação entre os próprios atores envolvidos em processos e dinâmicas de desenvolvimento dos territórios. Como referido anteriormente, aqui existe um enorme foco no trabalho em torno da relação entre as marcas e o projeto, que será relevante no âmbito da comunicação. Existe uma noção clara da sensibilidade dessas tarefas, na medida em que as principais marcas possuem meios próprios de divulgação, com linhas de atuação muito claras e próprias, exigindo um esforço de consensualização de trabalho. O trabalho de comunicação que focar-se-á no desenvolvimento de um conjunto alargado de ferramentas de comunicação, que vão da produção de vídeos e outros materiais promocionais, utilização das redes sociais, recolha fotográfica das marcas e espaços do território, bem como dos seus produtos, ações de relações públicas, Algumas ações são direcionadas aos intermediários do setor turístico e também aos estabelecimentos turísticos, na área do alojamento. Pretende-se, assim, neste âmbito trabalhar as seguintes ferramentas:
• Desenvolvimento de suportes vídeo: desenvolvimento de suportes vídeo como apresentação da rede os quais se destinam à exibição em postos de informação turística, centros de informação associados ao projeto, redes sociais, feiras de turismo, outras ações de comunicação. 8 minutos, com 6 vídeos de 1 minuto e 10 de 20 segundos (spots).
• Levantamento fotográfico de todos os espaços aderentes à rede para assegurar uma coerência da imagem, criando-se uma base de dados que alimentará os diversos suportes de informação e comunicação a produzir.
• Produção de catálogo / álbum da rede: Impressão de brochura promocional do projeto, com imagens e textos sobre o projeto, seus territórios, aderentes, propostas de circuitos informações úteis. Para distribuição institucional no âmbito de ações de prospecção e participação em feiras.
• Plano de comunicação de marketing digital: contratação de serviços especializados de concepção e execução de plano de comunicação de marketing digital, incluindo a produção de textos e organização de conteúdos.
• Promoção junto dos operadores e empresas de animação: organização de dossier de produto; apresentação aos operadores e empresas de animação e realização de visitas guiadas acompanhadas de operadores / empresas de animação.
• Mapa digital: conteúdo digital, integrado na plataforma dos aderentes, que divulga o projeto e permite a descarga para dispositivo pessoal, podendo também ser integrado nos sites dos aderentes.
A4 – Ações de benchmarking de boas práticas e intercâmbio da rede
Prevê-se a realização de ações de benchmarking em 2 países da União Europeia (Itália e Alemanha). Foram selecionadas regiões com as quais se identificaram interesses comuns e casos de boas práticas que importa analisar e, eventualmente, importa replicar com as devidas adaptações à realidade portuguesa. O objetivo destas visitas é identificar esses casos, caracterizá-los através de realização de estudos de casos e produzir informação que será útil para os parceiros da rede e também para os agentes que atuam nos diferentes territórios de intervenção.
A5 – Consultoria e assistência técnica
A parceria tem claro para si que existe a necessidade de recorrer à contratação de serviços especializados de consultoria para apoio na coordenação e desenvolvimento deste vasto conjunto de ações. Toda a logística de organização da rede, estruturação de programas, desenvolvimento de conteúdos técnicos, interação com os agentes locais e os destinos internacionais apoio na estruturação de programas de viagem, carece de um elevado número de horas de dedicação. Tendo os parceiros todo o interesse em desenvolver a parceria e focar-se muito na implementação dos seus resultados, a sua capacidade interna ao nível dos recursos humanos é limitada e por isso necessitam de recorrer aos serviços externos para que o projeto seja executado na íntegra. Não se justifica a realização de uma contratação de recursos humanos para o desenvolvimento deste projeto por via dos encargos associados, tendo-se optado pelo recurso a um acompanhamento permanente do projeto por uma empresa dedicada a esta área.
- Pontos de situação / Resultados:
A1 - Estruturação do produto
Concretizada com sucesso e sem alterações relativamente ao previsto. Incluiu o levantamento do tecido empresarial, a definição dos critérios de adesão à rede, visitas técnicas a 41 empresas (17 ADER-SOUSA; 11 GAL Aveiro Norte e GAL Aveiro Sul; 13 Sol do Ave) e respetivos conteúdos para promoção turística. Foi igualmente efetuado o desenvolvimento de 6 itinerários turísticos.A2 - Capacitação e Experimentação
Executada parcialmente. Apesar de não se terem realizado ações específicas de capacitação da parceria e sensibilização das empresas aderentes, essencialmente por incompatibilidade com os prazos de execução do projeto, podemos considerar que foi de alguma forma realizada uma sensibilização individual aquando das visitas técnicas (ação A1). Adicionalmente, foram organizadas três ações de disseminação da rede e dos resultados do projeto que complementaram o objetivo de partilha de conhecimento. A execução desta ação não teve custos associados, pois os espaços foram cedidos a título gracioso, tal como as pausas para café.A3 - Comunicação
Cumprida com elevado grau de execução. Foi realizado um levantamento fotográfico e vídeo das empresas aderentes, editaram-se vídeos promocionais (incluindo 33 vídeos específicos, um por empresa aderente) um catálogo bilingue (físico e digital), um mapa digital e um microsite também bilíngue.
Esta ação foi alvo de ajustamento, tendo-se avançado com a execução de ações concretas de comunicação e marketing digital em substituição da elaboração do Plano de Comunicação. Não foram realizadas ações concretas de promoção junto dos operadores/ empresas de animação turística pois a parceria considerou que, em virtude de as empresas ainda estarem a assimilar esta nova atividade e a adaptarem-se à mesma, ainda não estavam reunidas as condições para realizar estas ações. No entanto, os operadores/empresas de animação foram convidados a participar nas ações de disseminação dos resultados.A4 - Ações de benchmarking de Boas Práticas e intercâmbio da rede
Concretizada com sucesso e sem alterações relativamente ao previstos. Foram realizadas duas ações de benchmarking, uma a Itália e outra a Alemanha. Os resultados destas ações de intercâmbio foram muito positivos e encontram-se refletidos nos respetivos relatórios.A5 - Consultadoria e assistência técnica
Concretizada com sucesso através da adjudicação e conclusão da prestação de serviços de apoio técnico. No caso da ADER-SOUSA as verbas sobrantes foram canalizadas para despesas com pessoal, permitindo desta forma aplicar todo o valor do investimento aprovado no projeto.Documentos:














